quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

'E assim nasceu o menino'






"Quero tornar-me aquilo que sou: uma criança feita de luz." - Mansfield , Katherine


Se por entre palavras e linhas tanto digo, não é menos verdade que quase a beirar o final de mais um ano e já que celebramos o nascimento do menino, este texto é para ti.
Viver é uma viagem que nos leva ao encontro de alguém, a vida levou-me ao teu encontro, ao teu abraço, ao teu beijo, ao nosso entrelaçar de dedos e conversas que só nós percebemos.
O amor não se explica, o amor sente-se, sente-se no pulsar do coração que bombeia o sangue que mantém o corpo quente. 

Nunca será demais dizer o quanto te amo, o quanto gosto de ti. Fica mais um pouco junto a mim, para quê partir quando ainda há tanto por fazer.
Vives dentro de mim, hoje percebo que sempre viveste e que a vida... sim, a vida, encarregou-se de te materializar nesse corpo. Um corpo de homem-menino que apesar de todos os percalços e desilusões continua a acreditar que os sonhos comandam a vida. 
Este natal e, toda a minha vida, a única coisa que verdadeiramente posso partilhar contigo sou eu mesma. Vamos partilhar sonhos, planos, carinhos, escolhas e, fundamentalmente, amor! 
E nasceu o menino, um dia ele nasceu e ao mundo cor deu. Obrigada, Fernando! Obrigada por seres quem és! Obrigada por seres um dos pilares que dá ímpeto à minha força de viver. Obrigada, obrigada por um dia teres aberto a porta das oportunidades que somente o amor nos confere. 
Se viver é tudo isto e muito mais, sinto-me feliz porque vivi puramente aquilo que o comum dos mortais consegue viver.


Feliz Natal, meu amor para sempre e de sempre!


Alexandra 






segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

'Feliz Natal'







"Deus concedeu-nos o dom de viver; compete-nos a nós viver bem." Voltaire



Sabe bem viver quando viver significa respeito por todas as criaturas deste mundo que nos envolve e que seria um tanto ou quanto melhor caso os afectos fossem valorizados. A vida é um dom que desperdiçamos ao longo dos anos através de situações de desgaste e palavras proferidas ao vento que ferem e separam laços que somente Deus teria capacidade de quebrar.
Será que vivemos bem? Quantas vezes ao longo de um ano paramos para reflectir sobre cada evento que acontece no dia-a-dia? Dizemos aos outros que os amamos? Que temos saudades? Abraçamos e beijamos como seria desejável?
Fala-se muito de e sobre o natal, mas até que ponto o simbolismo deste é vivido e sentido no coração?
O esquecimento puro e duro é algo que assola a sociedade contemporânea. Uma pressa desmedida de viver que contorna estágios importantes à edificação da identidade individual, a identidade que todos temos ou que pelo menos deveríamos ter.
Perde-se demasiado tempo pelos meandros do julgamento, não se olha nos olhos, olha-se o chão. A inocência, que é feito dela? As crianças de hoje será que ainda são inocentes?
É fácil olhar para longe sem responder às necessidades imediatas e não imediatas do que existe por perto. Criam-se realidades paralelas, escapes fugazes que ao primeiro abanão caem por terra, atrai-se o passado e deste comodismo recambolesco não se avança. Algures há, uma qualquer lembrança, de que no dia 25 de Dezembro todos os esforços devem ser feitos como compensação dos 365 dias marcados por ausências e desencontros.
Estamos longe, caminhámos para lá de longe do verdadeiro significado do natal. Esquecemos inadvertidamente que o natal simboliza o nosso próprio nascimento, o inicio da nossa própria vida.
As provas e os contratempos servem para testar os alicerces da nossa "casa". Não, a vida não espera de nós acomodação ou paragem no tempo, espera que nunca esqueçamos quem partiu, espera que choremos por eles e por nós... espera que sejamos genuinamente felizes. Saber viver implica ter fé e confiança, apenas isso.


Desejo-vos um feliz Natal e um próspero ano 2014!


Um beijo e um abraço fraterno a tod@s!


Alexandra Martinho









sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

'Uma estúpida realidade de valores invertidos'





Numa altura em que tanto se fala do despertar da consciência humana, olho em redor, e vislumbro aquilo a que denomino de uma estúpida realidade de valores invertidos onde inadvertidamente saltam-se importantes etapas do amadurecimento da inteligência emocional de cada um. 
Por aí encontrei a imagem que ilustra o texto de hoje e que nos coloca a seguinte questão: Porque razão os relacionamentos terminam tão cedo? A resposta é desconfortável para a grande maioria, mas não será que além da concórdia podemos juntar uns outros quantos itens para complementar?
Manter um relacionamento é um "exercício" que requer esforço? Com o evoluir dos tempos e da sociedade o desenvolvimento individual e psíquico é muitas das vezes coagido pela força das massas. Queiramos ou não, o namoro é uma fase importante da vida onde através do outro nos descobrimos. Mas será vivida de forma correcta? E o casamento? Porque razão a palavra misogamia* está cada vez mais presente na nossa vida, no nosso vocabulário?
Estar com alguém, estabelecer laços íntimos com outra pessoa é dos acontecimentos mais gratificantes que ocorrem e com ele crescemos, cometemos erros, viramos páginas da nossa vida escritas com uma caneta partilhada.

Namorar não é morar de imediato sob o mesmo tecto, é conhecer o outro lentamente sem ter pressa de conhecer. Namorar é ter espaço de após uma discussão, ir cada um para sua casa, arrefecer os ânimos para mais tarde conversar restabelecendo o vínculo que por horas ficou suspenso. 
Que aconteceu à inocência do namoro? Onde ficou a descoberta do casamento? Vive-se tudo fora do tempo, confundem-se as águas e depois falam de rotina, de infidelidade. Não sabem viver, não sabem estar, querem tudo para o ontem e saltam... saltam de relacionamento em relacionamento por medo e auto-desconhecimento.

Defendem por aí que namoros longos originam divórcios prematuros, porém não é o tempo de namoro que dita o fim de um relacionamento, mas sim, a falta de um projecto de vida que norteie a vida do casal. 
Amar alguém para e além de nós é um treino constante às nossas capacidades e faculdades que se debatem numa convivência diária com defeitos, virtudes e manias que não as nossas. (Convém não esquecer as negociações e cedências.)

E quanto ao casamento... esqueçam a cerimónia, o contrato, o vestido, o fraque, os convidados e centrem-se na união, abram portas ao que realmente importa e que é tão somente o afecto, o laço, o projecto. 
Tenho esperança que um dia a frieza seja invertida e, por sinal, haja mais confiança e paciência para "dançar o tango"!

Termino com esta questão: Até que ponto a fuga de um compromisso não guarda em si o medo de ser magoado/a ou simplesmente, falta de amor? De um membro ou de ambos.

Votos de um bom fim-de-semana!



Alexandra






misogamia* aversão ao casamento 

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Porque não regressar?






A necessidade de ausência tem sido algo marcante nestas últimas semanas e acredito que a época que se aproxima reabriu a "ferida fresca" que teima em não sarar. A saudade, quantas saudades sinto algures no interior do meu coração. Gostava de poder dizer que estou bem, mas porque raio tenho fingir o que não sinto? Nas horas "mortas", momento em que agora escrevo, surge o espaço, o tempo vindo do além  em que disseco lentamente as diversas esferas da minha vida e é um facto... há muito que concertar, muito para deixar simplesmente repousar e porque não até chorar.

Para terminar deixo uma música que sempre gostei de ouvir, tem algo de especial que somente aos meus botões quero explicar.
Espero-vos bem, quero-vos bem!


Beijinho,


Alexandra