sábado, 20 de julho de 2013

'Espaço ao Desenvolvimento'





Escrever é antes de tudo uma viagem solitária de quem por uma caneta ou por entre teclas fala um pouco de si, um pouco dos outros, um pouco de tudo e do mundo.
Não é de agora, nem de ontem que tenho este talento, este dom para em palavras transmitir tudo aquilo que sinto e quem sabe até, relembrar pequenos ensinamentos que todos tendemos a esquecer neste corrupio veloz a que damos um nome, vida. 
Poderão considerar presunção de minha parte evidenciar tais características, mas se não reconhecer meus potenciais, quem o fará? 
Dependo exclusivamente de mim para ser feliz, mas sim, sou eu que escolho quem me acompanha nesta tortuosa e tão excitante viagem que passa num ápice. 
Arrisquei viver, sentir, descobrir o prazer... a dor e não, nunca deixei nada por dizer, nem mesmo um simples amo-te, gosto-te, adoro-te. 

Coloquei todos os meus medos, bloqueios e preconceitos numa qualquer gaveta do esquecimento, desconheço até o paradeiro da chave propositadamente desaparecida. Sou o meu próprio estandarte de inspiração, não abro mão de momentos de fragilidade porque somente e através deles darei valor à felicidade.
Sei que arrepio e arrepio-me quando olho para trás e vejo que a Alexandra é todo um conjunto de valores que lhe permitem ajoelhar perante a tristeza ou rejubilar de alegria no topo da árvore em que se perde de vista o horizonte e a beleza do céu.

Não, isto não é poesia, é serenidade! Ao longo destes meses, através de todos os escritos que deixo a palavra de ordem é apenas uma: SER e não parecer

Não acreditem em mentiras, sobretudo, nas mentiras que a vossa mente vos prega. A mente é ágil em arranjar esquemas sempre que nos preparamos para a mudança que implica a saída da zona de conforto. Não tenham medo, agarrem os desafios e entreguem-se. Quantos de nós não vivemos constantemente amargurados e presos ao passado porque teimamos em rejeitar a mudança e assim, entregarmo-nos de corpo e alma a um desafio, a alguém ou um novo rumo?
Os relacionamentos não funcionam porque não há entrega, a vida não funciona como desejamos porque não há entrega e sim, nós somos as vitimas da nossa própria vitimização. Não escolham esse papel!

Escrevi não há muito tempo sobre dois tipos de pessoas, as alavancas e as âncoras. Como referi no inicio deste texto escolhemos quem caminha connosco e no fim de todas as contas, somos influenciados por essas mesmas escolhas, signifique isso um saldo positivo ou negativo. 
Alavanca é alguém que segura o leme da tua vida quando desejas chorar, quando não tens mais forças para caminhar e só pensas em descansar. Alavanca é aquele ou aquela que incita-te a ser melhor, que chama-te para a razão quando perdes o chão ou és consumido pelo fogo da mágoa sem razão. A Alavanca leva-te por sítios nunca antes imaginados e desafia-te a arriscar neste novo destino com ela. A alavanca não se lamenta, não se intoxica, a alavanca está contigo no melhor e no pior.
E as âncoras... a âncora rejubila com o teu fracasso, menospreza-te, suga-te, mina-te porque percebe as tuas fragilidades, os teus pontos fracos. A âncora tem uma capa que esconde o egoísmo, a inveja que somente o ego consegue emanar. Manipula-te e cega-te com queixas e lamentações porque para eles a vida nunca corre bem, tudo é sempre e um constante problema... Inunda a tua vida com lixo, fingem que são quem dizem ser e quando percebem que a máscara caiu revelam toda a negatividade que por lá habita.

Fica a questão: com quem devo partilhar a minha vida? Sei quem sou?

Partilhar não é para mim uma obrigação ou dever. Partilhar é transmitir, dividir com alguém conhecimento adquirido e sentido... há por aí tantas enciclopédias andantes que teorias têm muitas, mas acções poucas ou nenhumas. Vivam em consonância com os vossos valores, porque quem os respeita está em sintonia com o seu ser. Amem quem o vosso coração escolhe e deixem-se amar. Nesta vida não há nada mais belo que amar, ser amado e amar-se a si próprio.

Coloquem de lado os medos, os exibicionismos, os preconceitos e mostrem o ser primitivo e puro que habita no interior do vosso coração, porque tenho certeza que tudo fluirá com outra leveza. Façam da vossa existência uma conquista constante, pela felicidade!

Não é uma despedida, apenas um até já, porque os guerreiros também precisam de descanso... é altura da guerreira desligar-se e descansar. Obrigada por aqui estarem e não vão embora porque estamos juntos nesta caminhada.

Sejam Felizes, sejam quem são! 












Alexandra Martinho

8 comentários:

  1. Normalmente não leio post grandes até ao fim mas este li com todo o interesse porque em algumas coisas identifiquei me com o que escreveste.
    Na verdade sei quem sou e sei para onde ir e na minha vida não preciso de ancoras,essas não fazem falta.
    Bom descanso e espero que voltes rápido,só agora te encontrei mas gosto do que escreves.

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  2. Apesar de não comentar, passo sempre aqui. Gosto de te ler. Falas com sabedoria.
    Um dia gostava de chegar a essa "tua" serenidade, mas tenho noção que ainda estou muito distante dela (hoje mais perto do que ontem).

    Obrigada com muito carinho
    Bjnhs

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  3. Palmas pata o texto. Gostei bastante, principalmente daquela parte das pessoas "âncora". Se soubesse o quanto aquela parte do texto para mim tem significado...

    Espero que não sej aum adespedia, que descanse e volte rapidamente.

    Um grande beijinho Alexandra. Gostei de a conhecer :)

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  4. Alexandra em cada momento de leitura vejo neles tantos momentos de partilha ,muitos deles ate me revejo e me encontro como pessoa ,parabéns muitos beijinhos

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  5. Por muito que nos custe temos de admitir que tudo aquilo que a Alexandra escreve, é verdade! Tenho até, consciência plena, de que poucos teriam capacidade de dizer tudo isto e sobretudo agir em conformidade, porque é fácil falar.

    Congratulo-a pelo seu discernimento, até porque é perceptível que age em consonância com os seus valores, algo de muito raro nestes tempos.

    Cuide-se e nunca deixe de dizer aquilo que pensa, todos precisamos de alguém assim nas nossas vidas. Abençoados são aqueles que têm essa sorte.

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  6. Agora que acabei de a descobrir é que entra em repouso? oh sorte!
    Bom descanso e até breve.

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  7. Na verdade não somos obrigados a partilhar, quando somos obrigados a fazer algo é o fim da nossa liberdade, no entanto, existe em nós automatismos diários ou quase diários, que são, "fazer matemática, partilhar, politica e outros coisas mais" assim sendo, mesmo sem sermos obrigados a partilhar, é o caso desta linda postagem, está a ser partilhada para quem aqui passar.

    ag

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Façam do meu espaço o vosso espaço, ousem comentar... eu ousarei responder! :)