quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

*Uma Nova Porta Que Se Abre, Feliz 2013*






Finalmente, finalmente 2012 está muito perto do fim. Para a grande maioria este ano que agora encerra foi uma dura lição da arvore da vida, severa lição, diria eu. 
Fez-me recordar os momentos de tensão, de grandes decisões que tomei para a minha vida entre 2008/2009.
Tantas foram as vezes que dei por mim em discussões sem sentido, discussões criadas quando eu nem sequer falava, discussões ambíguas, confusas. Foi um ano de fortes tensões, grandes decisões e de muita criatividade. Sim, criatividade, que foi para meu orgulho e satisfação bem recebida por quem leu e sentiu o que escrevi, escrevo e continuarei a escrever.

Estou feliz, sou feliz porque quando olho para trás vejo um mundo que já vivi, um mundo que já conheci e com ele tanto expandi a minha mente... nunca irei dizer - "aquilo que hoje sei é suficiente" - aliás nunca o nada ou o tudo é suficiente e quando todos pensam que sossegada nada faço, esta mente nunca pára de trabalhar.

Dei o "grito do Ipiranga", libertei-me de mim mesma e dos medos... eram eles, era eu que travava os planos que o Altíssimo tinha para mim...hoje não travo mais, hoje quero apenas viver e amar todos os seres que estão na minha vida. Engraçado que recordo cada vez mais as minhas aulas de filosofia, fizeram de mim uma mulher ponderada e correcta, sem dúvida.

Apesar das confusões, das discussões, das tensões... faço um balanço final positivo, aprendi bastante e a vida neste ano mostrou com clareza aquilo que me faz mal, aquilo que me faz bem.
Olho para o meu companheiro e vejo um ser que conheço em detalhe, o meu ninho o meu porto de abrigo e sim... somos iguais em tudo, na maneira de fazer beicinho, na casmurrice, no mau humor que se resolve com um beijinho. Este ano trouxe a confirmação da certeza de que o meu lugar é ao lado do dele no bom e no mau. 

Olho para a minha família e sinto-me satisfeita, com dever cumprido (ainda que seja um dever sem fim). Aguentámos juntos todas as lições que nos foram propostas, uma família de guerreiros que se amam mutuamente e incondicionalmente.

A todos vós, o meu obrigada. Obrigada pelas visitas neste meu espaço criativo, obrigada por cada comentário, cada mimo, obrigada!

Embora tenha dito que só voltava no próximo ano, não quis deixar de escrever, de dizer que vos desejo um excelente novo ano... cheio de luz, de vida, de sorrisos, de lágrimas... um ano transformado em rio da vida, é isto!

O meu beijo para tod@s e nunca deixem que a porta da vida se feche!


Namasté!

Alexandra Martinho



"You're a winner for a lifetime
If you seize that one moment in time
Make it shine"

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Feliz Natal e Feliz Ano Novo!






"Eu não sou aquilo que tenho. Eu tenho aquilo que eu sou!"


Esta poderia ser a frase de destaque de qualquer livro, de variadissimas pessoas, mas não, foi dita pelo Fernando e recentemente pude verificar que também eu a escrevi inúmeras vezes nos meus numerosos desabafos com o papel.
Este post como o próprio título indica é uma mensagem de natal, os meus pensamentos sobre esta época que nos toca de forma especial pelo seu significado, pelas lembranças de uma infância vivida.

Protocolos à parte e embora há muitos anos o natal tenha mudado, a sua configuração, para mim. Não deixa de ser um momento especial do ano em que a palavra família entoa por todas as portas, em que aqueles que se amam reúnem-se, confraternizam e dão graças por estarem vivos.

O meu último natal foi aos 16 anos, no ano seguinte não houve consoada, não houve natal... apenas lágrimas, apenas o pedido da minha mãe - "posso dormir contigo hoje? não me sinto bem, sinto frio" -   e toda a noite ela chorou. Chorou porque o pilar da casa, da vida dela, da nossa família, seguiu um caminho oposto. Este ser a quem ainda hoje chamo de pai fez uma escolha que acarretou dor, sofrimento, lágrimas... uma escolha que culminou na perda de memória do meu irmão que hoje aos 20 anos não se recorda de um único momento com o progenitor. Tantas vezes me pergunto "como será que te sentes por não teres uma única lembrança dos momentos que viveste com o pai?

A Alexandra, transformou-se, além de já ser irmã, filha e neta, no pilar da casa... ocupou conscientemente o lugar deixado pelo pai, não por imposição ou obrigação, mas porque os seres que a rodeavam necessitavam que alguém segurasse o leme. 
Segurei-o então, defendi a minha família como hoje ainda o faço, com garras e dentes... cresci, não somente em altura, como por dentro... abri os olhos, senti a dor, o sofrimento... deixei-me levar, sem medos! Mas houve alturas em que o senti, alturas em que "ele" se apoderou de mim mas, ainda assim, nunca deixei que derrubasse os meus sonhos, os meus objectivos. Vivi e vivo com o suficiente para ser feliz. 

Orgulho-me, tenho orgulho em mim, dos meus e embora tenha abdicado dos prazeres da adolescência ou até de uma carreira promissora no ensino, fi-lo por mim, pela minha sanidade mental, pelo meu bem estar... coloquei-me em primeiro lugar, pois não há dinheiro no mundo que pague o bem estar da nossa alma. Tudo o que fiz e faço é por mim, mas confesso, não tenho vergonha de dizer que muitas são as vezes em que coloco os interesses ou gostos de quem amo à frente dos meus e a isto chamo cedência, jamais anulação! 

Podem até dizer - "tens quem te ajude" - e eu respondo, de facto tenho porque a ajuda é reciproca, estou presente quando precisam e não precisam. Estou lá ou aqui mesmo que não peçam. Mas como disse são escolhas, eu fiz a minha e com ela aprendi, aprendi que não existem vidas, pensamentos, pessoas, experiências iguais. Mas há sempre algo que podemos a acrescentar, transmitir, uns aos outros. 

O Natal, para mim, é o meu Natal... podem perguntar o que quer dizer? Não sei responder, sei apenas que é o meu Natal, que não se confina a presentes, mas sim, a presenças! Presenças que significam calor humano, presenças que muito querem dizer ao meu ser. E no meu coração sei de mais esta verdade, só voltarei a ter um Natal repleto de magia quando tiver os meus filhos. A eles darei tudo aquilo que me foi negado... o amor, afecto, presença da figura parental que tanto necessitamos no nosso crescimento. 

Não há muito tempo perguntaram-me qual a melhor definição para namoro ou casamento, sem hesitação respondi, Fernando.  

Por muito que tente explicar é difícil dizer o quanto significa namoro ou casamento para mim, já que o conceito que tenho de ambos em nada se parece com aquele que "grita" a sociedade. Não é, nem se trata de papelada ou festas pomposas. Assim sendo, o nome dele (Fernando) é a melhor palavra que encontro para descrever dois momentos tão determinantes e evolutivos na vida de alguém.

Antes de ser o namorado, o companheiro... é pai, filho, irmão... um homem, um ser, a quem a vida deu ensinamentos, experiências. Foi, é e será sempre a maior dádiva que recebi além da vida e família que possuo. 
Tudo se alicerça numa amizade verdadeira, mais do que namorados, amantes ou companheiros, somos os melhores amigos.
Dizem que as juras não devem ser feitas por não se saber o amanhã. 
Bem, eu fiz uma jura, no dia que estivesse pronta para receber a outra metade de mim não mais a deixaria partir, ou jamais a iria magoar. 

Com pedras ou sem elas a minha admiração por este homem transcende o palpável, além de ser um ser sensível é um "ALGUÉM" com "tomates", com palavra, sabedoria. Sabe o que deseja da vida mesmo que para isso tenha de caminhar descalço. 
De igual para igual, de coração para coração, vamos caminhando lado a lado nesta jornada, mais uma das nossas vidas. Uma jornada que para mim é, também ela, espiritual. Afinal não é um relacionamento amoroso mais do que físico, um encontro de almas? Acredito que sim.

Quero desejar a todos um Feliz Natal, independentemente de terem muitos ou poucos presentes, o importante é lembrar que mesmo que os nossos entes queridos estejam longe, estão dentro do nosso coração. 

É natural que a dor surja, eu sei! Nestes dias também a sinto como se as cicatrizes uma vez mais fossem abertas, abertas para estabelecer uma nova cura, um novo ciclo. Não tenho medo, não tenham medo!

Aos pais, aos filhos, aos namorados, companheiros, seres que nos amam e que nós tanto amamos vamos celebrar este dia perto ou longe, porque algo é certo, a distancia física pode existir... mas ela jamais apagará aquilo que o coração sente ou que a alma estabelece como vínculo.

Regresso no próximo ano... Um grande beijinho, meu um grande abraço a tod@s do Fernando... sejam felizes... agora e sempre! 



Alexandra Martinho








quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

*A Busca*









Por entre mil estilhaços procurei pequenos pedaços brilhantes de mim, brilhantes, que por breves instantes resistiam às turbulências da vida.
O lado negro de mim, se algum dia existiu, com as ondas do mar se desvaneceu... atravessei a dor, o pântano da destruição de ilusões sem fundamento. Atravessei a ponte e cheguei até mim, a ti. Tudo parecia longe e de longe, efectivamente, eu vim...


I was not built to break!




segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

*Tomada de Consciência*







Domingo, 16 de Dezembro, Pans & Company de Lisboa

Empregado: Bom dia, o que vai levar minha senhora?

Eu: 3 menus completos com baguetes de pasta de atum e todas aquelas coisas boas que vocês colocam! Ah e por favor, coloque mais duas baguetes separadas... somos pessoas de muito alimento! (risos)

Entretanto enquanto era preparado o pedido...

Desconhecido: Olha... desculpa, és de onde? Nunca vi uma mulher como tu, irradias uma luz tão bela num dia que se apresenta tão cinzento! Deves ser extremamente especial!

Eu: silêncio... (mas a conversa mesmo sem feedback continuava, enveredando por caminhos falaciosamente espirituais!)

Empregado: minha senhora aqui tem o seu pedido, deseja mais alguma coisa?

Eu: Sim, olhe tire um copo dos mais pequenos de Pepsi, por favor, para consumir agora!

Entretanto, porque aquele simples desconhecido não se calava, falando insistentemente de algo que eu não queria saber e porque desde o inicio percebi as intenções da conversa... despejei-lhe o copo de Pepsi em cima e disse: Acorda! 
Se errei no que fiz? Não! Até porque defendo que enquanto não houve um "travão", os disparates continuarão a acontecer.

Não houve reacção, ele deixou-se ficar ao balcão como se nada tivesse acontecido e eu segui o meu caminho. 

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Podia ter dado a este post o título " Uma nova forma de engate, o engate espiritual", mas não o fiz, afinal com assuntos sérios não se brinca, nem devemos ser sarcásticos. Escrevi não há muito tempo que espiritualidade para muitos é como vender roupa ou outros objectos na feira da ladra. Faço uma questão, espiritualidade não é um aspecto inerente a qualquer ser humano? Não tem todo o homem e toda a mulher uma dimensão espiritual? 

Meus amig@s só não cuida do seu lado espiritual quem não quer e este cuidar deve ser feito dia após dia, não apenas quando apetece ou dá jeito. Espiritualidade não é dada em pacotes, em títulos ou diplomas. Espiritualidade é arte, requer disciplina, obediência, compromisso. Não é conversa, não é estatuto, não é algo que se deva falar em ambientes nocturnos onde predomina tudo aquilo que corrói a essência do ser... não é algo para ser debatido com tudo e todos, desconhecidos a quem se desconhece o caracter, a intenção intima. 

O que ontem se passou comigo ontem, neste momento, é pratica recorrente por aí. Lembro-me que há umas duas semanas uma amiga estava num bar e do nada um homem aproxima-se, senta-se ao lado dela, bombardeando-a com uma "conversa espiritual"... dizendo que tinha uma luz incrível mas que ainda assim ela não estava bem. Necessitava, segundo ele, de ajuda espiritual, de não se preocupar tanto com as coisas porque Deus é grande. 

Grande não é Deus, nestes momentos, grande é a taxa de alcoolémia e outras coisas que correm nas veias e no cérebro, fazendo-os agir, falar em consonância com as chamadas vibrações errantes que atraem companhias ou situações que de outra maneira não seriam atraídas. Vibrações errantes que se disfarçam de seres de luz para ludibriar, chegando-se ao ponto de pensar que são anjos!

Relativamente ao dia 21 deste mês, não, o mundo não vai acabar, mas a nossa consciência vai mudar ainda mais. Manifestações a que temos assistido no nosso país e um pouco por toda a Europa são um exemplo disso, dessa mudança que já está a acontecer.

Levem a vida com calma e não tenham pressa, pouco importa aquilo que os outros fazem ou dizem, o importante é que cada um viva segundo os valores em que acredita. O homem tem sido o seu pior inimigo esquecendo valores e votos verdadeiramente espirituais como, por exemplo: "Na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza, até ao fim dos nossos dias, prometo amar-te e respeitar-te!"... subtilmente temos aqui o amor incondicional.

Enfim, poderia escrever sobre tudo aquilo que é "pesado" ou fazer uma dura critica/julgamento, mas não é isso que pretendo neste post, nem no meu blogue. Só peço, tenham cuidado perante este tipo de situações e ajam sempre preservando o vosso bem estar. Espiritualidade está dentro de nós e não fora.

Uma excelente semana a tod@s!

Namasté!


Alexandra Martinho





sábado, 15 de dezembro de 2012

*Índios*












O índio que luta,
Tanto tem para contar.
A vida para cuidar,
um destino para aceitar. 

Luta pela terra,
sempre em busca da eterna trégua.
A terra é mãe,
e Deus é pai que origina a nova era.

O Índio é grande,
dos sonhos não desiste.
Sabendo que não há tempo para ficar triste,
fuma o cachimbo da paz com seu dedo em riste. 



Alexandra Martinho






sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

*Bom Fim-de-Semana*







Conhecemos o silêncio, sabemos que é mais valioso que mil palavras, mas temos medo. Observem como os animais tratam dos filhos, observem como os anciãos se movimentam. Não tenham pressa, parem, observem com o coração e só depois ajam. Vocês falam demais, sentem de menos, permitam-se a sentir a escutar a voz da vossa alma. Afinal o que é importante? A "terra" fala-vos, ouçam o que ela tem a dizer... perdeu-se a conexão com o essencial, com a natureza, com o bem estar, com a saúde do espirito. A alguns a terceira dimensão já nada diz, mas isso é uma história para outro dia!
Bom fim de semana

Namasté! 








quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

*Os malabarismos do Ego*





Muito se fala, muito se escreve, pouco se acerta, pouco se vive! Esta é a melhor maneira que encontro para definir como a população vive a espiritualidade, aliás creio que a mesma virou moda e por ser um terreno tão fértil é utilizado para facilitar a vivência humana em suas relações materiais, sociais, económicas e amorosas.
A espiritualidade genuína não é aquela que é pregada pelo meio das religiões, que utilizam a comunicação de massas, nem por meios alternativos que dizem desenvolver e despertar as habilidades espirituais dos indivíduos. 
Se todos pararem para pensar a pseudo-espiritualidade é aquela que continua a promover os mesmos valores, embora disfarçados, da sociedade capitalista em que nos inserimos. Dinheiro, dinheiro, dinheiro... tudo gira em torno de dinheiro, sendo caricato que Jesus que era Jesus, não cobrava nada a ninguém e ele sim, era um ser verdadeiramente espiritual. Era o exemplo da inocente forma humana que ajuda o outro porque sim, sem uma razão, sem um intuito, sem uma segunda intenção.
Espiritualidade não é, nem tem relação com prosperidade material ou reconhecimento de "faculdades especiais" (que originam rótulos, desentendimentos e estigmas). 


Escrever sobre espiritualidade é uma realidade complexa, complexa ao ponto de não a conseguirmos definir concretamente. Afinal, é uma porta aberta para o desconhecido... é um caminho que nos leva ao encontro do espirito, da alma, onde todas as certezas, onde todas as respostas estão guardadas à espera de serem desvendadas uma a uma. 
Somente o homem que não deixa morrer a sua criança interior se aproxima da verdadeira espiritualidade, lamento ter de o dizer. Com isto não critico, nem julgo, apenas aprendi a separar o trigo do joio e nunca descurei a minha intuição, o meu sexto sentido. Pouco importa se sou um ser iluminado ou não, não é isso que faz de mim a mulher que sou, a mulher que existe, existe porque seguiu o caminho que se comprometeu a seguir. Um caminho com obstáculos, um caminho com lágrimas, mas o seu caminho, o meu caminho. 

Uma criança quando se aproxima de nós quer colo, quer brincar, quer carinho... assim é a verdadeira espiritualidade. Já a pseudo-espiritualidade é como um adulto que se diz estar no caminho da luz, mas queixa-se, pede por resolução de todos os seus problemas do dia a dia, inventando subterfúgios na "espiritualidade literária" para não encarar a realidade que lhe é apresentada. Diz que fez isto e aquilo, mas tudo o que foi dito mais parece uma canja com entranhas de galinha.
Não dou conselhos a ninguém e quando falo deste tema, não falo dele directamente, nem apresento soluções... não tenho o direito, nem o dever de acrescentar carga kármica a quem comigo fala!

Espiritualidade para mim não é a maneira infantil como estes "novos mestres" tratam a humanidade, através de dogmas, de medos que são incutidos na mente e cegam o mais lúcido dos homens! Mas uma coisa é certa atraem legiões e ninguém os questiona. Questionem por amor de Deus! Não coloquem Deus numa posição de serviçal a quem recorrem e rezam quando apenas faz "trovões". Ensinem o perdão, o verdadeiro amor e deixem de lado a merda dos estigmas e preconceitos. Digam não aos padrões repetitivos, digam não às conversas ego-espirituais vazias e hipócritas... vocês não sabem se aquilo que vos contam é verdade, aliás, na grande maioria não é. São apenas maneiras disfarçadas de vos por em sintonia com algo que de outra maneira e de forma lúcida não fariam, nem ouviriam... mas também de mostrar que o caminho individual uma vez mais foi posto de lado, esquecido nem que por instantes.

Todos querem pôr nas bancas best-sellers, onde a verdadeira preocupação são os mercados, a lei da oferta e da procura. Onde a mensagem é sempre a mesma, salvemos o nosso planeta antes que seja tarde demais... mas esquecem que para isso tudo começa por uma mudança de conduta e hábitos diários. 
Silenciosamente, é assim que gosto de actuar na vida, porque somente assim me posso ajudar e ajudar aqueles que me são próximos... mesmo que eles não me ouçam ou entendam, sei sempre que mais tarde ou mais cedo a vida lhes mostrará o que uma vez disse.
Não importa o que tenho para oferecer ou dizer, apenas desejo felicidade a todos e que não se afastem daquele que é o vosso caminho por causa das loucuras alheias! Credibilidade precisa-se pois tanto se inventa!

Namasté!

Deixo-vos com uma música especial...






Alexandra Martinho




quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

*Descalça pela manhã*









Descalça pela manhã na verdura caminho em direcção da luz, no meu coração carrego a chama e afasto a escuridão dum caminho outrora tenebroso.
Já fui mulher no seu mundo sozinha, já fui sozinha neste mundo sem rosto nem sorriso, hoje apenas sei que sou a chama de uma vela feita de cera branca.
Sou apenas isso, uma chama que não cansa de arder, que não é ainda fogo... mas tem fogo por viver. Acreditar, quero sempre acreditar que nunca deixarei de ver mesmo que desde sempre o saiba, essa sorte nunca irei ter... a morte? Não tenho medo da morte, todas as manhãs descalça caminho pela verdura em direcção da luz... amanhã, talvez amanhã pense no que hoje não quero pensar... mas... quero deixar escrito para todo sempre que tu foste e és o meu mar... e eu... oh eu serei para sempre a tua sereia, a tua areia!



Alexandra Martinho







segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

*A inveja no Universo Feminino*







A inveja no universo feminino é um assunto delicado que chega a ser ridículo pelos comportamentos extremos que algumas têm quando sentem, inveja!
As mulheres na sua grande maioria são invejosas, "venenosas", com capacidade de minar tudo e todos com maledicência. Não podem ver ninguém sobressair, seja pelos seus atributos físicos, pela roupa ou outra coisa qualquer. Mesmo que não haja, tem de haver um motivo para dizer mal, para fazer comentários e criticar.

Sempre disse e continuo a dizer que vivo no Portugal dos pequeninos, pequeninos em altura, humildade, dignidade... pequeninos em ser quem são. Os meus dois metros associados a um corpo que praticou durante anos basketball e outras modalidades desportivas faz disparar o ego de muitas queridas. 

Adoro quando entro num café, num bar ou em outro lado qualquer e muitos "preocupados" vão questionar o Fernando sobre a minha altura dizendo "eh pá não sei como conseguiste arranjar uma mulher assim!" ou "ela é estrangeira?". O melhor da "festa" acontece quando as pindéricas esboçam aqueles sorrisos cínicos aliados a um olhar clinico na tentativa de encontrar uma falha na toilette, no comportamento ou na simples maneira de estar. Quando não conseguem, "taditas", ficam fulas e são elas que dão a verdadeira barraca, transformam-se em palhaças ridículas de um qualquer circo ao serviço da comunidade.

Partilho este episódio, no passado Sábado, eu e o Fernando fomos ver ao Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz o grupo harlem Gospel Choir, tributo a Whitney houston que aconselho vivamente. Bem, devemos ter sido dos poucos casais, ou pessoas  que lá estiveram para ver o espectáculo... os restantes estavam para a feira das vaidades! 

Casacos de pelo, cintos na cintura para fazer dos rabos autenticas mesas de apoio, maquilhagem a mais e mal aplicada, saltos de meio metro... ou então todo o ouro que tinham em casa levaram com elas... enfim!
Entretanto chegamos nós, altos, bem vestidos, sem exuberâncias e até nisto somos iguais. Temos especial atenção com a roupa e suas conjugações, mas não nos vestimos para mostrar seja o que for a alguém. Vestimos o que vestimos porque gostamos e queremos, de tal forma que apesar da altura que tenho não tenho qualquer tipo de inibição em usar saltos altos. 

Senti-me bem, as outras é que parece que não... mas eu compreendo-as, tadinhas, davam-me pela cintura! Pequenas, com o cérebro do tamanho de uma noz, pequenas ao ponto de em pleno WC falarem das minhas pernas por serem longas e torneadas ou por eu não ter "borregas"! Passo por estas situações muitas vezes, infelizmente, mas a conclusão é sempre uma... a inveja é fodida e com ela muita gente cai no ridículo revelando a baixa auto estima e falta de bom senso que possuem.  Já senti como se me quisessem encostar à parede e dizer "como te atreves a ser assim? Como podes ser mais alta que todas nós e ainda todos os "trapitos" te caírem bem?"

Queridas é simples, ser mulher é diferente de ser fantocha exibicionista!


Uma boa semana a tod@s!



Don't be...



quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

*Eternamente Feliz*







Olhei para tudo aquilo que senti, aquilo que um dia vivi, escrevo num breve trecho em prosa... apetece-me gritar aos céus - tirem-me daqui - necessito repousar na eternidade das asas do anjo que me acompanha. O corpo que tanto me dói, a alma que está cansada... ao longe... ao longe o piano e a passadeira vermelha que se estende... como gosto de sentir esta luz que toca no meu rosto, como gosto de sentir que está breve a minha partida... nos sonhos, nos meus sonhos vagueio por entre tantos sítios, tantas civilizações. Vejo rostos que sorriem, lágrimas que se transformam em rios e rosas, toda eu rejubilo por saber e entender aquilo que tu, oh Deus, me queres dizer. 
Não está longe, eu sei, não está longe o dia da travessia pela passadeira vermelha, numa escada feita à medida de suportar a envergadura da minha alma cristalina... E assim, eu sei, sairei de cena eternamente feliz!


Alexandra Martinho









terça-feira, 4 de dezembro de 2012

*Dentro de mim existe a verdadeira Resistência*








Persistência, paciência, prudência são estas as palavras chave que regem a minha vida. Para mim existem dois mundos: o meu mundo, o mundo de todos! Qual dos dois prefiro? O meu! Mas, com o de todos (que também é meu) muito tenho aprendido, foi ele que completou aquilo que faltava saber: viver em comunidade!

Não posso dizer quanto mais conheço as pessoas mais elas me desiludem, na realidade, já nada me surpreende e por incrível que pareça, a minha carapaça ficou tão dura que a frieza é o melhor remédio para cortar com aquilo que me desagrada!
As experiências e o caminho que trilhei ensinaram-me que dentro de mim existe a verdadeira e única resistência, capaz de enfrentar e solucionar os problemas que possa encontrar. A vida não é uma linha recta, é um caminho que pode ser sinuoso e atroz, mas sempre com um final que deve ser, feliz!

Sabedoria, sim é isto, sabedoria em cada gesto, em cada palavra e é isto que sou... sou uma nota musical que somente é tocada por quem tiver a audácia de a abraçar, sentir em todo seu vibrar. Medos todos nós os temos, errar, todos nós erramos... não somos seres perfeitos! E daí? Será que pela imperfeição temos o direito de julgar? Não! Os anos passam e cada vez mais considero a civilização como uma selva, em que os infelizes persistentemente tentam atacar aqueles que felizes estão, somente porque estes últimos têm alguém que os ame e aceite. 

Pena?! Será que devo ter pena destes seres humanos? Seres humanos que se preocupam com as sementeiras da discórdia? Creio que sim! É a única palavra que consigo encontrar para descrever aquilo que sinto. 
Muitos não aprenderam, não sabem, nem nunca vão saber que amar é aceitar o outro e que até o maior dos pulhas merece uma oportunidade para ser feliz! 

Sempre disse aos que me são próximos, não importa quanto tempo estaremos juntos, importa apenas eu saber que todos foram felizes e realizados com a minha companhia.
Pequenas situações e comportamentos, passados ou recentes, tem servido ou servem apenas para reforçar aquilo em que eu acredito: A confiança apenas deve ser dada ao sangue do nosso sangue ou aos que nos amam e aceitam... e aceitar não é somente dizer - "sim, está bem" - aceitar é aceitar, tal como amar é defender, cuidar, fazer crescer. 

A vida pode ser uma roda incessante de repetições, mas nem sempre paramos para sentir ou perceber a razão das mesmas. É importante parar para compreender, sim, compreender o que está errado... o que emanamos para que situação a, b ou c aconteça!

Sou naturalmente introvertida quando não estou no meu espaço, mas observo tudo captando até o mais pequeno pormenor. Não tenho medo de sombras, nem da solidão... perdi o medo e aceitei simplesmente o desafio de viver, de viver segundo as regras da minha individualidade. Uma individualidade que me torna tão especial, tão diferente de tudo o que é tão igual e tão reles. Poderia dizer ou escrever tanto, mas deve ser a primeira vez que não tenho vontade de escrever... tenho pena!

Sou a mulher que sou, grande e de grande valor... quem toca na minha mão sabe, sente o rio que corre em mim... quem me ama sabe que não haverá amante igual... quem partilha a vida comigo aceitou o desafio de nunca mandar a toalha ao chão, porque eu nunca irei desistir de ser feliz, nem tão pouco desistir daqueles que amo... não quero, nem preciso que me contem histórias. A história da minha vida escreverei eu com o meu punho até ao dia que partir para o meu verdadeiro lar!

Que se faça luz num mundo que caminha a passos largos para o abismo de se viver sem valores!

Alexandra Martinho




que chorem os corações amargurados... e vivam em paz!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

*Cortar o mal pela Raiz*







Não são tão poucas as vezes, por medo de se parecer antipático ou obter simpatias gratuitas, que omite-se o queremos, deixando que situações desagradáveis continuem a acontecer.

Quantas vezes não entupimos a nossa vida de afazeres e companhias sociais tremendamente fúteis, esquecendo o dever de ter períodos de recolhimento?

É importante conhecer e cuidar o nosso ser. Deixar de lado a ideia de que temos de ser bons todos os dias para com os outros. De conveniência está o mundo cheio, de palavras bonitas também.
Quem põem os seus olhos no exterior, sonha! Quem olha para o interior, acorda!

Dizem que a impiedade é dos piores sentimentos humanos, nem sempre o é! Somente com um pouco de impiedade conseguimos por fim a comportamentos e situações que se repetem. E creio, creio que todos nós, sem excepção, sabemos onde estão essas repetições. As repetições, meus caros e minhas caras, servem para alertar e denunciar aquilo que deve ser eliminado da nossa vida... para o nosso bem, para o bem de todos!

Da mesma forma que um médico usa um bisturi para operar e retirar o que está podre, a mais e obsoleto... peguemos nós, também, no bisturi da nossa consciência e façamos a erradicação total daquilo que não mais serve e é repetitivo!

Sem medos, porque o caminho é em frente! Para isso mesmo servem as espadas, eliminar de forma incisiva o que está a mais... só assim se é feliz, com paz!


Bom semana a todos!

Alexandra Martinho



sábado, 1 de dezembro de 2012

*Assume o poder da tua Vida*






Quanto mais procuramos menos encontramos, aliás, encontramos tudo aquilo que não queremos encontrar! Algo nos impele para a mudança, que paremos de olhar em redor, somente para o nosso interior. Tantas vezes a vida emana sinais de que mudança é uma necessidade urgente para evolução, mas não ouvimos esses sinais, deixamos tudo fugir por entre os nossos dedos, das nossas mãos... um poder que é nosso, o poder pessoal de sermos felizes.

Os outros podem facilmente falhar connosco, mas e nós? Não será que a confiança tem de ser nossa?

Reconheçamos a autoridade que desempenhamos na nossa vida e esqueçamos os "conselhos" alheios que muitas vezes não são mais do que puras utopias.





Sejam independentes e felizes! Bom fim de semana a todos!


Alexandra Martinho


segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Persistência é Fundamental





(representa a minha personalidade)




A nossa vida é um caminho, no qual, devemos permanecer fieis aos nossos ideais e objectivos. 

Nesta jornada de busca pela harmonia e aperfeiçoamento é natural que surjam obstáculos, pessoas, opiniões para por em causa aquilo em acreditamos. Lealdade, lealdade a nós, ao que sentimos e queremos, é o que necessitamos nestes momentos que poderão gerar hesitações, retrocessos. 

Mas, a verdade, é apenas uma e universal! No nosso coração, nós somos o que somos, porque é a essência e a alma que dita o ser. Mantenham-se, por isso, fiéis ao desejo da vossa alma.


Boa semana a todos!


Alexandra




sábado, 24 de novembro de 2012

*Segundo Semestre de 2012: Hora da Cura*







2012 foi anunciado como o ano das grandes decisões e das profundas transformações, não houve falhas, as grandes decisões têm acontecido e as profundas transformações (sociais, financeiras, amorosas e familiares, como profissionais) estão aí aos olhos de todos.
Desde Junho/Julho deste ano que o nosso planeta tem sido fustigado por grandes e fortes ondas de energia que impelem o homem a não cruzar braços, a tomar decisões, deixando a passividade de lado. Manifestações, discussões, atitudes reivindicativas são todas elas formas de dizer não à "paz virtual"! O confronto com a verdade chegou e não mais podemos viver na mentira em que a nossa sociedade se transformou.

Tem sido feito o convite para que todos olhem para as suas raízes, para que se cultive e aprofunde os relacionamentos existentes através da cura. Cura de emoções, de situações e vivências passadas que ainda magoam, que sorrateiramente vão minando o presente com comportamentos e atitudes repetitivas. 

É notório que o segundo semestre deste ano para muitas pessoas tem sido como um turbilhão de emoções. Conflitos e discussões sem razões plausíveis, tensões, sentimentos de competição e conflito de interesses estarão ainda em vigor até dia 27 ou 28 deste mês. 
A família e os relacionamentos íntimos saem evidenciados até ao final deste ano como a única fonte de regeneração, mas de tensão também, para que o fortalecimento das raízes emocionais se dê... para que maturidade floresça e assim os seus intervenientes possam finalmente fazer as pazes e pacificar o passado. Não se deve virar costas, nem menosprezar queixas ou outros sinais que evidenciem mau estar por parte daqueles que amamos. Se algo vos magoar, pensem no quanto têm contribuído para a situação, 2012 abriu caminho para que a insensibilidade seja posta de lado, mas tenham cuidado com as ilusões/segundas intenções.

Problemas de saúde ocorreram e poderão ainda ocorrer... se sentirem necessidade de chorar, chorem! Não inibam essa capacidade magnifica que nos/vos foi dada para libertar aquilo que está a mais no nosso/vosso peito.

Crescimento, expansão, aprendizagem e o próprio refinamento espiritual estará mais pronunciado. 

Outubro foi, Novembro continua a ser o mês da tomada de consciência das feridas e padrões emocionais que necessitam de cura e que estão a provocar novos traumas... incapacitando que se viva a vida de forma plena! 

Em função de normas culturais e sociais a grande maioria de nós deixou de viver em função do seu projecto individual de vida, em função da sua energia. Não é, por isso, de estranhar que os pensamentos, sentimentos e comportamentos sejam na sua grande maioria negativos e até derrotistas. A essência tem andado separada do ser, dando lugar ao parecer... por isso, tantas vezes ouvimos dizer: "Nem tudo o que parece é!". 

Meus irmãos e minhas irmãs, pensei nunca algum dia na minha existência vir a escrever um texto desta natureza ou a dirigir-me assim a vocês. Mas é um facto, nós somos todos irmãos e irmãs, filhos e filhas do mesmo criador.  Eu sei porque aqui estou, sei o que aqui faço, considerem isto como uma ferramenta para que cada um de vós veja o que aí dentro precisa de resolução. 

A nossa alma e o nosso coração são os nossos tesouros sagrados, sendo esta a nossa jornada sagrada em que devemos encontrar e trabalhar o nosso aperfeiçoamento enquanto humanidade. 

Digam adeus ao velho, abram os vossos braços para o novo! Comecem do zero, porque começar do zero é bem mais prazeroso do que recomeçar!
Se eu tenho a capacidade de confiar na minha visão interior, nos meus instintos e intuição, mesmo que ela seja incompreendida e rejeitada por quem me rodeia, vocês também a possuem e com ela podem e devem dar um lufada de ar fresco às vossas vidas!

Um beijo na alma a todos!

Namasté

Alexandra

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

*Boas maneiras, precisam-se*








Não fui, não sou, nem nunca irei ser uma mulher como todas as outras, aquelas que não pensam por elas próprias e que se deixam seduzir por qualquer borra botas que lhes dirige um "elogio".
Estas últimas semanas para mim têm sido terríveis, só Deus e eu, sabemos como ando, como me tenho controlado para não sair porta fora e distribuir murros e pontapés a quem me aparecesse pela frente. 

Infelizmente, o inevitável, aconteceu! Esta tarde houve um fulano com idade para ser meu pai provou o meu punho cerrado no meio das "fuças". Abomino quando dizem que sou "boazona" e que na horizontal somos todos da mesma altura. 

Tenho dois metros de altura, é um facto, o que tem incomodado muitos pindéricos e pindéricas. 
Adoro andar descansada pela cidade, vou falando com quem conheço e observo o que está nas montras das lojas que ainda restam no centro histórico. 

E hoje, foi assim, até... quando ia a caminho da pastelaria para comprar uns quantos pampilhos de chocolate, estavam dois tipos em que um dizia: "eh pá, olha-me aquela gaja! Foda-se é grande e boa!" nisto, o outro diz "Oh boazona, na horizontal éramos da mesma altura!"... não se dando por satisfeito insiste "Estou a falar para ti, oh grandalhona!". 
Não sei o que se passou comigo, simplesmente deixei de ver fosse o que fosse, fosse quem fosse e quando voltei ao meu estado normal, o fulano estava estendido no chão. Tenho a mão dorida, mas estou-me literalmente a borrifar para o que possam ter ficado a pensar. 

Estou farta, estou cansada de aturar gente de merda sem o mínimo de educação. Estou saturada de "putas" e "cabrões", porque "putas" sempre as tive na minha vida e graças a elas ou a "ela" tenho um pai com quem não se pode desabafar, dar um abraço ou um carinho. Estou meses sem o ver e todos os dias ele passa aqui à porta de casa. É simplesmente uma marioneta nas mãos de uma mulher, que não merece sequer ser chamada de mulher... não o sabe ser!

Quanto aos "cabrões", cobiçam as mulheres dos outros e não dão conta do recado em casa! Andam preocupados com as mulheres dos outros e não se preocupam com as deles. Que querem que vos diga mais?! 

Sou mulher, tenho muito orgulho em o ser, por isso, não admito aquilo que descrevo neste post e outras coisas mais. Não admito, não gosto, não quero e estou cheia desta sociedade de merda que vive de protocolos, de fantochadas, do diz que disse e que no fundo, não passam todos de uns miseráveis papagaios que se imitam uns aos outros sem personalidade. 

Uma mulher para ser mulher não tem medo de partir as unhas, mexe na lama, na caca, mexe onde for preciso... é mulher e sabe ser uma mulher de respeito em casa, na rua, no trabalho! Eu podia ignorar? Podia, mas não era a mesma coisa... quando temos em cima anos e anos de mazelas de situações que nos magoaram é assim que reagimos. Além do mais já tenho que me dê elogios e a ele devo respeito e outras coisas mais que hoje em dia pouco se vê!

Acrescento, um homem para ser homem, deve e tem de usar os tomates que tem para cuidar da mulher que tem em casa, não daquelas que passam na rua. Um homem que se diz ser homem preserva a mulher que tem em casa, transformando-a na Deusa que só ela pode e deve ser para ele. Um homem que é homem tem de ter palavra, porque sem ela é lixo... é merda que não interessa, nem para papel higiénico serve! 

Lamento se revelo agressividade, estou cansada (uma vez mais o digo), cansada de ver, cansada de ouvir! A Alexandra não é somente um pedaço de carne com duas pernas, uma vagina, um par de seios e uma cara bonita... a Alexandra é uma mulher que já teve o seu pedaço (gigante) de dissabores, que já passou as "passas do Algarve", mas não morreu... está viva e aprendeu a defender-se de ambientes hostis para sobreviver e viver em paz! E tudo isto sou eu, doa a quem doer, goste quem gostar... eu gosto e o resto é paisagem!

Eu quero e gosto de paz... para mim, para todos!


Namasté!

Alexandra Martinho