domingo, 30 de setembro de 2012

*Swarovski para porquinhos da Índia*


Eu, Alexandra Maria e a minha amiga Utena Maria... decidimos apostar numa nova vertente da moda... se os caniches e outros animais de quatro patas se vestem... os porquinhos da índia também o podem fazer. E eis que, sim... nós lançamos uma linha de corpetes com cristais swarovski encrostados para as meninas porquinhas...


deixamos um modelito...








beijinhos a todos!

*Um outro ponto de vista sobre Portugal*





(li o livro do qual usei a capa para ilustrar este post. Aconselho a quem quiser que o leia, a bem ou a mal para mim este homem era um economista)

Para mim, redes sociais e blogosfera são úteis e interessantes formas de divulgação e partilha de conhecimento com amigos, conhecidos e desconhecidos (Tenho pena de quem usa estas mesmas plataformas para fazer show off e engate... enfim, mas cada um sabendo de si... eu prefiro a seriedade de tudo e de mim).
Este espaço feito por mim para muitos de vós (que lêem e comentam) é também o vosso espaço... como tal, decidi publicar como post do dia de hoje a resposta que recebi da parte do Firehead ao meu post de ontem "Reflectir Portugal em Português".

Uma excelente resposta, uma abordagem com outra perspectiva sobre aquilo que alguns e até mesmo muitos tem medo de dizer. Apenas irei fazer algumas considerações: 

- Quem fez o 25 de Abril para mim foi o capitão Salgueiro Maia e os restantes soldados que sairam daqui de Santarém, a ele se deve o 25 de Abril e por certo se hoje fosse vivo já teria partido a cara de muita gente (em jeito de curiosidade a estátua dele estava guardada num armazém em ruínas se não estou errada, tendo sido resgatada pelo presidente moita flores, encontrando-se hoje no centro da cidade). 

- Este homem, por muito que se diga, foi esquecido e ainda tem o descaramento de dizer que o pai do 25 de Abril foi o Mário Soares. 

- Para mim o povo português, continuo a dizer e sempre o direi não soube usar a liberdade de expressão e igualdade de direitos que lhe foi atribuída. Falam e ousam falar sem limites daquilo que não sabem e sim, um dos sentimentos predominantes é a inveja. 

- Salazar, pontos negativos: ausência de liberdade de expressão e a pide, pobreza, baixos investimentos em infra-estruturas, o isolamento económico que Portugal estava mergulhado com uma forte política proteccionista.

- Com a nossa história poderíamos ter aprendido algo, não aprendemos porque não queremos. As datas existem, os acontecimentos também... ainda assim desperdiça-se muito tempo com lamurias e pouca acção!

Aqui fica exposta a resposta desse meu caro leitor:


"Eu nasci sete anos depois desta revolução fatídica apelidada de revolução dos cravos, que possibilitou a destruição gradual de Portugal.

Não concordo que a revolução tenha sido feita por pessoas com convicções sérias e paixão por Portugal. Antes pelo contrário. Ela foi criada pelos traidores da pátria, que se insurgiram contra um regime que a História agora está a confirmar ser o que realmente este país agora está a precisar e do qual nunca deveria ter mandado abaixo, os mesmos que destruíram o conceito da pátria, da nação, do país, em nome duma suposta democracia que só serviu a uns quantos e iludiu todo um povo ignorante com promessas falsas. Ora, se o 25 de Abril foi mesmo bom e espectacular, então não é suposto nós agora estarmos todos a viver bem? Porquê agora todas estas manifestações? Então, o que foi que correu mal? Não era suposto nada disto estar agora a acontecer!

A segunda pergunta que fazes é pertinente e suscita diferentes pontos de vista. O nacionalismo não é visto da mesma forma por todos. Há o nacionalismo étnico-rácico cultural, de ius sanguini (com todos os seus calcanhares de Aquiles), como há a concepção nacionalista da pátria de um país como Portugal que, como dizia Salazar, ia "do Minho até Timor", englobando como portugueses povos racial e etnicamente diversificados sob uma só bandeira, a portuguesa. Afinal de contas, a verdade é que Portugal enquanto nação teve um império colonial, tendo deixado descendência nos quatro cantos do mundo, entre eles crioulos e patuás, e isso é coisa que ninguém no seu perfeito juízo pode fazer de conta que não aconteceu.

A teta secou precisamente porque andámos imensos anos a viver no faz de conta, acreditando que éramos ricos quando na verdade nunca o fomos, com a complacência irresponsável dos sucessivos governos abrilescos. Ora, gente como eu, que nunca gastou nada do que nunca teve, não tendo contribuído para a crise, encontra-se agora a levar por tabela. Isto é uma consequência da bendita democracia, onde o justo paga pelo pecador, e pelo não menos espectacular Estado Social, que supostamente nos beneficia a todos, mas quando se trata de contribuir é também para todos, mesmo dos que nunca dele usufruíram (o socialismo está a destruir a Europa). E agora chegámos onde chegámos. Toda a causa produz sempre o seu efeito. Querem agora a troika longe de Portugal? Sabem por acaso o que dizem? E depois, como é que seria? Começaríamos a passar fome duma vez? É que sem a troika não haverá dinheiro para pagar salários nem para manter os serviços necessários... por outras palavras, isto entraria em colapso. A única solução é pagarmos o que devemos para podermos recuperar a nossa autonomia... e isso, infelizmente, demorará imenso tempo. Muitos morrerão durante o processo de tratamento antes de chegar à cura.

Eu tenho uma forte convicção de que Portugal deveria ter entrado na segunda guerra mundial. Em tempos de crise o desenvolvimento é obrigado a dar-se. Portugal manteve-se neutro e não levou directamente com as consequências da guerra, como por exemplo ser atacado. A História confirma que as maiores potências da Europa e da Ásia, a Alemanha e o Japão, foram os grandes perdedores da guerra, tendo ficado destruídos e forçados a renascer das cinzas. Portugal não estaria hoje bem mais desenvolvido se também fosse obrigado a reerguer-se? Não tenho dúvidas que sim. Teria nascido um novo país sobre as ruínas.


Se questionas os políticos e os partidos então é mais um motivo para questionares a própria democracia conquistada pela revolução abrilesca. Se calhar deste ponto de vista, mal por mal, mais vale termos alguém que, como o Salazar, os tinha no sítio, e sabia muito bem o que queria para o país e para o povo. É que o homem deixou o país rico, com superavit, com possibilidades de crescimento, havia indústrias do sector primário e secundário... Pobreza? Isso sempre houve. Hoje não há gente que passa fome na mesma aqui em Portugal? E os valores que se perderam? E a segurança que hoje cada vez temos menos? E a lástima que está a educação hoje em dia? E o sistema judicial que premeia os criminosos em detrimento das vítimas? A troco de quê é que nós conseguimos a nossa "liberdade"? Valeu mesmo a pena tudo isso?

Ainda assim, penso que durante muitos anos o medo de se voltar a viver com poucas condições de vida fez com que as pessoas tentassem ao máximo cumprir sonhos, nem que isso representasse o seu endividamento.

Como diz um ditado chinês, "se hoje tens vinho, embebeda-te hoje". O país perdeu a visão do futuro, adoptou uma mentalidade tipicamente africana, de comer o que há hoje e logo se verá depois. Salazar, pelo contrário, acautelou o futuro do país, fartou-se de juntar ouro... tanto assim é que Portugal ainda hoje é um dos países europeus com a maior reserva de ouro. Ouro esse que, apesar de já ter sido roubado por muitos abrilescos, ainda continua a servir como uma espécie de pronto-socorro para uma eventual calamidade futura.

A república foi obra da Maçonaria (o Relvas, por acaso, é maçon). Mas foi uma inevitabilidade. A monarquia provou que já não servia. De que adianta nós termos uma monarquia se a História confirma que nós tivemos na sua grande maioria monarcas imprestáveis e cobardolas, como a família real que fugiu para o Brasil deixando o povo a sofrer durante as invasões napoleónicas? A república surgiu como consequência do fracasso monárquico do famoso mapa cor-de-rosa. Apesar da origem maçónica da república, eu sou anti-absolutismo (porque o verdadeiro Rei é só Deus) porque não me é concebível estarmos a sustentar toda uma família de chulos que tiveram a sorte de ter sangue azul. Os verdadeiros reis eram todos aqueles que davam a cara e o corpo pelo seu povo, como o grande D. Afonso Henriques, o fundador da nação, que, mesmo sendo rei, estava lá de espada em punho na linha da frente a combater os mouros, não os que se sentavam nos seus aposentos confortáveis enquanto o povo morria por eles. Mal por mal, que sejamos nós próprios a escolher os chulos - chulos esses que nós também podemos ser, quer tenhamos sangue azul ou não - por tempo determinado. A constituição francesa e os direitos humanos são baseados nos princípios da Maçonaria. Os mesmos que fundaram os Estados Unidos da América. Não é difícil encontrarmos símbolos maçónicos numa nota de um dólar, por exemplo.

Este é um país onde se usa muito a inveja, onde há muito chico-espertismo, onde os olhos só se abrem quando a agulha pica e faz doer. E quando isso acontece já é quase sempre tarde. Depois vem a tristeza, vem a resignação, vem o conformismo...

Como português orgulhoso que sou, também aqui estou em Portugal e, pelo menos por enquanto (porque não posso dizer que desta água não beberei) estou aqui para me aguentar à bomboca, ao contrário de muitos que fogem daqui para fora, abandonando o barco. Há pessoas que dizem amar Portugal e que proclamam aos quatro ventos que são patriotas e não sei quê mas que não tiveram problemas em emigrar. Afinal de contas, foi mesmo isso que o palhaço do nosso primeiro-ministro sugeriu..."

*Indefeso*






Vejo-te... vejo-te completamente indefeso com esse lenço no olhar, apenas de mãos soltas tens plena autorização para meu corpo explorar. Falo-te sussurrando ao ouvido dizendo coisas que tanto queres ouvir, quero-te completamente e consumir cada gota de ti que ousas verter para saciar a minha sede. Não me vês, mas vejo-te eu enquanto mordes o lábio pedindo por mais... mais daquilo que somente que te posso dar, mais amor, mais valor, mais sabor... de mim tens tudo o que quiseres e estiveres preparado para levar. Lembra-te, todo o valor que te possa dar é proporcional não somente ao desejo de te acarinhar, mas sim a toda esta vontade que meu corpo sente ao pedir para te abraçar sem teus e meus segredos revelar... enquanto aqui estás diante de mim simplesmente indefeso...


beijo-te!


Alexandra Martinho



Alannah Miles - Black Velvet

sábado, 29 de setembro de 2012

*Reflectir Portugal em Português*








Não esperem da minha parte respostas, esperem perguntas... aliás acho redutor e incapacitante quando esperamos que o outro ou os outros respondam as nossas perguntas... perguntas essas que tantas vezes nem nossas são, mas as tomamos como tal.
Primeira pergunta: porque razão numa manifestação que supostamente é do povo, tem de existir um iluminado armado em pastor que fala para o rebanho? "Pastor" esse que vem com um discurso preparado e em papel... sendo tão iluminados não sabem falar com consciência e convicção?

Nasci dez anos pós 25 de Abril, onde está o legado que a revolução deixou no povo, no país? Creio que, actualmente, pretendem fazer um novo 25 de Abril, mas temos logo de partida um enorme problema... o mesmo em 1974 foi levado a cabo por indivíduos com convicções, pensamentos próprios... paixão pela nação e pela nação entraram em acção. Temos disso hoje? Pessoas que se movem por paixão ao nacionalismo e à pátria? Podemos até ter, mas tal como aconteceu há 38 anos alguém sempre irá reclamar algo como seu, quando em nada contribuiu para o resultado final... hipocrisia? Não, esperteza dos incultos! Incultos porque permanecem na sombra de quem dá a cara, porque apontam o dedo em vários sentidos e direcções... lançando a confusão e pondo o rabo de fora, porque sabem que alguém fará o que eles idealizam. 

Segunda pergunta: quem é o povo Português? O que é nacionalidade e pátria?

Terceira pergunta: manifestações apenas devem ser feitas quando a população anda com os "calos" apertados financeiramente? Leva-me a crer que só se vive bem no tempo das vacas gordas e chora-se quando a teta seca... A teta seca porque os problemas quando surgem por mais pequenos que sejam ou são colocados debaixo do tapete, ou tapados com a peneira e assim o lixo se amontoa até que... não se aguenta mais!

Quarta pergunta: Será que alguém já parou para pensar que aquilo que a Europa vive já viveu antes da I e II Guerra Mundial? (Para quem não sabe informe-se) 

Quinta pergunta: Governo, políticos e partidos servem para seguir a ideologia que juraram cumprir, respeitar os interesses da nação a que pertencem... ou para indignificar toda a sociedade e um país?

Sexta pergunta: até cada ponto cada português foi responsável pela sua situação individual e pela global de toda a nação? Ouvi durante anos expressões como: "De que interessa falar se nada vamos mudar" ; "Estou fart@ desta merda - o senhor@ queria dizer algo? - ah não, está tudo bem!" ; "Tu não vais mudar nada, por isso, cala-te" ; "É aquilo que temos e nada mais podemos fazer" ... são apenas exemplos de maneiras de pensar redutoras que levaram o país a este descalabro.

sétima pergunta: onde ficou aquele hábito que os nossos pais e avós tinham "amealhar" para mais tarde ter com o que governar a casa? Na actualidade gastamos, gastamos, gastamos... e juntar? Podem dizer, mas achas que agora dá para juntar? - eu respondo: quem falou agora? Juntar leva anos e todos os dias podemos contribuir para esse juntar. Ainda assim, penso que durante muitos anos o medo de se voltar a viver com poucas condições de vida  fez com que as pessoas tentassem ao máximo cumprir sonhos, nem que isso representasse o seu endividamento. 

oitava pergunta: os milionários salários de directores de empresas publicas e privadas, motoristas de ministros, dirigentes de sindicatos que tanto rogam em prol do seus trabalhadores e outros valores astronómicos que todos os dias encabeçam os jornais portugueses são da responsabilidade de quem? Do Governo, apenas? 

nona pergunta: O que é a república? Por quem foi implantada a república? Pelo povo? Façam uma pesquisa e vejam os nomes de quem em "nome do povo" o fez... José Relvas é um desses nomes! E posso dizer, José Relvas era um burguês rural que desejava ter a ostentação da burguesia da corte portuguesa e citadina! Não se enganem, nem se iludam. O povo português sempre foi uma marioneta nas mãos daqueles que desejavam e queriam poder. 

décima pergunta: já alguém leu ou estudou a constituição francesa e a declaração dos direitos humanos? Convinha que também dessem uma olhadela, não perdiam nada e sempre ficavam mais cultos! 

A minha mãe costuma dizer que eu a continuar assim vou presa... felizmente sou uma mulher esclarecida, que desde sempre adora colocar a luz do conhecimento geral as evidencias e questionar ate a exaustão, pontas soltas e rabos escondidos que teimam em atirar areia para os olhos daqueles que não tem medo de "bufas mal cheirosas".
Se olharmos com clareza e análise, com olho clinico veremos que os serviços públicos no nosso pais não funcionam... para realizarmos algo, seja profissionalmente, educacionalmente ou até a nível de saúde temos de recorrer ao sector privado. As coisas simplesmente não funcionam, vamos a uma repartição de finanças, gabinete do ministério da agricultura ou outro órgão qualquer e despacham-nos com uma pinta do caraças porque a hora de almoço está próxima. Querem com razão governos e políticas administrativas coerentes... mas como se pouco são os cidadãos politicamente correctos? Seriedade e compromisso é "coisa" que se ouve de vez em quando, mas do ouvir ao fazer, vai uma grande diferença.
Quando estudei no ensino superior não foram poucas as vezes em que "bati de frente" com professores ou outros que sabiam de toda a merda que existia, mas ignoravam porque tinham o cu cheio e nós estávamos lá a desembolsar 1000 euros todos os anos só para propinas... hoje passados 5 anos, aqueles que baixavam a cabeça e me deixavam falar sozinha porque não passavam de cobardes dizem: tinhas razão! Mas dizem porque estão no desemprego... é triste, ridículo... mas o irónico é que mesmo sozinha mudei muita coisa... mas mesmo mudando para melhor eram contra mim... é por estas e por outras que tantas vezes me apetece esmurrar a cara desses e dessas merdas que se andam por aí a pavonear como se fossem barbies e ken's do Samouco.

Para mim, Portugal é a minha terra, a minha nação... nela tenho o meu espaço, os meus direitos e deveres e por eles sozinha ou não continuarei a debater!


Deixo um vídeo que gostei de ver!




Alexandra Martinho

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

*Primeiro Amor*









Todos nós já tivemos o nosso primeiro amor, para muitos/as foi de facto o único. Este amor é aquele que abarca toda a alma, mesmo que a mesma não consiga abarcar com ele. Elasticidade talvez, sentimento tão puro, como a doçura das ondas que batem contra o rochedo no mar. Naqueles dias em que sentimos o sol, naqueles dias em que tudo é maravilhoso e belo para nós. Nós e a outra pessoa formamos então este belo ciclo, formamos algo que será para sempre lembrado nas memórias, eternamente. 
No primeiro beijo tudo é diferente, as borboletas na barriga, o sentir dos lábios com aquele desejo quente e tórrido, o querer um pouco mais e as horas a passar. 
Não há medidas, dá-se tudo o que se tem e que não, entregamos o nosso ser apenas para viver intensamente este momento único e mágico. E ele é mesmo único e mágico, não interessa a idade com acontece, interessa o sentimento aqui dentro e só amando quem somos, surge o primeiro amor e todos os outros que chegarão ou não depois.

O primeiro amor, é como uma dádiva nas nossas vidas, diferente, sim diferente, com outros olhos encaramos o mundo, vemos pessoas que sempre vimos com outro animo e o nosso coração anda lá bem no alto. Lá em cima, bem perto das estrelas e bem perto do céu... Onde tudo é tão sagrado, e perfeito. 

Nunca havia escrito sobre o primeiro amor, apenas sabia dele por histórias que um dia havia lido. Sei eu hoje o que é o primeiro amor, amor grande que me preenche de lés a lés. Um sorriso rasgado sempre que ouço a voz e recebo um carinho do meu ser mais que amado! 

Enorme a paz, na alma, ao encontrar metade de mim nos olhos de quem me anseia, sim anseia! Sem restrições, sem reservas... tudo permitido, os beijos de sal que se dão, os desejos e juras... tudo belo, belo demais para o tempo simplesmente apagar e nunca mais lembrar! 
Vibramos, vibramos sempre que chega o dia de estarmos perto daquele/a que tanto amamos. É tão bom, a compreensão que se transmite no olhar apaixonado que dança ao luar... a expressão corporal que permite entender o outro no seu sentir mais que contente... mais que amores, sem dores... são unha e carne, pensando exactamente do mesmo modo. Fazendo com que o barco fultue sempre na mesma direcção. A pessoa que nos fez viver esta emoção, esta experiência para sempre lembrada e nunca o seu lugar será roubado ou tirado. 

Poderão existir, outros tipos de amores, que nunca em nada e tão perto serão iguais a este que um dia pela primeira vez, na verdadeira descoberta, descoberta do quão maravilhosos nós somos e quão amor podemos nós dar a quem desejamos... chamamos de primeiro amor... 

Sem pensar, sem saber gerir, basta apenas deixar acontecer e seguir... sem hesitações aquilo que sentimos dentro de nós, aquilo que pretendemos transmitir num toque suave ao nenúfar! Não duvidar, acreditar e dançar esta dança que tanto nos faz sorrir, desejar, levitar. Pode até um dia acabar, mas como ele não haverá outro ao acordar e ali bem perto beijar quem tanto nos faz amar.

No nosso ser erguemos um castelo, erguemos o necessário e desdobramos em mil tapeçarias todos estes sentimentos que imensamente gostamos de partilhar. Amor primeiro, é o infimo respeito que devemos ter para com o nosso ser amado, aquele respeito que passa pela amizade e que nos une num núcleo que não é pesado, apenas leve como uma pena em escrevemos palavras ao nosso soldado! 

Que construção, que edificação, de corações suspensos no ar, nada mais será igual! Podem vir dois, três ou quatro, sejam aqueles que for, mas nunca se esquecerá o primeiro. A necessidade selvagem de querer abarcar com o mundo, nunca desrespeitando toda a sua vibração. Deus adorna estes desejos, e sobretudo, admira quem vive o amor de tal maneira, de uma maneira tão despreocupada, sejam adolescentes ou adultos. De que interessa as idades se o amor é verdadeiramente aquilo que os une? E sim, o amor chega, o amor chega e soma pontos e mais pontos! Pontos dentro do nosso coração, fazendo do corpo um campo ou jardim perfeito de rosas ardentes que aquecem mesmo naquelas manhãs frias em que o corpo do nosso amado presente não está.

Todas as emoções que se vivem... provavelmente uma única vez na vida. Todos sem excepção buscam pelo seu primeiro amor... ele que pode ter consequências, mas também soluções. Nada é feito sem riscos, a vida é um risco, mas de que interessam os riscos?
 As mais pequenas saudades tomam uma dimensão que nos ocupa o ser, mas não deixamos de respirar ou de viver. Cheiramos esta rosa divina como algo que nos adormece. Com o primeiro amor ficamos mais inteligentes, o coração é acarinhado e limado, e se esse mesmo primeiro amor continuar, fases terá, mas nunca, nunca se apagará. Amar pela primeira vez é um milagre, aquele em que olhamos ao céu e sorrimos, aquele em que finalmente presenciamos e vivemos aquilo que todos nós deveriamos viver com paz e serenidade. Amor primeiro, primeiro amor! Quem estas palavras não compreender, não interessa... afinal nesta vida já surgiu o primeiro amor...


31/Jan/11

Alexandra Martinho



'Endless Love'

"Músicas para sexta feira"










Porque é sexta-feira e o fim-de-semana está próximo, fiz uma selecção de músicas que partilho com os ouvidos de quem as quiser ouvir e sentir! 
A 4 de Outubro de 2010 escrevi nos meus apontamentos o seguinte: "Quem ama por fora, jamais entenderá o que está por dentro. As pequenas palavras, os pequenos gestos, os olhares, as expressões de afecto... quem somos afinal? Seres que da vida precisam de circunstancias para viver e do verdadeiro amor para respirar!" 


Beijos a todos e rejubilem (ou não) com as minhas escolhas musicais! Someone will always hear you through the darkness!









Cowboy Junkies - Sweet Jane










Gene Loves Jezebel - Break The Chain






Van halen - When It's Love






                                                Def Leppard - When Love and Hate Collide






Rod Stewart - Sailing  



quinta-feira, 27 de setembro de 2012

*Pão D'Amor*








Carregava no meu colo pão, e dele enchi cestas de comunhão... Mundos estavam famintos, fome de amor, de compreensão. Com humildade um dia sonhei encontrar um homem, algures por aqui ou por aí, não sabendo seu nome por ele talvez me iria apaixonar, hoje e embora saiba que não sonho, sinto que tenho o sonho nas mãos. A luz que brilha iluminando cada passo que dou, no meu colo para além do pão que carrego, é a ti que um dia prometo adormecer dizendo que te amo! Porque se não dissesse, eu saberia, que não diria e para mim a guardarei nunca sabendo o que alcançaria!


Termino com uma música com votos de uma boa noite!



Alexandra Martinho

*Um mimo para mim*

Um selinho?!





Apenas agora reparei que tinha sido contemplada por um maravilhoso mimo da parte da Teresa Santos do blog teresaeascronicas.
De coração, obrigada, adoro estes mimos especiais e sempre vão saber um pouco mais sobre mim :P




E agora?
Agora devem respeitar-se as seguintes regras:


"Avisar o blogueiro que indicou quando postar o mesmo.
" Seja sincero nas respostas ou não responda
Terá que fazer 5 indicações do mesmo para que tenha continuidade
No final da postagem dedicar um tema a quem o indicou.
Se for contra estas regras recuse fazer o mesmo."

As perguntas, bem vão ter de ser respondidas... por isso, podem esperar de tudo!

Perguntas:
1° - Algo que você não fala para ninguém ?
Eu falo daquilo que acho que devo falar, mas há coisas que são apenas minhas!

2° - Se você pudesse ouvir apenas uma música no próximo mês, qual seria ?
I want to know what love is - Foreigner

3° - Um sentimento que nunca sentiu ? 
Ódio... não consigo odiar mesmo aqueles que me magoam! Consigo perdoar, perdoo de coração e deixa a vida seguir o seu curso natural. Considero a paixão pela vida e pelo que faço muito mais importante que sentimentos destrutivos e que nada acrescentam.

4° - A pessoa mais importante para você ? 
Seria injusto dizer quando tenho três que são fundamentais na minha vida.

5° - Agora aonde você queria estar ? 




Aqui.
Sintra, a cidade do romantismo.


6° - Já deram um tapa na sua bunda, gostou ?
Já e levaram com o salto alto na "pinha"!

7° - Quem levaria para uma ilha deserta ?
O meu nenuco.

8° - Quem você mandaria pro Iraque com uma camisa escrita "I love USA"?
Portanto, todos os altos iluminados que levaram o mundo à excentricidade degradante de valores.

9° - ? oxıɐq ɐɹd ɐçǝqɐɔ ǝp ɐpıʌ ɐns ɐ ɐxıǝp ǝnb O
A ignorância, a inconsciência, a hipocrisia, a falta de decência e caracter nos comportamentos dos homens em geral. A intolerância e o preconceito.

10° - Se alguém lhe dissesse que você poderia realizar um sonho agora, qual seria ?
Que os amores da minha vida vivessem para sempre em paz e felizes
.
11° - Algo que gostaria de fazer, mas que não tem ou teve oportunidade ?
Dar a volta ao mundo.

12° - Você não sai de casa sem o quê ?
Sem o meu chocolate, "Mars"... manias de gaja!

13° - Já beijou ou beijaria alguém do mesmo sexo ?
Já pois, muitas vezes! A minha mãe!

14° - O que estaria fazendo se não estivesse fazendo isto ?
Ouvir música ou provavelmente com os meus avós.

15° - O que está pensando agora ?
Estou a pensar em como será o dia amanhã! :)


Passo agora o desafio aos misters: observador , firehead , Santo & Pecador e as misses: AC  e S* ... força nisso! 


Para ti, Teresa deixo esta música que adoro!





Beijinhos...

*Sem Asas*









Olhando o chão, olhando a vida que se move em simples movimentos serenos, de que gostamos nós afinal? 
De tudo o que há-de vir, ou de facto aquilo que podemos construir? Silêncio, silêncio... ouvindo a voz dos passos do chamamento, não olhes para trás, segue em frente, em frente é o caminho! Liberdade, tu és ímpeto de liberdade, tu és aquilo que és e de resto, de que serve o resto quando na verdade o essencial se foi? Tu és, Eu sou, Tu amas, Eu amo, Tu és calor dos meus dias, sol do meu existir que existe no exterior! Tu és, tu és o fogo que arde por entre nós tão puro e tão intocável e no limite deste cansaço, esperava pelo teu abraço. Fiquei sem asas, onde estão? Vou ficar ali, somente, estendida no chão e escutar eternamente esta canção...




Angie - The Rolling Stones


Alexandra Martinho

*Quando elas são... mais altas!*









Após dois dias seguidos de reuniões para lá e para cá, telefonemas e viagens de carro para finalizar o meu projecto de vida... senti a vontade de escrever sobre algo que afecta uma comunidade restrita de mulheres, que finalmente, começa a dar os primeiros sinais de crescimento... as altas! Quando nós, mulheres, somos mais altas ou altas "demais" no universo populacional envolvente sofremos algum tipo de pressões e situações que irei identificar neste texto. 
Na primeira pessoa digo, é difícil, sobretudo num país em que as pessoas são efectivamente baixas... é difícil encontrar calçado, calças que se adaptem convenientemente ao tamanho da nossa perna e cintura, blusas e outras peças que tenham pano e lã suficiente para cobrir os braços.... além de que as pessoas nos olham de lado como se fossemos verdadeiros ets vindos numa enorme nave espacial. Olham com curiosidade, maldade, inveja, escárnio... afinal tudo o que é diferente na sociedade portuguesa já se sabe como é. Se é gorda é uma "balofas", se é magra demais tem anorexia, se é alta demais é estrangeira ou então ficam embasbacados a olhar, enfim!

Sabem o que eu adoro em Lisboa? O verão! No Verão e sempre que lá vou sinto-me como uma peixe na água, muitos turistas vindos de países nórdicos que tem a minha altura ou um pouco até mais altos, constituem uma população expressiva que nos faz passar despercebidas e com serenidade... sem ouvir aquelas famosas bocas "na horizontal tudo é do mesmo tamanho!".

Nunca tive problemas com a minha altura e confesso que chego a usar saltos com quase dez centímetros, ficam-me bem e sei andar com eles sem parecer uma esfregona tonta que lava o chão às três pancadas. 
Desde a minha adolescência que observo e vejo que mulheres altas demais intimidam tanto homens como mulheres, estas ultimas roem-se de inveja, da altura e do impacto que causamos sempre que entramos em algum lado. Aliás, as mulheres sentem inveja umas das outras por qualquer motivo e quando querem conseguem por outra mulher (mesmo que na cabecinha delas) numa posição abaixo de cão.
Portugal é feito de gente de estatura média baixa, mas a tendência tem mudado nas ultimas décadas e elas começam a ser mais altas que eles muitas das vezes. Contudo, ainda não é um número expressivo que dê ao "título" de ser alta um caracter natural, que as pessoas encarem com naturalidade ao ponto de não parar na rua e olhar para trás. Ao ponto de não existir comentários de baixo nível "na cama comia-te toda, nem davas pela diferença...". Sinceramente, enjoam estas situações, estas palavras e sobretudo, a mente das pessoas. Por várias vezes já tiveram a coragem de me dizer que eu não devo usar vestidos, nem saltos altos... que mulher alta não usa salto alto, dá muito nas vistas e fica ridícula! Ridículas e ridículos são aqueles que pensam e tem coragem de dizer isso, que comentam e ao comentar revelam somente o sentimento de inferioridade e inveja que existe no interior deles e delas... costumo dizer muita vez que as pessoas não se cuidam, mas gostam de opinar sobre aquilo que os outros fazem, usam ou dizem.

Sou de uma família de gente alta, o meu pai tem 1, 90cm, a minha mãe 1,69cm, o meu irmão 1,90cm... e eu sou... mais alta que o meu pai e irmão... porque? Fui buscar genes ao meu trisavô holandês que tinha dois metros e cinco de altura. Durante alguns anos pratiquei basket, recentemente fiz alguns trabalhos de moda e acreditem... ser grande em Portugal é um quebra cabeças. Transportes públicos as pernas não cabem entre os bancos, calçado se é mais do que o 41 temos de o importar, calças só em grandes marcas onde o corte e comprimento se adapta aos moldes do nosso corpo... carros é outro problema com o tejadilho e volante, além de que nos estão constantemente a perguntar se sou portuguesa. Até já me aconteceu entrar numa loja e falarem em ingles para mim (risos). Sabem estou habituada a ouvir de tudo um pouco, mas vou relatar uma situação de hoje. 

Quando fiz tudo o que queria fazer fui ao supermercado, onde vi algo que detestei e entrevi. 

Na caixa de pagamento estava uma rapariga praticamente da minha altura e atrás dela três outras mulheres gordas, feias e mal vestidas (desculpem a frieza mas enerva-me certas atitudes das pessoas) que estavam constantemente a dizer mal da rapariga... tinha uma altura descomunal, que ninguém a ia querer, etc, etc! Mas agora os outros tem de ser o espelho de gente frustrada?! Bem, eu que já estava cheia daquilo (pois só hoje no ministério da agricultura me tinham questionado se eu era portuguesa, mais do que três vezes) e porque a própria rapariga já tinha os olhos com lágrimas perguntei a essas senhoras se elas não tinham espelhos em casa, quando olham para trás deram um salto, porque não viram uma cabeça... viram peito! - "Por certo, se olhassem com atenção não diriam nem metade daquilo que estão a dizer. Tenham vergonha na cara e não critiquem desconhecidos!" - disse eu. Após as minhas palavras fizeram uma coisa, saíram da caixa e nunca mais as vi! A rapariga em questão agradeceu e disse que tinha medo de dizer alguma coisa para não ser mal interpretada, ao que eu respondi: "Enquanto permanecermos caladas estas pessoas nunca vão ter noção dos limites e até onde podem ir!". Eu e essa rapariga seguimos caminhos opostos, não devo de a reencontrar mas pelo menos ajudei-a.
Os cidadãos tem e devem respeitar o espaço de cada um. Pessoalmente, acho que a grande maioria não tem noção da figura ridícula que faz ao estar com graçolas e comentários desnecessários, não entendem que se sujeitam a levar com um murro nas ventas ou de serem humilhados/as. Respeito minha gente... respeito, não é porque vivemos numa democracia que podemos dizer e fazer o que queremos, existem normas civilizacionais e sociais que são infringidas em larga escala porque os infractores nunca são chamados à atenção, nem repreendidos...é um "bananal" autentico. Eu não tenho paciência, nem gosto de ver! Depois que me venham dizer que fervo em pouca água e outros adjectivos lindos que tanto adoro ouvir... "desculpem", mas cansa mesmo!

Pergunto será que ser alta é algo de tão excêntrico que necessite ser tão comentado e alvo de censura? Penso que existe uma necessidade urgente de se remodelar e acrescentar algo de novo às mentalidades. É tudo muito sábio para a maldade e arte do bem criticar, mas para contribuir com algo de novo aí já é outra história... Dei-vos a saber de uma história que se passou hoje comigo e que ilustra o que as mulheres altas passam. Sim somos vistas como altivas, fora dos parâmetros naturais e ainda passamos por ameaçadoras... intimidamos?! somos mulheres a quem a natureza deu outros atributos e outras vantagens... mas minhas amigas e meus amigos de nada nos serve a altura ou beleza se o nosso cérebro for do tamanho de uma noz! E nos relacionamentos há de tudo um pouco, mas a grande maioria dos homens não se importa que a parceira use saltos e fique ainda mais alta que ele.

Beijinhos