domingo, 23 de setembro de 2012

*Corpos Nus*







Corpos nus pela casa, amando-se, sentindo-se, despidos efectivamente de tudo... do pudor, da vergonha! Estavam entregues a si mesmos, entregues ao sentimento... Não ao sentimento de posse, mas sim de um puro e solene amor, aquele que se enlaça nos beijos, que se sente no carinho fraterno e ardente. Livres para a vida e para o amor, corpo com corpo, olho por olho, não interessava se o olhar iria ficar gasto ou o corpo escaldado. Era hora, hora da derradeira entrega de uma longa espera... enquanto tudo fervilhava em redor, enquanto tudo rodopiava, existindo intensidade, maravilha doce de um pecado tão bem consumado que fazia corar os céus! Explorando o corpo nu queria sentir apenas o teu respirar, sentir apenas e só o que de novo de ti iria surgir. Que bom era te ter assim indefeso nos meus braços, estavas simplesmente à mercê do meu prazer como eu estava do teu. De olhos vendados para saborear eternamente a presença sadia, agora nova e eternamente serena que uma música em flecha fazia entoar na sala onde emaranhados em prazer fazíamos sementeiras.
Fogo e amor para incendiar uma casa, trazer a solene luz da paz à ribalta e gritar por uma vitória... Desbravando paredes, soalhos, desbravando o intuito de estar perto e de segurar bem na minha mão a tua... Corpos nus pela casa... com tudo e sem nada, apenas eles apenas e a sós para eles!

Alexandra Martinho

4 comentários:

  1. Respostas
    1. Pois é minha amiga... entrega sem medo de levar uma "nega"!

      beijos! <3

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  2. Bem, com a mão da gaja bem ali no coiso do homem, é mesmo caso para dizer que o homem está completamente indefeso!! :)

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Façam do meu espaço o vosso espaço, ousem comentar... eu ousarei responder! :)