domingo, 27 de outubro de 2013

'O tempo tudo transforma'






O tempo que tudo transforma, transforma também o nosso temperamento. Cada idade tem os seus prazeres, o seu espírito e os seus hábitos."Boileau , Nicolas



Poderia responder a cada comentário de felicitações pelo meu aniversário mas, confesso, que prefiro escrever algo que vá mais além que um simples agradecimento.
Necessito ter o tempo de ter tempo e somente dessa forma faz sentido viver, pelo menos, para mim! Como já havia dito encaro os meus recentes vinte e nove anos como o ano da resolução de assuntos pendentes que não posso, nem quero continuar a carregar na minha vida. 
Sei o que vivi, o que cresci e aprendi nesta última década. Doeu, uma dor que originou bagagem que não arrumo ou deixo por aí ao desbarato porque sem ela nada sou. 
Gosto de passar por aqui e escrever, deixar algo que não seja apenas uma palavra bonita. É necessário sumo, faz falta sumo, sumo coerente e devidamente fundamentado porque de balelas está o mundo cheio.
Se perguntarem: estás cansada? Estou bastante e nos últimos dias o meu cérebro tem vindo a acusar desgaste com alguma perda de memória e desatenção. Problemático? Talvez! Sei, no entanto, que ainda não é tempo para descansar porque a realização de sonhos, dos meus sonhos depende de mim. 
O amanhã não chegaria para escrever tudo aquilo que necessito, é muito ou talvez nada... mas o valor... não há valor que pague aquilo que mora dentro do meu coração.
Faz sentido viver quando não deixamos de seguir o rumo, quando não perdemos o trilho da nossa jornada. 
Chegou a hora, o momento certo de olhar para trás e analisar tudo aquilo que foi construído... é o momento, o momento da Alexandra.

Obrigada meus queridos e queridas pela vossa amabilidade e pelas recordações que deixaram num dia que não vou esquecer.


Um bom domingo para todos!


Alexandra






(Tinha saudades de ouvir esta banda)

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

'Hoje é o meu dia com 29 primaveras à Mistura'








“Chegamos exactamente onde precisamos chegar, porque a Mão de Deus guia sempre aquele que segue seu caminho com fé.” (Paulo Coelho)


A cada aniversário há um novo ciclo de vida que se inicia, um momento de paragem e reflexão que nos incita a caminhar por caminhos tantas vezes sinuosos da nossa própria descoberta.
É o meu dia, o meu aniversário, um aniversário marcado pela ausência de quem partiu sem aviso prévio. Marcado pela certeza de que para o ano serão trinta, porque hoje, hoje são vinte e nove... o vinte que resta dos vintes. Marcado pela ternura de sentir que hoje tenho por perto quem amo.
Olho para trás e sorrio, descubro que cheguei onde precisava chegar e que as vitórias não ficam por aqui. Os sonhos não morreram, a realidade existe, a fé é a esperança em forma de tocha que ilumina o caminho em dias sombrios.
Sinto a vontade de chorar e olho o céu, há uma estrela que brilha ali perto com uma luz familiar. Conheço-a, sem sombra de dúvidas que a conheço e neste conhecimento profundo quem me dera poder abraçá-la. 
Estou bem, a Alexandra criança ainda existe, a Alexandra mulher vive e a guerreira lava a  armadura no rio sem qualquer tipo de pudor... é tempo de descansar, tempo de aproveitar o dia e viver.

Tudo tem um propósito, um sitio e uma hora certa para acontecer e tudo acontece porque assim tem de ser. 
Gosto de caminhar na vida, de sentir a vida em mim e ela bem o sabe. Quero deixar para todos um beijo, um abraço e vamos fazer dos obstáculos os degraus necessários para atingir o sucesso.


Uma boa semana para todos e um maravilhoso dia para mim,


Alexandra Martinho











quarta-feira, 9 de outubro de 2013

'Pensamentos no mundo dos esquecidos'








"O espírito mais penetrante precisa da ajuda do tempo para garantir por segundos pensamentos a justiça dos primeiros."


Gosto de me passear por entre espaços, sítios que transmitem paz. Ontem foi o dia. 
Numa altura em que caminho a passos largos para mais um aniversário necessito parar e observar atentamente a minha vida. O que deve ficar, o que deve partir? Que ganhos, que perdas?
Caminhei... sozinha no pensamento, acompanhada em corpo presente e era mística a sensação que sentia. Leveza no peito, certeza de um adeus para breve. Estranho? Talvez! Tantas são as vezes em que sinto a minha alma idosa, tão vivida num curto espaço de tempo e eu, eu que tanto aprecio aquilo que o tempo oferece. É altura de rever os apontamentos, seguir a continuação dos trilhos do meu destino, olhar pelos profundos desejos de uma alma que parece ser idosa. 

Algures em pensamentos revisitei a música com que encerro este "curto" texto.






Num mundo de esquecidos, não esqueci, nem esqueço de ser menina para todo o sempre


Boa noite e excelente quinta-feira!


Alexandra





terça-feira, 1 de outubro de 2013

'Dia Mundial da Música' 








Eu Peneiro o Espírito e Crivo o Ritmo

Eu peneiro o espírito e crivo o ritmo 
Do sangue no amor, o movimento para fora 
O desabrigo completo. Peneiro os múltiplos 
Sentidos da palavra que sopra a sua voz 
Nos pulsos. Crivo a pulsação do canto 
E encontro 
O silêncio inigualável de quem escuta 

Eis porque as minhas entranhas vibram de modo igual 
Ao da cítara 

Eu peneiro as entranhas e encontro a dor 
De quem toca a cítara. A frágil raiz 
De quem criva horas e horas a vida e encontra 
A corda mais azul, a veia inesgotável 
De quem ama 
Encontro o silêncio nas entranhas de quem canta 

Eis porque o amor vibra no espírito de quem criva 

O músico incompleto peneira a ideia das formas 
Eu sopro a água viva. Crivo 
O sofrimento demorado do canto 
Encontro o mistério 
Da cítara 

Daniel Faria, in "Dos Líquidos"












Votos de continuação de uma excelente semana,


Alexandra