sexta-feira, 22 de novembro de 2013

'O Espelho da vida'











A vida é um espelho que reflecte a todo o instante o lado puro ou sombrio daquilo que vivemos internamente. As situações exteriores que se desenrolam e que constituem o nosso campo de vivências são projecções recalcadas do nosso inconsciente, materializadas através de emoções ou pessoas. 
Ao sermos dotados de intuição e inteligência, será que observamos os diversos eventos da vida por que passamos com a devida atenção? O que aprendemos? Até que ponto não embrulhamos passado e presente?
O ser humano tem a inata capacidade de se auto-vitimar e acomodar perante o que lhe acontece, age quase que de forma despreocupada e negligente até ao momento em que o "deixa andar" deixa de funcionar.

Vejamos este exemplo: Como são as nossas relações com figuras de autoridade? Não será que elas espelham a nossa autoridade interna e primeiros contactos com figuras de autoridade? Como nos relacionamos com os nossos parceiros amorosos e sexuais? Até que ponto não são eles o espelho das nossas visões infantis de relacionamentos íntimos observados através dos nossos pais?

São estas e outras questões que raramente nos propomos a formular, continuamos a brincar com a vida e não nos dispomos a olhar com humildade para o espelho que temos diante dos olhos todos os dias.

Somos cegos, cegos de nós mesmos e negligenciamos as diferentes partes que perfazem o nosso todo.

Um beijinho e um bom fim-de-semana a todos!





Alexandra

11 comentários:


  1. É o que se chama "ter o espelho embaciado"...

    Beijinho e bom fim de semana.

    Laura

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  2. Há no entanto fases na vida em que somos obrigados a olhar o espelho e confirmar a imagem que apresenta...são normalmente momentos que antecedem grandes mudanças em nós!
    Bjs
    Maria

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  3. Alexandra,

    com agrado felicito-a por mais um importante texto reflexivo que nos deixa neste seu espaço. Homens e mulheres vivem ao longo das suas vidas situações amargas e constrangedoras pondo em risco o seu bem estar emocional, intimo e familiar. Todos nós carregamos a nossa própria bagagem, porém, será que todos aprendem e mudam com ela?
    Passado e presente são como água e azeite não combinam. São duas forças que se repelem e geram conflitos do interior para o exterior.
    As nossas relações ou a maneira como as vivemos são fruto da projecção de vivências que tivemos na nossa infância, somos a materialização de todo um conjunto de factores e ambientes que formaram/formataram a nossa personalidade.
    Há homens que têm "queda" para mulheres problemáticas ou mulheres que têm queda para homens dependentes, razão para tal? O ambiente familiar em que vivemos explica isso e muito mais mas, como sempre, não há tempo para entrar em contacto com essas lembranças, não há tempo para reflexão.
    Costumo dizer aos meus pacientes que não basta querer a mudança, há que fazer algo de concreto nesse sentido e tudo começa com um simples cortar do passado. O passado ao passado pertence.

    Porque razão havemos de manter contacto com pessoas que estiveram intimamente ligadas a nós e que nos fizeram sofrer ou nos abandonaram? Para quê estabelecer pontos de contacto quando já nada há a falar? Com isto queremos mais sofrimento ou será que para nós tudo é inocente? Através das repetições crónicas que instalamos no nosso dia-à-dia fechamos portas à mudança e arrastamos mesmo que inconscientemente a luz que nos cerca para o caminho das sombras.
    Somos constantemente postos à prova e para essas provas devemos ter os olhos bem abertos. O resto a Alexandra já disse e bem, o espirito é esse e mesmo que lhe digam o contrário nunca perca essa sua capacidade de análise. Questione, analise, ponha em causa e não deixe que terceiros interfiram nas diferentes esferas da sua vida.

    Um abraço fraterno,

    Cláudia

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  4. Os espelhos nem sempre refletem o que está diante deles. Não nos conseguem ver o interior. Não nos conhecem. E podem ser iludidos...

    Só gosto de me ver ao espelho em certas ocasiões :)) e não, não deixo andar.

    Beijinho Alexandra
    (Gosto muito da música)

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  5. A vida e certamente um espelho onde o reflexo e apenas uma imagem refletida da nossa forma nada mais ,em vez de me olhar ao espelho procuro procurar dentro de mim a verdadeira essência do meu ser ,eu pergunto não sera o espelho o veiculo para vivermos de aparências ,beijinhos Alexandra

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  6. Olá Alexandra,

    Vou destacar este pequeno apontamento do seu texto: "continuamos a brincar com a vida", atrevo-me a dizer que talvez não seja um brincar com a vida, talvez seja um brincar dentro daquilo que é a vida, que, quando levada demasiado a sério não tem piada, ficamos muito azedos.

    Dou-lhe um exemplo, convivo com tantos casos de gente 'azeda' perto de mim que chega a ser assustador. O grande problema é que acabamos - isto se nos distrairmos - por ser contagiados por gente, que, não sabendo brincar nunca, arrasta para a nossa vida muito mal estar. A tal coisa azeda que nem no leite se quer.

    Portanto, para mim é, um nunca acomodar-nos, sim é verdade. Olhar para vida de frente, sem medo, e resolver problemas quer externos, quer internos, mas sempre com algum humor à mistura, afinal (e este é um tremendo lugar comum) a vida é só uma, e sim, merece sempre ser vivida com muita brincadeira à mistura, senão, como diz o outro, quando te apercebes... já 'fostes'.

    Beijinho e um bom fim-de-semana )

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  7. Espelho partido, por vezes.

    Abraço grande

    (NOrman Rockwell? Perco-me a ver as ilustrações dele)

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  8. Subscrevo este seu texto. A vida é mesmo um espelho.
    Devemo-nos ver bem nele para melhorarmos tudo o
    que for possível.
    Bom fim de semana.
    Bj.
    Irene Alves

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  9. Faz tempo que não me olho ao espelho. Ele já não me engana eu conheço-me bem.
    Um abraço e uma boa semana

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  10. É só para deixar um abraço grande

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  11. Belo texto, Alexandra!
    Reflexivo, profundo!
    Grande abraço e sucesso!

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Façam do meu espaço o vosso espaço, ousem comentar... eu ousarei responder! :)