quinta-feira, 25 de abril de 2013

*25 de Abril*







Hoje, 25 de Abril, comemora-se o dia da liberdade a nível nacional, enquanto que internacionalmente é assinalado o dia da alienação parental. Convém, antes de tudo, esclarecer o que é isto de alienação parental: poralienação parental compreendemos a dificuldade de relacionamento de um dos progenitores com os seus filhos devido à doutrinação que o outro progenitor exerce sobre os mesmos para que os laços afectivos se quebrem.

Estabelece-se como que uma campanha eleitoral de difamação para que a imagem daquele pai ou daquela mãe seja distorcida aos olhos e nas mentes dos filhos. Esta triste realidade é relatada desde finais dos anos 40, embora o termo tenha sido criado na década de 80 por Richard Gardner.
Embora defenda e ache que existem pais e pais ou mães e mães, a verdade é que o papel do pai após divórcio é ridicularizado e menosprezado quando toda uma sociedade insiste que o mesmo deve ser sensível, presente, compreensivo e não meramente aquele que dá conforto e estabilidade financeira/material à família.
No nosso país, este e tantos outros temas, não são tão valorizados quanto deviam porque vivemos ainda na idade medieval de mentalidades não compreendendo que com o avançar dos tempos os papéis parentais também têm mudado. Mas deixo uma questão será que ainda acreditamos que um pai não tem capacidade de criar um filho sozinho? A verdade é simples, comissões de protecção de menores e jovens reportam cada vez mais casos de alienação parental, denuncias feitas por pais que vêem barrados os seus direitos, por pais que perdem o contacto total durante anos com os seus filhos.

Andamos a brincar com o quê e com quem? Lutamos por igualdade de direitos, mas criamos elos mais fracos que são severamente discriminados por falta de sensibilidade dos órgãos judiciais e porque ainda se pensa que uma criança ou jovem é saudável tendo somente a mãe por perto?
Não admira que a grande maioria dos jovens de hoje, futuros adultos do amanhã tenham uma enorme dificuldade de criar relacionamentos íntimos saudáveis, que sejam mais egoístas e manipuladores, que tenham distúrbios sérios em contexto escolar, tal como, perturbações psicológicas (depressões, déficit de atenção, ataques de pânico, comportamentos de risco por não ter um background sólido que os ajude na tomada de decisão de opções correctas para a vida).

Andamos todos os dias a falar/ pensar nos políticos, nos impostos, se Portugal deve ou não permanecer na União Europeia e não nos debatemos/resolvemos problemas graves que destroem toda uma sociedade civil, que aniquilam valores morais base que sustentam todo o bom funcionamento de uma nação. Que nome devemos dar a isto? Negligencia pura e dura?

Nesta vida o dinheiro pode comprar muita coisa, mas o amor que um pai e uma mãe dá ao seu filho não tem ainda uma marca nem uma etiqueta com o preço.
Deixo-vos alguns comportamentos que nos permitem identificar a alienação parental:

- apresentar o novo cônjuge como novo pai ou nova mãe;

- interceptar cartas, e-mails, telefonemas, recados, pacotes destinados aos filhos;

- desvalorizar o outro cônjuge perante terceiros;

- desqualificar e desvalorizar o outro perante os filhos;

- recusar informações em relação aos filhos (escola, passeios, aniversários, festas etc.);

- impedir visitas;

- “esquecer” de transmitir avisos importantes/compromissos (médicos, escolares, etc.);

- envolver pessoas na lavagem emocional dos filhos;

- tomar decisões importantes sobre os filhos sem consultar o outro;

- trocar nomes ou sobrenomes;

- impedir o outro cônjuge de receber informações sobre os filhos;

- sair de férias e deixar os filhos com outras pessoas;

- alegar que o outro cônjuge não tem disponibilidade para os filhos;

- falar das roupas que o outro cônjuge comprou para os filhos ou proibi-los de usá-las;

- ameaçar punir os filhos caso eles tentem aproximar-se do outro cônjuge;

- culpar o outro cônjuge pelo comportamento dos filhos;

- ocupar os filhos no horário destinado a ficarem com o outro.


Se hoje é dia da liberdade, que tenhamos liberdade de saber aquilo que fazemos e que mais cedo ou mais tarde por isso seremos responsabilizados.


Continuação de uma boa semana a todos!

Alexandra Martinho
 






3 comentários:

  1. Bem verdade. Ainda agora,tenho um caso conhecido de um pai a quem a mãe raptou os filhos e fugiu para o País de origem. O Juiz decretou que estes teriam de ser entregues ao pai e foram mesmo! Durante dois anos não consegui ver os filhos! Fez-se justiça!

    P.S.- Se voltas a ir ao meu blogue dizer que tens 2 metros de altura,já disse o que te acontece;)

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  3. Um alerta indispensável, Alexandra.

    Venho tarde (dia 27) mas a tempo de te desejar um bom fim de semana.

    Beijinhos

    P.S.: O grande Cat Stevens que a malta conhecia por 'Gato Esteves'. A brincar, claro :)

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