sábado, 22 de setembro de 2012

*homem do mar*










Feliz e insistente não quer naufragar
nas ondas desse mar não deseja chorar.
Balanceando em turbulentas águas
esse homem é peixe com sabor a sal.

O homem e o mar nessa espécie de comunhão,
como se beijassem a mão da senhora envergonhada
no areal deitada,
à espera de marinheiro para a sagrada união.

Deus que era Deus deu ao homem a tentação,
de partir nesse barco com ilusão de voltar sem exaustão.
Afinal mar era rei, homem seu serviçal
e nas águas tenebrosas apenas podia pescar se tivesse sinal.



Poema: Alexandra 
Foto: Fernando de Jesus




3 comentários:

  1. Alexandra,

    Tal como prometi aqui estou a "espreitar" o teu espaço.

    Gostei do poema, ou não mencionasses o meu Mar!

    Os outros post, dado serem maiores, exigem mais tempo, logo, voltarei.

    Abraço.

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    1. Olá Teresa,

      obrigada e sê bem vinda ao meu espaço! Gosto de escrever, é uma paixão para mim... mesmo! Os outros post são relativamente grandes, eu sei, mas quando se trata de assuntos sérios é assim que os abordo.

      Um beijinho!

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  2. O mar sempre esteve ligado à vida do homem. Foi através dele que se deu os primeiros passos na diplomacia.
    Permite-me discordar um pouco. Deus não deu a tentação ao homem, deu foi a capacidade de o homem se deixar tentar.

    Beijinhos.

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Façam do meu espaço o vosso espaço, ousem comentar... eu ousarei responder! :)