domingo, 30 de setembro de 2012

*Um outro ponto de vista sobre Portugal*





(li o livro do qual usei a capa para ilustrar este post. Aconselho a quem quiser que o leia, a bem ou a mal para mim este homem era um economista)

Para mim, redes sociais e blogosfera são úteis e interessantes formas de divulgação e partilha de conhecimento com amigos, conhecidos e desconhecidos (Tenho pena de quem usa estas mesmas plataformas para fazer show off e engate... enfim, mas cada um sabendo de si... eu prefiro a seriedade de tudo e de mim).
Este espaço feito por mim para muitos de vós (que lêem e comentam) é também o vosso espaço... como tal, decidi publicar como post do dia de hoje a resposta que recebi da parte do Firehead ao meu post de ontem "Reflectir Portugal em Português".

Uma excelente resposta, uma abordagem com outra perspectiva sobre aquilo que alguns e até mesmo muitos tem medo de dizer. Apenas irei fazer algumas considerações: 

- Quem fez o 25 de Abril para mim foi o capitão Salgueiro Maia e os restantes soldados que sairam daqui de Santarém, a ele se deve o 25 de Abril e por certo se hoje fosse vivo já teria partido a cara de muita gente (em jeito de curiosidade a estátua dele estava guardada num armazém em ruínas se não estou errada, tendo sido resgatada pelo presidente moita flores, encontrando-se hoje no centro da cidade). 

- Este homem, por muito que se diga, foi esquecido e ainda tem o descaramento de dizer que o pai do 25 de Abril foi o Mário Soares. 

- Para mim o povo português, continuo a dizer e sempre o direi não soube usar a liberdade de expressão e igualdade de direitos que lhe foi atribuída. Falam e ousam falar sem limites daquilo que não sabem e sim, um dos sentimentos predominantes é a inveja. 

- Salazar, pontos negativos: ausência de liberdade de expressão e a pide, pobreza, baixos investimentos em infra-estruturas, o isolamento económico que Portugal estava mergulhado com uma forte política proteccionista.

- Com a nossa história poderíamos ter aprendido algo, não aprendemos porque não queremos. As datas existem, os acontecimentos também... ainda assim desperdiça-se muito tempo com lamurias e pouca acção!

Aqui fica exposta a resposta desse meu caro leitor:


"Eu nasci sete anos depois desta revolução fatídica apelidada de revolução dos cravos, que possibilitou a destruição gradual de Portugal.

Não concordo que a revolução tenha sido feita por pessoas com convicções sérias e paixão por Portugal. Antes pelo contrário. Ela foi criada pelos traidores da pátria, que se insurgiram contra um regime que a História agora está a confirmar ser o que realmente este país agora está a precisar e do qual nunca deveria ter mandado abaixo, os mesmos que destruíram o conceito da pátria, da nação, do país, em nome duma suposta democracia que só serviu a uns quantos e iludiu todo um povo ignorante com promessas falsas. Ora, se o 25 de Abril foi mesmo bom e espectacular, então não é suposto nós agora estarmos todos a viver bem? Porquê agora todas estas manifestações? Então, o que foi que correu mal? Não era suposto nada disto estar agora a acontecer!

A segunda pergunta que fazes é pertinente e suscita diferentes pontos de vista. O nacionalismo não é visto da mesma forma por todos. Há o nacionalismo étnico-rácico cultural, de ius sanguini (com todos os seus calcanhares de Aquiles), como há a concepção nacionalista da pátria de um país como Portugal que, como dizia Salazar, ia "do Minho até Timor", englobando como portugueses povos racial e etnicamente diversificados sob uma só bandeira, a portuguesa. Afinal de contas, a verdade é que Portugal enquanto nação teve um império colonial, tendo deixado descendência nos quatro cantos do mundo, entre eles crioulos e patuás, e isso é coisa que ninguém no seu perfeito juízo pode fazer de conta que não aconteceu.

A teta secou precisamente porque andámos imensos anos a viver no faz de conta, acreditando que éramos ricos quando na verdade nunca o fomos, com a complacência irresponsável dos sucessivos governos abrilescos. Ora, gente como eu, que nunca gastou nada do que nunca teve, não tendo contribuído para a crise, encontra-se agora a levar por tabela. Isto é uma consequência da bendita democracia, onde o justo paga pelo pecador, e pelo não menos espectacular Estado Social, que supostamente nos beneficia a todos, mas quando se trata de contribuir é também para todos, mesmo dos que nunca dele usufruíram (o socialismo está a destruir a Europa). E agora chegámos onde chegámos. Toda a causa produz sempre o seu efeito. Querem agora a troika longe de Portugal? Sabem por acaso o que dizem? E depois, como é que seria? Começaríamos a passar fome duma vez? É que sem a troika não haverá dinheiro para pagar salários nem para manter os serviços necessários... por outras palavras, isto entraria em colapso. A única solução é pagarmos o que devemos para podermos recuperar a nossa autonomia... e isso, infelizmente, demorará imenso tempo. Muitos morrerão durante o processo de tratamento antes de chegar à cura.

Eu tenho uma forte convicção de que Portugal deveria ter entrado na segunda guerra mundial. Em tempos de crise o desenvolvimento é obrigado a dar-se. Portugal manteve-se neutro e não levou directamente com as consequências da guerra, como por exemplo ser atacado. A História confirma que as maiores potências da Europa e da Ásia, a Alemanha e o Japão, foram os grandes perdedores da guerra, tendo ficado destruídos e forçados a renascer das cinzas. Portugal não estaria hoje bem mais desenvolvido se também fosse obrigado a reerguer-se? Não tenho dúvidas que sim. Teria nascido um novo país sobre as ruínas.


Se questionas os políticos e os partidos então é mais um motivo para questionares a própria democracia conquistada pela revolução abrilesca. Se calhar deste ponto de vista, mal por mal, mais vale termos alguém que, como o Salazar, os tinha no sítio, e sabia muito bem o que queria para o país e para o povo. É que o homem deixou o país rico, com superavit, com possibilidades de crescimento, havia indústrias do sector primário e secundário... Pobreza? Isso sempre houve. Hoje não há gente que passa fome na mesma aqui em Portugal? E os valores que se perderam? E a segurança que hoje cada vez temos menos? E a lástima que está a educação hoje em dia? E o sistema judicial que premeia os criminosos em detrimento das vítimas? A troco de quê é que nós conseguimos a nossa "liberdade"? Valeu mesmo a pena tudo isso?

Ainda assim, penso que durante muitos anos o medo de se voltar a viver com poucas condições de vida fez com que as pessoas tentassem ao máximo cumprir sonhos, nem que isso representasse o seu endividamento.

Como diz um ditado chinês, "se hoje tens vinho, embebeda-te hoje". O país perdeu a visão do futuro, adoptou uma mentalidade tipicamente africana, de comer o que há hoje e logo se verá depois. Salazar, pelo contrário, acautelou o futuro do país, fartou-se de juntar ouro... tanto assim é que Portugal ainda hoje é um dos países europeus com a maior reserva de ouro. Ouro esse que, apesar de já ter sido roubado por muitos abrilescos, ainda continua a servir como uma espécie de pronto-socorro para uma eventual calamidade futura.

A república foi obra da Maçonaria (o Relvas, por acaso, é maçon). Mas foi uma inevitabilidade. A monarquia provou que já não servia. De que adianta nós termos uma monarquia se a História confirma que nós tivemos na sua grande maioria monarcas imprestáveis e cobardolas, como a família real que fugiu para o Brasil deixando o povo a sofrer durante as invasões napoleónicas? A república surgiu como consequência do fracasso monárquico do famoso mapa cor-de-rosa. Apesar da origem maçónica da república, eu sou anti-absolutismo (porque o verdadeiro Rei é só Deus) porque não me é concebível estarmos a sustentar toda uma família de chulos que tiveram a sorte de ter sangue azul. Os verdadeiros reis eram todos aqueles que davam a cara e o corpo pelo seu povo, como o grande D. Afonso Henriques, o fundador da nação, que, mesmo sendo rei, estava lá de espada em punho na linha da frente a combater os mouros, não os que se sentavam nos seus aposentos confortáveis enquanto o povo morria por eles. Mal por mal, que sejamos nós próprios a escolher os chulos - chulos esses que nós também podemos ser, quer tenhamos sangue azul ou não - por tempo determinado. A constituição francesa e os direitos humanos são baseados nos princípios da Maçonaria. Os mesmos que fundaram os Estados Unidos da América. Não é difícil encontrarmos símbolos maçónicos numa nota de um dólar, por exemplo.

Este é um país onde se usa muito a inveja, onde há muito chico-espertismo, onde os olhos só se abrem quando a agulha pica e faz doer. E quando isso acontece já é quase sempre tarde. Depois vem a tristeza, vem a resignação, vem o conformismo...

Como português orgulhoso que sou, também aqui estou em Portugal e, pelo menos por enquanto (porque não posso dizer que desta água não beberei) estou aqui para me aguentar à bomboca, ao contrário de muitos que fogem daqui para fora, abandonando o barco. Há pessoas que dizem amar Portugal e que proclamam aos quatro ventos que são patriotas e não sei quê mas que não tiveram problemas em emigrar. Afinal de contas, foi mesmo isso que o palhaço do nosso primeiro-ministro sugeriu..."

20 comentários:

  1. Ao que o meu País chegou!!!

    Sem valores cívicos e morais, sem dinheiro, sem futuro à vista.
    Mas com muito lixo a deixar o desejo do aparecimento de um Salazar actualizado.
    Sem ditadura e sem PIDE.

    Não temos uma PIDE mas temos um SIS ou outra porcaria qualquer.
    Não temos ditadura mas temos uma democracia faz de conta.

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    1. Provavelmente sem ditadura, sem PIDE, mas com muita ordem e com o cérebro que ele tinha o país entrava no eixo... mas isto é tudo uma cambada de meninos... é o que é!

      Beijo!

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  2. Este miúdo é muito inteligente e tem uma visão particular das coisas e da vida que muitos deveriam ter.
    Temos as nossas diferenças verdade mas é alguém com quem troco ideias vai para algum tempo e que aprendi a admirar e respeitar.

    Um beijo

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    1. Creio que ele merecia ver a resposta dele publicada para que outros a lessem. Mais do que inteligente estamos a falar de um jovem da minha idade e geração que tem cultura e informação... coisa que muitos não possuem. É disto que gosto, pessoas que falam e fazem pela cabeça delas e não pela dos outros!

      Beijos querida!

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    2. Ehhhhhh a ruivinha vai-me cobrar pelos elogios... :)

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  3. Posso protestar?

    1º protesto: tive que usar óculos para ler a tua escrita.
    2ºProtesto: Estamos todos bem? Ou afinal o "desesperançoso" não era só eu?
    3ºProtesto: Alexandra, pensas mesmo assim?

    Salazar foi efetivamente um economista. Endireitou efetivamente as finanças públicas. Mas a que preço, minha amiga. Tu sabes como viviam os portugueses na altura. Sabes para que servia o salário das pessoas como tu e eu?

    Não, não foi só a Pide, a ausência de liberdade (por si só já eram graves), foi a miséria que se instalou no País, nas colónias riquíssimas; Foi a terrível Guerra Colonial....enfim, faria um texto tão grande como o teu.

    E, por vezes rio da tendência que as pessoas têm de "apelar aos tempos do Salazarismo" quando as coisas correm mal. Mas somos livres, caramba, tornámo-nos livres, e isso representa muito. Nesse tempo, meus amigos, ninguém teria coragem de fazer qualquer manifestação, de criticar algum membro do Governo....Hoje sabes o que podes fazer? atirar com ovos, com tomates ao PMinistro!!!

    Beijo e não me batas

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    1. JP,

      eu estudei as politicas de salazar em história tanta no ensino secundário como superior... e aquilo que não era falado eu fazia questão de ir busca... tal como felizmente, sempre tive interesse por saber mais e mais da história do meu país. Por esses e outros motivos tentei entrar no curso de história.

      Portugal não necessitava de um Salazar com medidas e atitudes politicas ditatoriais... mas de um economista como ele, sim, isso necessita e muito. Concordo com o Firehead quando ele fala da troika e basta contar pelo numero de vezes que a mesma já esteve no nosso país.
      Para mim, como disse o 25 de Abril foi feito pelo capitão salgueiro Maia e dele pouco ou nada se diz, aliás a estátua dele estava guardada no meio de ferro velho (isto para se ver como são as coisas).

      Eu mantenho a minha posição, estamos como estamos porque durante séculos tivemos o costume de colocar debaixo do tapete os problemas que nos eram apresentados... Habituamo-nos a viver acima das nossas posses e como ontem no meu artigo eu escrevi, os hábitos dos nossos avós de se amealhar... perdeu-se!

      Este post, não é meu, é do Firehead que decidi publicar para que as pessoas vissem que juventude não é tão inculta quanto isso e é uma outra visão do problema (errada ou não) há partes com as quais concordo!

      beijinhos

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    2. Tu já deves ter percebido qual é a minha área, certo?

      Pelo que leio, eu não disse que era contra o que escreveu o Firehead. Apenas fiz alguns reparos. Mas não posso concordar contigo quando dizes que precisamos de um salazar nas finanças. Não é o que temos? Deixar o povo na penúria, engrossar uns quantos com interesses instalados, o grande capital, a grande burguesia, o lobby dos bancos....não foi o que fez Salazar?

      Só nisso é que fiz o reparo.
      Salgueiro Maia? Nas minhas aulas, quando o tema é abordado, ele e os soldados são os mais falados. Em linguagem simples e direta.

      Eu sei que tens razão em muito no que escreveste tal como o Firehead. Nada contra. Mas isso é ver as coisas por outro prisma.

      Sabes uma coisa? A população, as gentes deste país têm o poder na mão. Faz falta o tal chefe, ou melhor, o tal pastor que lidere!

      Beijinho sem reticências!

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    3. JP,

      Já percebi e acredita ainda bem, mataste a saudades que eu tinha das minhas longas conversas com o meu professor de história: Drº Martinho Vicente Rodrigues. 

      Quando Salazar chegou ao poder, Portugal era um país com baixo rendimento per capita, não existiam poupanças, as famílias eram pobres, produtividade reduzida e já nesta altura havia uma forte emigração. A maioria da população vivia naquilo a que se pode chamar de circulos fechados com fraca mobilidade, baixa formação e pouco desenvolvimento. 

      Até aos anos 40, Salazar controlou os gastos públicos através da estabilização do orçamento de estado... sinal disso era o ouro existente nos cofres do Estado (boa gestão e estabilidade financeira).
      O nosso mercado estava fechado para que a nossa economia não fosse dominada por intresses exteriores, por algum motivo se desconhecia a existência da coca-cola. Contenção de gastos familiares através de baixos salários, mas que teoricamente permitiam manter os níveis de condição de vida das famílias e procura interna.
      Estas políticas e outras erradas ou certas permitiram que Portugal sobrevive-se a grande depressão, aos impactos das oscilações económicas e inflações da época...
      Salazar ainda assim trouxe algum desenvolvimento como electrificação, travessia do tejo, auto-estradas...

      Enfim, tanta coisa... Não são poucas as vezes que pergunto aos meus botões sempre que leio os "calhamaços" de história que tenho: quantas coisas foram feitas em nome de salazar sem ele saber?
      Aliás porque razão os povos das províncias ultramarinas se revoltaram contra os portugueses? Somente pelas políticas do estado novo ou teria sido por aquilo que também por lá era feito?

      Quanto a grande burguesia... Salazar não queria industrialização porque não queria a sociedade Portuguesa com elites... mas o que é certo é que elas já existiam alimentando-se do trabalho de homens e mulheres que trabalhavam de sol a sol a troco de arroz ou de pão... ou até de nada... tive disso na família, até que o avô materno da minha mãe deu um murro na mesa e por ele mesmo seguiu em frente! Naquele tempo, foi difícil! Foi olhado com rancor por aqueles que continuavam sob o domínio dos grandes lavradores da época. Mas uma das coisas que o meu bisavô costumava dizer é que não podemos permanecer na sombra quando sabemos que podemos brilhar e ter o sol como nosso melhor amigo... palavras sábias de um homem que para mim é o exemplo de integridade e humildade.

      Obrigada por este momento  e discordar é bom...

      Um beijinho!

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  4. Passe o "tendenciosismo":

    A VERDADE DA HISTÓRIA

    Muitas vezes à conversa com o meu pai, ficava surpreendido por ouvir da sua parte um apreço pelo Doutor António de Oliveira Salazar. Ficava surpreendido porque aquilo que me era transmitido por outras fontes de aprendizagem, era a imagem de um homem mau, que tudo o que havia feito tinha sido em claro desabono do País que governara única e exclusivamente à base da força. Essa...s conversas despertaram o meu interesse por esta personagem fascinante, e consciencializou-me para um facto: é que a história tem sempre uma outra face. Aquilo que descobri mostrou-me a grandiosidade de um Homem a quem todos muito devemos. Senão vejamos: de 1910 (revolução republicana e implementação da república) a 5 de Julho de 1932 (1º governo de Doutor António de Oliveira Salazar) quantos governos existiram? Quantas revoluções (ou tentativas) e golpes de Estado se deram? Qual o estado das finanças do das finanças do pais??? A resposta a estas questões demonstram que Portugal vivia num autêntico caos, sem rumo, à beira da guerra civil. Passando do ministério das Finanças (também desempenhou funções interinas no ministério das colónias), assumiu a presidência do Conselho devolvendo a Portugal a grandeza e o respeito perdidos. Durante o Estado Novo os portugueses tiveram a oportunidade de viver em prosperidade e segurança num País onde os valores eram superiores. Àqueles que hoje cobardemente desrespeitam o trabalho de alguém que teve uma vida ao serviço da Nação, aconselho que analisem bem o estado decadente em que Portugal tristemente caminha. Aqui fica uma pequena comparação:

    Estado Novo (1926-44)

    Graças à acção de Salazar, o País entrou em franca recuperação, em todos os sectores. Assim:

    1) pronta reabilitação do escudo, que veio a ser das moedas mais valorizadas do mundo, a par do dólar americano e do franco suíço; orçamentos não equilibrados; não mais vencimentos em atraso; substituição e sucessivo aumento de reservas de ouro, que no fim do regime eram perto de 900 toneladas; insignificante dívida pública, externa e interna, sempre limitadas a níveis tidos por convenientes;
    2) obras públicas: grande rede de edifícios escolares, a todos os níveis de ensino; aeroportos e remodelação de portos; novos hospitais, e tribunais, e quartéis para o Exército, Marinha e Aviação; remodelação das estradas e construção de pontes; reparação de edifícios e monumentos nacionais, etc. etc., e a Ponte Salazar;
    3) grandes barragens, quer de energia eléctrica, quer de irrigação agrícola e abastecimento público; florestação de várias serras, sem árvores; planos de fomento; arranque do desenvolvimento quer industrial, quer do turismo (de início, com as Pousadas; depois, com médios e grandes hotéis), etc. etc.;
    4) no campo social: deixou de haver quer grupos de pobres a pedir pelas portas, quer filas de mendigos, em dias de romaria; e início de salários mínimos, horário de trabalho, abono de família e assistência médica e medicamentosa; construção de esplêndidos bairros sociais, com casas adquiridas por encargo mensal compatível com os salários de então; e criação das Casas do Povo e Casas dos Pescadores; e férias na FNAT, a preço acessível aos trabalhadores; e cursos de Formação Profissional Acelerada, etc. etc.;

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  5. Já agora, "descobri" isto no meu Facebook:

    António de Oliveira Salazar salvou as finanças de Portugal na década de 30 do século XX.
    Salazar tornou o escudo uma das moedas mais fortes do mundo.
    Salazar fez a economia crescer a taxas asiáticas de 10% ao ano e fez com que Portugal tivesse uma enorme reserva de ouro.
    Apesar de ser um génio das finanças, Salazar não viveu em luxos.
    Salazar governou em vez de se governar enquanto que os político...s de hoje enchem os bolsos e deixam o país a morrer.
    Este triste povo ignorante enganado pelos mitos esquerdistas tem agora o que merece.
    Hoje há fronteiras abertas, criminalidade crescente e violenta, violência nas escolas, crescente desemprego, desigualdades sociais, etc. - Foi para isto que quiseram o 25 de Abril?
    Chamem agora por ele, seus ingratos!
    Chamem pelo grande doutor António de Oliveira Salazar!!

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    1. Creio que quando chamam por ele, aqueles que chamam, deve-se à desordem e cowboyada que anda por este país. A maneira como os governos ao longo da nossa história tem conduzido o País à ruína, à dependência exterior.
      Quando falamos de história de Portugal devemos ter isenção para avaliar as situações no seu tempo cronológico e não na actualidade. Com a história, mais do que decorar datas e nomes, devemos saber e entender o que esses acontecimentos provocaram nas respectivas épocas... olhando para trás o povo foi sempre pobre, vivia em condições miseráveis e sobre ele recaia sempre o pagamento de altas taxas e impostos para sustento de côrtes, governos, etc. 

      Quanto a Salazar, respeito e percebo porque falas assim, creio que quem nunca sofreu represálias da parte do Estado Novo ou da PIDE não tem motivos imediatos para dizer mal da figura de Salazar ou do Estado Novo. Mas lá está, os acontecimentos vieram provar que Portugal não podia permanecer numa ditadura, nem hoje muito provavelmente podemos permanecer com estes moldes políticos. Fazer política é ter o real conhecimento das necessidades de uma população, é saber recuar quando se está a errar... é dar voz ao povo quando este necessita ser ouvido! Porque achas que os trabalhadores de uma fábrica quando são elogiados e recompensados, trabalham mais e com maior satisfação? Qualquer ser humano necessita de apreço e de sentir que aquilo que faz tem valor... são muito poucos os dirigentes que isto entendem!

      A minha família que teve e tem origens humildes sobre as quais falo com orgulho, apesar da extrema pobreza nunca sofreu qualquer tipo de repressão ou censura e não somos gente de ficar calados a ver o comboio passar... muito pelo contrário. Na minha família houve um homem que deixou um grande legado de valores, valores esses que eu mesma possuo. Quando olho para trás tenho a capacidade perceber e entender que em tudo na nossa história houve coisas boas e más, umas vezes mais as más que as boas nunca tendo sido isso que acabou com o nosso país ou com a nação.

      O maior inimigo do homem é ele mesmo e do mundo quem habita nele: a espécie humana! Os Maias falaram que o mundo iria acabar, pois bem, não é isso que está a acontecer? Não será que todas estas convulsões e agitações sociais pelo mundo são o sinal evidente de que o que hoje conhecemos por sociedade e valores está à beira do fim?
      Os homens são os espelhos uns dos outros, cometem torturas, são vingativos, não conseguem ver alguém semelhante feliz que arrumam logo uma série situações para destabilizar.

      Eu tenho orgulho na história e no meu país e sei que sofrimentos e atrocidades aparte ainda existem pessoas decentes e que sabem respeitar o seu semelhante e isso para mim é bem mais importante que questões politicas (que no meu entender apenas mereciam levar com uma bomba para se acabar com esta sede desmedida por mais e mais e mais poder).

      Um beijo e obrigada pela partilha!

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    2. Tu não me digas que acreditas nas profecias Maias!? É claro que o mundo há-de acabar um dia, pois pela lógica tudo o que tem um começo tem também um fim, mas não será com certeza em Dezembro deste ano. Aliás, muitos dos apaixonados por essas paganices já vêm dizer que o mundo não acabará, mas que se renovará, que virá um novo ciclo. E mesmo assim também não é verdade, pois as coisas só vão é piorar, ou seja, a toada será a mesma. :P

      Em relação ao que disseste, concordo. É claro que seria antiquado Portugal ter agora um Salazar, pois o contexto agora é outro, já não temos mais as nossas colónias, a política já não é o que era e a própria mentalidade portuguesa também já não é a mesma. Tal como disse ao camarada Observador no blogue dele, eu aprecio imenso o sistema de Singapura, que é um país espectacular que eu tive o prazer de conhecer quando era mais novo, e acho que deveríamos implementá-lo. É uma democracia, mas com uma justiça bastante funcional que deixa a sua população a viver dentro dos eixos. Ah, e acima de tudo, é uma cidade-Estado altamente desenvolvida, com um grande nível de vida...

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    3. Como já expliquei eu gosto de ler, investigar, contrapor, debater... acreditar ou não será uma escolha que a liberdade e o livre arbítrio me confere! Eu acredito na renovação do mundo e hoje que estamos no dia mundial da música irei escrever algo sobre isso.

      Singapura é por muitos relatada como a história de um sucesso económico.


      :)

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  6. Ora bem,
    Não vamos aqui ficar a falar do assunto, pois o que estamos a discutir dava-nos para falar até ao Natal.

    Firehead, nas Ditaduras não há revoluções (quando as há é para lhe pôr termo), não há manifestações, nem mudanças de governos, por isso é uma ditadura.

    Pensem assim: Hitler não era grande amante, aliás até há versões sobre os gostos sexuais desse ditador. Mas adiante. Não era grande amante, dizia eu, mas tinha o dom da palavra, tinha um carisma e um poder de persuasão tremendo. A Alemanha tornou-se, durante o seu tempo na maior potência industrial (juntamente com a Inglaterra) e na maior potência militar. Logo, pelo mesmo ponto de vista, se tivéssemos um Hitler e não somente um Salazar, daqui a uns anos era uma potência europeia......

    Não consigo "ver" benefícios em gente com esse pensamento. Não é o Estado o mais importante, são as pessoas!

    Mas gosto que as pessoas pensem pela sua cabeça, que tenham as suas ideias. Não tenho nada contra. Acho até bom que isso aconteça, que não é muito vulgar como sabem.

    Abraços aos dois

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    1. Qualquer dia transformo isto numa casa e coloco uma sala de estar! O Estado é constituído por pessoas, sendo elas as únicas e reais fontes de riqueza de qualquer país! Enfim... para mim seria importante que as pessoas tivessem coerência naquilo que fazem e dizem, isso sim! Caso assim fosse estaríamos muito melhor!

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    2. É um pouco contraditório comparar o Hitler (nacional-socialista) ao Salazar (fascista).

      E o que é o Estado? Não somos nós? Sem nós não há Estado, mas sem o Estado o que é que seria de nós? O Estado é um corpo e cada um de nós é uma parte desse corpo e não o contrário. Para se viver num Estado há que respeitar regras, como as diferentes partes do corpo respeitam os seus limites. Logo, o "nós" jamais poderá sobrepor-se ao Estado, ao interesse comum/nacional.

      Ditadura... é curioso como hoje eu me sinto numa ditadura. Há revoluções, sim... mas inconsequentes que resultam simplesmente na perda de tempo (e de dinheiro em muitos casos). Se dantes havia mesmo uma ditadura, hoje, no limite, vivemos numa "ditamole"...

      Eu não sou defensor da ditadura nem é isso que eu desejo. Mas se é para vivermos assim, se calhar o melhor mesmo seria uma ditadura, porque esta democracia já provou que não serve. Mas a minha opinião vale o que vale. Já os antigos romanos elegiam por um determinado período de tempo um ditador para colocar ordem no império quando viam que a democracia falhava...

      Abreijos.

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    3. Firehead,
      Eu não os comparei. Apenas utilizei um exemplo de outro ditador. Como disse não consigo "ver" benefícios de um ditador nas nossas vidas.

      Quanto ao Estado, já expliquei. O termo é usado como organização política de uma nação. Sim, nós fazemos parte. Mas nas Ditadiuras, uma das características é, precisamente, a sobreposição do Estado sobre o Indivíduo. Ou melhor, o indivíduo subordinado aos interesses do Estado. Agora também é assim? pois, infelizmente, é!

      Já tivemos uma ministra da finanças que disse "fazer um intervalo na Democracia" para colocar ordem no País. Se eu concordo? Claro que não. Nunca concordo, tal como tu, com uma ditadura.

      A essência do meu comentário era chamar a atenção para determinados aspetos. Concordo com muito do que dizes e nada contra a tua forma de pensar. Longe disso.

      Abraço

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  7. Salazar volta estás perdoado...o povo e a nova geração de bravos portugueses, todos doutores e mestres, sentem-se abandonados porque o pai tirano fugiu e eles só querem empregos vitalicios e serem funcionarios publicos.
    Toda a gente a reclamar e ainda não percebi bem porque!!!!

    Agora reduzires o 25 abril ao Salgueiro Maia parece-me exagerado, então e os "outros", em particular o Otelo?
    O papel do Salgueiro Maia permanece obscuro e a não se sabe a história toda.Mas penso que em relação aos seus pares (capitaes de Abril)não passava de mais um operacional com toda a carga negativa que isso encerra.
    Provavelmente era um "soldado ingenuo" e bem intencionado (não politico ou tinha da politica uma ideia meramente literaria, voluntarista romantica e não instrumental... (casaram-se e viveram felizes para sempre) e a historia não se faz com esse tipo de personagens, daí a sua menoridade em relação aos outros que de certa forma tambem eram bem intencionados.Os seus pares nunca o reconheceram.Era um tipo da provincia......

    A história faz-se com os ambiciosos e com vontade de poder e provavelmente esse era o problema do SM...falta de ambição e humildade a mais.

    No fim os capitaes de abril eram todos bons rapazes e rápidamente foram mastigados pelos bad boys (politicos).Nenhuma mulher gosta de um bom rapaz (só para amigo ou para lhe levar as compras ao 5ºesquerdo porque não tem elevador)..... e o povo sábio também NAO, gosta é de bons actores que o encornam todos os dias e que apenas com um sorriso maroto e promessas de fidelidade eterna o fazem acreditar outra vez num futuro radiante.
    O resultado está à vista......


    Reviralho



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    1. Não reduzi a revolução ao Salgueiro Maia. Lê bem. Mas como disse a Alexandra, ele tem de ocupar um papel de destaque nos acontecimentos. Ser da Província, mesmo no sentido que lhe estás a dar, não será desprestigiante, pois não.

      Otelo? O que aconteceu depois?

      Quanto a Salazar..."volta estás perdoado", não posso concordar, mas respeito a tua opinião. E não vou comentar. Penso que já disse tudo. Cada um é livre nos seus pensamentos e convicções. Eu só tenho de as respeitar....

      Abraço

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