domingo, 28 de abril de 2013

*O Mundo ao Contrário*








Servimo-nos do outro de maneira desordenada para nosso deleite e satisfação de necessidades puramente fúteis, como se não bastasse ainda nos julgamos donos da razão absoluta. Não interessa se pelo caminho magoamos quem é inocente, somente interessa agir de acordo com a doutrina programada.
Deus ensina "Façamos o homem à nossa imagem, con­for­me a nossa semelhança. Domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os grandes animais de toda a terra e sobre todos os pequenos animais ­que se movem rente ao chão", o homem deve ser acima de tudo o educador da sua própria espécie! O que falhou? Não sei! Apenas sei que caminhamos a passos largos para o labirinto da ruptura e que tarde ou cedo a vida ensina de forma madrasta que os erros, más escolhas e palavras menos amorosas trazem as suas consequências.
Com a ira peca-se, com a mentira polui-se o coração, mas deve ser assim que milhares gostam de viver... na loucura de ter o que nunca será verdadeiramente deles.
Todos esqueceram o fundamental "Nenhuma palavra torpe saia da vossa boca, mas apenas a que for útil para edificar os outros, conforme a necessidade, para que conceda graça aos que a ouvem. Livrem-se de toda amargura, indignação e ira, gritaria e calúnia, bem como de toda maldade. Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente, assim como Deus os perdoou em Cristo."

Faz falta o perdão, humildade, diálogo e pedir desculpas para que não se alimentem feridas, nem vazios que poderão gerar perdas e danos irreparáveis na alma. Custará assim tanto viver em conformidade com o coração preservando laços afectivos? Ou será melhor viver na função e em função da ambição egoísta e vaidade medíocre?

Ele disse "Não usem meu nome em vão, nem deturpem a minha palavra para que vossos interesses humilhem os outros. Não havendo melhor templo que o vosso coração, que a vossa casa, não deixem que vos ceguem os olhos com brilhos do ouro baço"

Quando perceberem tudo o que de errado fizeram eu já não estarei presente!

Aos meus amigos desejo um excelente domingo, junto dos vossos seres amados!



Alexandra Martinho
 



quinta-feira, 25 de abril de 2013

*25 de Abril*







Hoje, 25 de Abril, comemora-se o dia da liberdade a nível nacional, enquanto que internacionalmente é assinalado o dia da alienação parental. Convém, antes de tudo, esclarecer o que é isto de alienação parental: poralienação parental compreendemos a dificuldade de relacionamento de um dos progenitores com os seus filhos devido à doutrinação que o outro progenitor exerce sobre os mesmos para que os laços afectivos se quebrem.

Estabelece-se como que uma campanha eleitoral de difamação para que a imagem daquele pai ou daquela mãe seja distorcida aos olhos e nas mentes dos filhos. Esta triste realidade é relatada desde finais dos anos 40, embora o termo tenha sido criado na década de 80 por Richard Gardner.
Embora defenda e ache que existem pais e pais ou mães e mães, a verdade é que o papel do pai após divórcio é ridicularizado e menosprezado quando toda uma sociedade insiste que o mesmo deve ser sensível, presente, compreensivo e não meramente aquele que dá conforto e estabilidade financeira/material à família.
No nosso país, este e tantos outros temas, não são tão valorizados quanto deviam porque vivemos ainda na idade medieval de mentalidades não compreendendo que com o avançar dos tempos os papéis parentais também têm mudado. Mas deixo uma questão será que ainda acreditamos que um pai não tem capacidade de criar um filho sozinho? A verdade é simples, comissões de protecção de menores e jovens reportam cada vez mais casos de alienação parental, denuncias feitas por pais que vêem barrados os seus direitos, por pais que perdem o contacto total durante anos com os seus filhos.

Andamos a brincar com o quê e com quem? Lutamos por igualdade de direitos, mas criamos elos mais fracos que são severamente discriminados por falta de sensibilidade dos órgãos judiciais e porque ainda se pensa que uma criança ou jovem é saudável tendo somente a mãe por perto?
Não admira que a grande maioria dos jovens de hoje, futuros adultos do amanhã tenham uma enorme dificuldade de criar relacionamentos íntimos saudáveis, que sejam mais egoístas e manipuladores, que tenham distúrbios sérios em contexto escolar, tal como, perturbações psicológicas (depressões, déficit de atenção, ataques de pânico, comportamentos de risco por não ter um background sólido que os ajude na tomada de decisão de opções correctas para a vida).

Andamos todos os dias a falar/ pensar nos políticos, nos impostos, se Portugal deve ou não permanecer na União Europeia e não nos debatemos/resolvemos problemas graves que destroem toda uma sociedade civil, que aniquilam valores morais base que sustentam todo o bom funcionamento de uma nação. Que nome devemos dar a isto? Negligencia pura e dura?

Nesta vida o dinheiro pode comprar muita coisa, mas o amor que um pai e uma mãe dá ao seu filho não tem ainda uma marca nem uma etiqueta com o preço.
Deixo-vos alguns comportamentos que nos permitem identificar a alienação parental:

- apresentar o novo cônjuge como novo pai ou nova mãe;

- interceptar cartas, e-mails, telefonemas, recados, pacotes destinados aos filhos;

- desvalorizar o outro cônjuge perante terceiros;

- desqualificar e desvalorizar o outro perante os filhos;

- recusar informações em relação aos filhos (escola, passeios, aniversários, festas etc.);

- impedir visitas;

- “esquecer” de transmitir avisos importantes/compromissos (médicos, escolares, etc.);

- envolver pessoas na lavagem emocional dos filhos;

- tomar decisões importantes sobre os filhos sem consultar o outro;

- trocar nomes ou sobrenomes;

- impedir o outro cônjuge de receber informações sobre os filhos;

- sair de férias e deixar os filhos com outras pessoas;

- alegar que o outro cônjuge não tem disponibilidade para os filhos;

- falar das roupas que o outro cônjuge comprou para os filhos ou proibi-los de usá-las;

- ameaçar punir os filhos caso eles tentem aproximar-se do outro cônjuge;

- culpar o outro cônjuge pelo comportamento dos filhos;

- ocupar os filhos no horário destinado a ficarem com o outro.


Se hoje é dia da liberdade, que tenhamos liberdade de saber aquilo que fazemos e que mais cedo ou mais tarde por isso seremos responsabilizados.


Continuação de uma boa semana a todos!

Alexandra Martinho
 






domingo, 21 de abril de 2013

*Peneira fina*







No limite do cansaço emocional são ditas palavras ou tidos comportamentos que geram arrependimento, discussões vazias, interpretações de tudo e do todo como se fosse uma enorme maldade. 
Ontem estive na feira à moda antiga que decorre até hoje na escola superior agrária de Coimbra, evento organizado pela companhia de Teatro Viv'Arte da qual a minha cunhada faz parte. Não vou negar que fui até lá com o Fernando para estar um pouco com ela e perceber a dinâmica deste tipo de eventos, mas também não vou negar que se soubesse o filme que iria rodar naquela "sala de cinema" (para não chamar outra coisa) não teria lá ido.
Coloco as seguintes questões: Vocês são uma mulher com 2 metros de altura, iam a um evento destes para descontrair e passar um bom momento, quando de repente... começam a perceber que algumas pessoas colocam-se atrás de vocês para tirar fotos enquanto estão de costas, possivelmente para colocar em facebook's e afins. E quando se viram essas pessoas ainda riem-se e seguem caminho como se tudo aquilo fosse natural. 

- COMO SE IAM SENTIR? -

- Serei fita-métrica para alguém ou ave rara que está no zoo em exposição para todos tirarem fotos? - 

- Até onde podemos avançar sem ultrapassar os limites alheios? - 


Não consigo descrever ou atribuir um nome a esta falta de conduta, considerando normal que olhem, que possam comentar, afinal de contas não passo despercebida... mas colocarem-se atrás de mim estando eu de costas e tirarem fotografias?!?! Ou então apalparem-me o rabo????
Enquanto todo este filme se desenrolava o Fernando conversava com pessoas conhecidas sobre economia entre outros assuntos o que somente aumentava a minha dor, raiva, solidão (porque quando me apalparam o rabo eu afastei-me para um canto para chorar e ele nem percebeu)... sim, senti-me extremamente sozinha, humilhada, mas apesar de tudo o que se estava a passar nunca o chamei, nunca interrompi a conversa porque sei o quão importante é para ele poder falar. 

No entanto, ele conhece-me e quando olhou soube que algo não estava bem, que eu não estava bem, só que há momentos e momentos e naquele momento quando pergunta o que tenho despejo em cima dele de forma áspera e agressiva toda a dor que estava a sentir. 
Coloquei de lado o ser politicamente correcta, não quis saber dos sentimentos alheios, apenas quis saber de mim e da minha dor... arrependo-me do que disse para ele e para o "boss" da Viv'Arte que falou para mim e nem sequer o ouvi, tal não era o meu estado. 

Não me peçam para falar ou ser cordial em momentos de tensão, muito menos me recriminem/avisem à frente de pessoas que desconheço... ou digam que estou chateada quando ninguém tem nada com isso, apenas colocam pólvora dentro de mim e da "jaula". 
Senti-me como um animal em vias de extinção cobiçado por todos ao ponto de desencadear em mim atitudes pouco amáveis.
Confesso que não sei como deixei-me levar desta forma por emoções negativas, como perdi o bom-senso de forma tão gratuita, mas estou exausta de tanta hipocrisia, mediocridade e futilidade. 
Neste momento quero ficar, estar em silencio que não sendo penitencia é a única maneira que tenho de ir em busca do meu equilíbrio, equilíbrio que perdi. É altura de usar a peneira para separar o bom do mau!

Não preciso, nem vou utilizar aquela típica frase "quem me conhece sabe como sou", eu sei quem sou e sei que ontem atingi o máximo dos meus limites tal não foi a pressão que senti. Respeitem os outros, sejam seres humanos decentes e hajam em conformidade dos verdadeiros e únicos princípios que devem reger a vossa vida. 

Uma boa semana a todos!

Alexandra Martinho










sexta-feira, 19 de abril de 2013

*O Encanto Acabou*








Quantas vezes não ouvimos estas palavras - o encanto acabou - da parte de homens e mulheres que continuam a amar seus parceiros e parceiras. 
Ao contrário daquilo que se pensa e independentemente do género com que nascemos, somos constituídos por energia (de polaridade masculina e feminina) que ao ser projectada no exterior atrairá o parceiro, a vida ideal ou não!
Quando tomamos conhecimento desta polaridade energética e compreendemos que através da sua harmonização tudo na vida começa a fluir naturalmente, os nossos relacionamentos progressivamente tornam-se amorosos, acolhedores, levando ao aprofundamento e encantamento sexual entre o casal. Não devemos utilizar mais o lado feminino do que o masculino, mas sim, ambos de igual forma para que não surjam a longo prazo mazelas físicas e emocionais.
Pensem em todo este processo da seguinte forma: Procuro na minha parceira ou parceiro característica a, b ou c e gostaria que ele ou ela me tratasse desta ou daquela maneira... antes de terminar o pensamento digamos antes assim "eu sei que tenho dentro de mim aquilo que procuro nele ou nela, sei então que tudo aquilo que sou será um reflexo no outro... vou aprender a ouvir, seguir e respeitar os dois lados da minha energia e atrair um parceiro ou uma parceira que respeite e esteja de acordo com esta construção do meu ser.

Ontem ouvi pela primeira esta música e é com ela que vos desejo um excelente excelente fim-de-semana!







Aceitem-se e vivam...

Alexandra Martinho

quinta-feira, 18 de abril de 2013

*Um Amor para Sempre*













O céu escreveu um amor para sempre e para sempre desse amor nos fará recordar. Um amor para sempre, o sol e a lua, que distantes poderiam estar... afinal, afinal nestes largos milénios nunca deixaram de se amar. O sol pensava ser loucura, afinal como poderia amar alguém que apenas de relance vê todos os dias ao deitar? Como poderia amar tal estranha musa que apenas dança na música do seu próprio luar? E será, será que algum dia seus raios luminosos a poderiam iluminar? A lua, por sua vez, desconhecia a razão de existirem os dias já que na noite os sonhos eram a realidade que se vivia... mas em si, em si ela tinha tatuado o nome sol... era ele o que ela tanto queria.Comunicavam por entre as estrelas, deixavam mensagens de fazer corar, de fazer sorrir até um dia... um dia o sol retardou o anoitecer e a lua surgiu... confusa. No seio de toda aquela confusão a lua despiu-se de si, encarnou vénus e o sol perante tal beleza com seus raios encarnou Marte, e juntos... juntos naquele instante fizeram juras de amor para sempre com um entrosamento sexual reluzente a noite seu pano fez descer sobre esta cena a que estrelas por sinal não coraram, nem ensandeceram... afinal, tudo isto era e é um amor para sempre!


Boa noite a todos e uma excelente quinta-feira!


Alexandra Martinho



terça-feira, 16 de abril de 2013

*Festa Da Salsicha*









Festa da Salsicha, poderia este ser o título de um qualquer filme pornográfico, mas não será o mundo neste momento um verdadeiro filme pornográfico e de má qualidade?
O meu saudoso avô dizia esta frase que transcrevo na integra: "Os malucos não estão apenas no Julio de Matos, malucos são todos aqueles que se deixam secar pela febre de querer abarcar o mundo somente para eles"...ele estava tão certo
...

A crise veio demonstrar o quão irracional/insano anda o ser humano e não venham com teorias filosóficas de uma livraria qualquer, porque a porcaria está visível aos olhos de todos. Perdeu-se o norte, perdeu-se o rumo, mas há alguém no leme do barco? NÃO! Aliás estão todos ou quase todos naquela secção do convés do navio em que se grita - "ai jesus coitadinho de mim" - sendo o peso de tal ordem que o naufrágio é (poderá ser) iminente.

Não foi sempre assim? Não terão os lobos "inofensivos" travestidos de cordeiros sempre gritado "coitadinho de mim"? Até que ponto há de facto inocentes nesta história? Eu digo-vos onde eles estão... os inocentes... os inocentes são aqueles que continuam a trabalhar sem pestanejar, que se estão a cagar para as intrigas/guerras políticas, eles sabem que o pão na mesa surge através do trabalho.
Os inocentes sabem que não vale a pena gritar "ai coitadinho de mim", apenas sabem que têm de ter tomates para enfrentar adversidades e encontrar soluções... porque afinal, eles não são "coitadinhos", são inocentes.

Ninguém neste país se preocupa quando uma família para auxiliar um filho ou uma filha a encontrar o seu caminho profissional tem de vender património ou penhorá-lo para obter financiamento junto da banca, financiamento este destinado a projectos com  rentabilidade e que dinamizam a economia regional/nacional. (Sorte do filho e da filha que pode contar com os pais) 

- É assim que se quer que os jovens fiquem e invistam, a depenar famílias e formas de sustento?

- Quantos sacrifícios fizeram estes pais e estas mães para ter o que têm?

- Será que neste país ainda se pensa que um agricultor tem ordenado mensal?

A preocupação, a enorme preocupação centra-se em toda essa corja que passa a vida enfiada em bares, discotecas, cafés e karaokes - vestidas como putas, bebados como palhaços - muitos deles (que se queixam tanto) a viver à custa das receitas dos impostos daqueles que trabalham todos os dias, os únicos que suportam o barco... para não falar da classe política que se sustenta como? É isto um estado de direito?

Aliás que raio de sociedade é esta que habita o nosso país? Onde está a selecção? Chama-se amigo a um escroque qualquer, amor a um desconhecido??!! What a fuck is this?? 

Que dizer de redes sociais como facebook onde todos são amigos... mas ao passar na rua viram a cara para o outro lado? Mas depois queixam-se que beltrano e sicrano sabem de assunto a ou b... selectividade resolveria o assunto. 

A mania de ser popular nunca produziu bons resultados e por causa dessa brincadeira já muitas vidas foram devastadas, além de que o ser cool tantas vezes anda de braço dado com o ridículo só para se ser aceite.








Por quanto mais tempo conseguirá esta gente viver no falso limbo?


Cresçam, apareçam e deixem de ser lambe cus! Portugal precisa de gentes com tomates!


Alexandra Martinho

domingo, 14 de abril de 2013

*Olha*








Olha ao teu redor com atenção e verás fome... uma fome física, mental e espiritual que te faz cair na espiral dos excessos e desequilíbrios que se evidenciam na comida, no álcool, na procura desenfreada por sexo, nos relacionamentos destrutivos, nas "amizades" duvidosas. Deambulas por entre a posição de vítima e carrasco, carrasco e vítima, somente percebendo o que há a perceber quando infliges dor. É aí, na dor, que paras para pensar em ti, na tua vida, no propósito que rege a tua existência... finalmente, finalmente ouves a tua intuição, a tua verdadeira consciência.

Muitos iguais a ti mudam, outros tantos continuam a querer insistir no erro do não ser em favor do conforto ilusório que o hábito fornece. Vivem de acordo com as expectativas alheias, padrões antigos que conduzirão mais tarde ou mais cedo novamente ao sofrimento.

Vivemos na constante impermanência das coisas, por isso, cuida daquilo que é verdadeiramente importante e te faz feliz.

A vida que levas é o espelho da tua consciência! E é a vida que te mostra com as suas situações como deves separar o trigo do joio.

Vive, aprende, vive, aprende e sonha!

Um bom domingo e uma boa semana a todos!


Alexandra Martinho



quinta-feira, 11 de abril de 2013

*A Caixa*






Numa caixa vives toda a tua vida, no interior de uma caixa frágil e bem ornamentada desapareces fisicamente deste mundo.
Não voas, não sonhas e mal respiras... esqueces o tempo, esqueces ou fazes por esquecer, o momento em que estavas perto de tudo perder... não voas, não sonhas e mal respiras.
O que esperas, o que esperamos? Na caixa continuas, dela não sais, tens medo... afinal foste ensinado para desse modo viver, dentro de uma caixa. 

Mulher ou homem, homem ou mulher o que esperas?

Chorar? Inibes o choro por medo do que possam pensar, não expressas os teus sentimentos porque isso é fraqueza, perda de tempo... de um tempo que afinal nunca tiveste e quando olhas para trás... é tarde.
Vives na alegoria de uma realidade fantasmagórica com a esperança de que tudo um dia passe... acredita, somente passará quando tu tomares definitivamente as rédeas da tua vida e deixares os queixumes nas gavetas do comodismo...

Liberta-te, antes que sejas tu mesmo a tua própria caixa!


Continuação de uma boa semana a todos!


Alexandra Martinho




sábado, 6 de abril de 2013

*Como uma águia*









Vives assolapado, indignificado, com aspirações frustradas no interior do sistema que te capa, que retira a tua vontade de sonhar.
Tu, homem ou mulher, como tantos outros antes de ti esqueceram que a vida é um ano lectivo dividido em várias disciplinas, cada uma delas com sua lição. Esqueceste ou queres esquecer que estás aqui para aprender sendo este planeta a tua verdadeira escola, pouco interessa se a tua casa é humilde ou luxuosa, o que realmente importa são as tuas acções, as mesmas que têm conduzido os nossos destinos por estes registos dramáticos.

Registos dramáticos e outros tais que te levam para bem longe do caminho da renovação. Digo-te que todos querem ser águias, reis e rainhas dos céus, mas muito poucos sabem voar seguros de si. Porquê? Conto-te este segredo: as águias não comem "coisas mortas", as águias alimentam-se de matéria viva, utilizando os olhos para chegar ao que pretendem. E tu? Tu cuidas dos teus olhos? Cuidas daquilo que comes pelos olhos, pelos ouvidos? Cuidas da alimentação com que alimentas a tua mente? Seleccionas quem queres que faça parte da tua vida?

Olhos e ouvidos são os celestiais portais da tua alma e embora não tenhas o controlo de tudo aquilo que se passa ao teu redor, podes sempre seleccionar o que queres ver, ouvir, com quem queres conviver. Não tens, não podes, nem deves ser a lixeira dos outros! Olha à tua volta e perceberás que grande parte daquilo que te rodeia é "comida morta", "comida morta" que te afasta de ti mesmo, que te amarra cada vez mais ao sitio onde tu sabes não ser o correcto para ficar. Se ingeres lixo, emanas lixo... é simples!

Responde a estas questões:

Ouves e respeitas os alarmes que soam dentro de ti, sempre que te preparas para fazer algo que sabes ser errado?

Entendes a razão pela qual a tua vida deixa de prosperar?

És selectivo com aquilo que os teus olhem vêem, com o que os teus ouvidos ouvem?

Os teus círculos sociais são constituídos por pessoas prósperas, ou na grande maioria por realidades problemáticas?

Darás a devida atenção a quem amas? Não será que exiges demais e dás de menos a eles, eles que estão incondicionalmente contigo?

Queres ser uma galinha, um abutre e alimentar-te de comida morta toda a vida?


Estas são apenas algumas das muitas questões que ao longo da nossa vida devíamos fazer para que não nos tornássemos presas de predadores de almas. Se não és igual aos outros, porque raio tens de fazer aquilo que eles fazem?

Tu, tu és e deves ser uma águia majestosa... a verdadeira vigia para alcançares o bem-estar na tua vida!

Um bom fim-de-semana a todos!


Alexandra Martinho