sábado, 22 de setembro de 2012

*Linha do amor, aquela que não separa*








Se cada ser humano é na sua totalidade composto pelo sentimento único do amor, é impossível que possamos viver sem o mesmo na nossa vida. Todas as áreas da vida, área emocional, social, politica e profissional, são o resultado da soma das nossas qualidades e defeitos, a dividir pela maneira que agimos para connosco e para com os outros em determinados momentos.


O relacionamento amoroso é uma das experiências mais gratificantes que podemos ter ao longo da nossa vida, com o mesmo crescemos, solidificamos a nossa vida e a nossa personalidade. Afinal amar outra pessoa é uma troca constante de fluídos que não cessa, que perdura para toda a vida. Contudo, e porque uma relação é constituída por duas pessoas, com traços de personalidade, educação e vivências diferentes, é inevitável que momentaneamente ocorram choques de personalidade. Estes e as diferenças de opinião triviais quando não interpretadas correctamente podem levar a um campo de batalha onde o casal deixa de o ser momentaneamente, assumindo ambos o papel de soldados da sua própria causa. Uma batalha que pode derrubar meses e anos de construção em conjunto.

Um homem ou uma mulher não é uma ponta solta, é sim, um todo composto por uma multiplicidade de aspectos que os tornam individuais e diferentes do resto. Como tal, estamos sujeitos a alterações de humor, que levam à incapacidade de reconhecer e atender as necessidades do outro. Iniciamos uma luta entre egos que provocará dor, instabilidade emocional, sensação de incompreensão, irracionalidade, necessidade de afastamento, sentimento de vazio.

O amor é lindo, mas como em tudo necessita da nossa mestria para vingar e ser solidificado. Sim amar é uma dádiva, uma prova constante de perseverança, em que cada um dos intervenientes troca entre si conhecimento, micro-compromissos que são os métodos utilizados para nos moldarmos ao outro, métodos esses que não infringem a liberdade, pelo contrario são libertadores e autenticas dádivas. 

Olhemos agora para estes pontos: Muitas são as vezes que as nossas mentes se tornam turvas e vem à tona um sem numero de argumentos descabidos que apenas magoam e nada trazem de novo. Como tal, é necessário, consciencializar o seguinte: o que eu quero e estou a dizer vem do meu coração ou do meu ego? Ao dizer tudo o que digo não estarei eu a ferir quem amo e por isso, a ferir quem sou?
Após a resposta destas questões ser obtida há que fazer o seguinte, expressar e jamais suprimir aquilo que incomoda. Dizer a verdade pode ser doloroso, mas se as nossas palavras forem ditas com honestidade e sensatez o outro ficará agradecido pelo nosso comportamento. 

Reconhecer que a grande maioria dos conflitos são desencadeados pelo despertar da “criança birrenta” (aquela que clama por atenção, compreensão, por mimo, aceitação) é meio caminho andado para que haja paz após o tumulto. Sentar, abraçar, conversar com o parceiro o tempo que for necessário, apaziguar aquela força imensa que vem do interior capaz de destruir meio mundo só para se fazer ouvir. Sim, todos nós temos as nossas fraquezas, todos nós necessitamos de mimo, todos procuramos por aceitação e aconchego de quem nos é próximo. 

Respirar fundo, olhar nos olhos do parceiro ou da parceira, não apontar o dedo, colocar-se na pele do outro, renunciar à defensiva, são mais algumas das coisas que se devem fazer nestes momentos de maior tensão. Mas, nem sempre conseguimos, porque no momento nos é difícil obter o distanciamento tão desejado, por necessidade defesa de argumentos supostamente válidos. 
Perdoar e aceitar, pedir desculpas e explicar porque pede desculpa. Sim, pedir desculpa, é um acto de humildade onde colocamos o ego de lado, verificamos que erramos e contribuímos para a situação. Acima de tudo ouvir, ouça quem está ao seu lado, dê a esse ser o devido respeito e valor que ele ou ela merece, por certo, que gostaria de ter o mesmo. 
Reconheça que todos erramos e que em momentos de discussão somos irracionais, dizemos coisas que não sentimos, dizemos apenas para calar o outro, por simples defesa. Relaxe, foque-se naquilo que o outro tem de bom, haja com gratidão. Agradeça cada dia da sua vida por ter aquela pessoa do seu lado, afinal é uma escolha sua, porque razão a devemos criticar ou rebaixar? Dê as mãos e sorria, fale com ele ou com ela, estabeleçam metas, chorem se necessário, edifiquem e solidifiquem... um casal é uma equipa, um casal é um escudo protector que impossibilidade ataques vindos do exterior com a intenção de destabilizar. Um casal é a junção de duas inteligências, de duas cabeças, de duas experiencias de vida, em apenas um mundo... sabem que nome se dá a isto: amor! Sim, o amor, é a verdadeira e única linha de força que verdadeiramente faz alguém se aproximar e ficar. Aproximem-se, fiquem junto de quem amam, sejam felizes. Num momento de tensão agarrem no vosso espírito e por instantes saiam do vosso corpo, vejam como estão agir com vocês e com o outro... surpreendam quem amam e vocês mesmos pela capacidade de interromper e mudar um ciclo que apenas desgasta, mas que se visto correctamente muito poderá acrescentar a cada um!

Bom fim de Semana a todos!

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