domingo, 30 de setembro de 2012

*Indefeso*






Vejo-te... vejo-te completamente indefeso com esse lenço no olhar, apenas de mãos soltas tens plena autorização para meu corpo explorar. Falo-te sussurrando ao ouvido dizendo coisas que tanto queres ouvir, quero-te completamente e consumir cada gota de ti que ousas verter para saciar a minha sede. Não me vês, mas vejo-te eu enquanto mordes o lábio pedindo por mais... mais daquilo que somente que te posso dar, mais amor, mais valor, mais sabor... de mim tens tudo o que quiseres e estiveres preparado para levar. Lembra-te, todo o valor que te possa dar é proporcional não somente ao desejo de te acarinhar, mas sim a toda esta vontade que meu corpo sente ao pedir para te abraçar sem teus e meus segredos revelar... enquanto aqui estás diante de mim simplesmente indefeso...


beijo-te!


Alexandra Martinho



Alannah Miles - Black Velvet

5 comentários:

  1. O jogo da vulnerabilidade...a explorar atentamente a dois.

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  2. Quando os corpos se procuram e ficam indefesos,
    sendo recíproco é muito bom.
    Bom domingo.
    Beijinhos
    Irene Alves

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  3. A entrega é assim quando existe, intensa sem meios porquês nem completas questões.

    Beijinho

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  4. Realmente é verdade. Quando nos entregamos ficamos mesmo expostos à vulnerabilidade. Aí as defesas todas caem e ficamos simplesmente sujeitos a quem nós amamos (ou não), que fica também nas mesmas condições que nós. Somos simultaneamente predadores e presas.

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  5. Ah! Cá está a Alannah Myles e o seu 'veludo preto'.

    Gostei muito do texto.
    Devo dizer que nunca me senti indefeso.

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