quinta-feira, 30 de maio de 2013

*Um mês que Partiste*









Faz hoje um mês que partiste e tanta saudade em mim deixaste. Eu sei, eu sei que a vida corre veloz e que nem tempo para chorar temos... que dos fracos a história não lembra e de tantas outras merdas que já esqueci. Não... ninguém entende, ninguém sente aquilo que sinto... é a minha dor, somente minha e em vinte oito anos de existência partiu o meu maior amparo, o meu melhor amigo. Contigo levaste uma parte de mim, em mim deixaste uma parte de ti.
Estou magoada avô, magoada com a vida, magoada com as pessoas... ainda assim essa mágoa não cegou, não azedou o meu coração.
Estiveste presente em todos os momentos que marcaram a minha vida e sei que partiste sem veres realizado aquilo que mais desejavas para mim e para o meu irmão.
Sinto saudades da tua voz, de quando implicavas comigo porque andava de fato de treino... gostava de voltar atrás no tempo e poder dizer-te uma vez mais, amo-te avô!

Sei que não querias que chorasse, mas deixa-me chorar porque estou tão farta de viver neste mundo onde todos andam cheios deles mesmos. 


Obrigada por todo o amor que me deste, por todas as noites que deixaste de dormir para me acompanhar nos estudos... obrigada por no último dia me teres dito: "Alexandra sê humilde e luta sempre por aquilo em que acreditas, tu mereces ser feliz!".


Partiste enquanto eu dormia...



Um beijinho avô e até breve!


Alexandra



terça-feira, 28 de maio de 2013

*Devia ser... para sempre*







Acredito que hoje é preciso ter coragem muito além de viver, simplesmente amar e demonstrar esse mesmo amor pelo outro.
Vivemos numa sociedade obesa de valores que consome diariamente ideias, comportamentos e atitudes altamente calóricas qu
e afectam não somente os próprios consumidores como tudo aquilo que lhes é próximo.
Tempos de falência emocional é aquilo que presenciamos e por muito que nos custe aceitar estamos enterrados no comodismo e no "deixa andar até que dê". Que ganhamos ou qual o resultado desta equação?

O ser humano busca a alma gémea, mas essa, a verdadeira, surge apenas no momento gémeo. (No momento gémeo identificamos o casal que se encontra no mesmo conceito ideal de vida e não abandona o relacionamento ao mínimo sinal de desentendimento. Traçam planos para o futuro e em conjunto como uma equipa trabalham para os atingir.)

Racionaliza-se muito o amor e espera-se pelo momento certo para que determinados passos sejam dados, as expectativas aumentam e os conflitos podem surgir. É necessário ter calma e paciência, aceitar que o outro espelha não somente o nosso lado positivo, como as nossas fragilidades mais intimas.

Não entendo, nem nunca entenderei como o homem, criador do casamento, hoje o considera como uma instituição falida... um contrato. Creio, acredito que tudo aquilo que criamos ou semeamos destruímos porque deturpamos e banalizamos o seu real significado.
O namoro, o casamento são passos, vivências que ajudam a edificar o nosso ser. É na convivência directa com o outro que nos conhecemos e, verdade seja dita, que os relacionamentos de hoje não duram porque ao mínimo problema dá-se a ruptura. Estamos com o outro com o pensamento de que se não correr bem vai cada um para seu lado, assim como pode um relacionamento prosperar?

Poderia entrar numa definição profunda sobre o que é namoro e casamento, mas defino-os somente assim: namoro = conhecimento e casamento = vida.

Somos invadidos por tantas definições, por tão "bons" conceitos de como viver que esquecemos o fundamental: ter maturidade para viver os nossos compromissos com dignidade. Pessoas não são bens comerciais, namorar com o outro, casar com o outro, viver com o outro é a mais bela viagem que podemos desfrutar nesta vida...

Será que estão prontos para adquirir este bilhete? Passarão por inúmeras tempestades, pântanos manhosos, invernos rigorosos, verões escaldantes... mas se após tudo isto não estiverem sós, não somente fizeram a viagem da vossa vida como encontraram o parceiro da vossa vida! Pensem nisto!


Uma boa semana para todos!







Alexandra Martinho

quarta-feira, 22 de maio de 2013

*As Dificuldades não Esmagam*



As dificuldades não esmagam um homem, fazem-no. (Arthur Meighen)



Com o decorrer do tempo as dificuldades transformam-se em calos e estes por sua vez em  lições de onde retiramos o sumo da vida. As dificuldades fazem-te ser e não parecer que és o que não és.

Não interessa quantas vezes o "carro" bateu no muro, apenas importa que com todos os acidentes de percurso não perdeste a capacidade de te reinventar. 
Nunca esqueças: tu és o teu melhor amigo ou o teu pior inimigo e todas as respostas estão aí dentro, dentro de ti!


Continuação de uma boa semana para todos!


Alexandra Martinho






quinta-feira, 9 de maio de 2013

*Uma Simples Mensagem*






Quando nos libertamos dos fardos, potenciamos a nossa força interior tomando as decisões correctas para uma vida feliz! A nossa vida é, no fim de todas as contas efectuadas, o resultado de tudo aquilo que fazemos e deixamos por fazer.

Com esta simples mensagem quero agradecer todas as palavras de apoio e carinho que deixaram no meu blogue, lentamente ergo-me e faço-me à estrada com o amor do meu avô presente no meu coração!


Namasté!

Alexandra Martinho






quinta-feira, 2 de maio de 2013

*Até um dia avô*








A vida é leve como uma pena e a morte é o acontecimento mais certo por onde todos nós passaremos um dia. Passo por uma dor imensa, algo que não tem explicação, é como se estivesse em outra dimensão ou num filme de terror que não tem fim.
O meu avô, o meu querido avô partiu na madrugada de terça-feira de uma forma inesperada sem tempo para despedidas, beijos ou abraços. 
Não consigo esquecer a imagem dele estendido no chão, já sem vida, com a minha avó a chorar enquanto chamava por ele tentando-o virar... perdi as forças, perdi o meu chão, perdi um dos, senão mesmo, o maior pilar da minha vida... não terei mais os conselhos, nem as palavras sensatas que entravam nos meus ouvidos sempre na altura certa.

Vivias mesmo ali ao lado e ao teu lado sempre vivi, era para ti e para a avó que corria sempre que não estava bem, era na vossa casa que comia os bolitos do costume e tu como sempre rias quando me vias correr para a cozinha.
Não esqueço, nunca esquecerei as vezes que foste comigo para Aveiro, enquanto tirei o mestrado, só para não regressar sozinha à noite. Tantas e tantas vezes na escola primária tiveste à minha espera para me levar para casa e o mesmo fizeste durante tantos anos, até mesmo quando já frequentava o liceu (ensino secundário). Não importa, não interessa quantas vezes me chamaram menina do avozinho porque, a verdade, é apenas uma: tu és o meu avô, o meu pai. Pedem-me para seguir em frente, que é a vida... eu sei disso, mas só eu sei, só eu sinto o vazio em que me encontro.

Tanto podia dizer sobre ti, mas faltam-me as palavras, falta-me tudo... faltas-me tu, avô! 


Estou cansada e com a alma mergulhada numa profunda tristeza... 


Alexandra Martinho