quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

'Cuidado com as verbalizações'








Nunca consegui perceber em pleno o que leva alguém a verbalizar que não aceita o outro, a chamar esse outro de aberração pelas suas opções de vida e mais grave por aquilo que ele ou ela é. Preocupo-me seriamente com este "não aceitar" que conduz a situações extremas de violência, incentivo ao ódio e uns quantos outros palavrões que as mentecaptas tem dificuldade de entender.
Apesar de vivermos em pleno século XXI, cheira-me, só porque sim, que a falta de respeito e educação é uma grave lacuna na sociedade Portuguesa. Uma sociedade cheia de "ai não me toques" para situações perfeitamente naturais e de muitos "likes" para o que é de facto errado e sujeito a condenação por violar aqueles direitos ESQUECIDOS que a todos assiste. 

Dá que pensar quando alguém utiliza redes sociais com o objectivo de disseminar pensamentos discriminatórios sobre realidades que desconhece, com a agravante de tais pensamentos serem corroborados por ferozes seguidores de fulana a ou fulano b

Pergunto-me onde estamos e para onde vamos? Parecendo que não, vivemos em plena escravidão, somos escravos da mediocridade que assola diariamente a nossa mente. Somos escravos da futilidade que navega diante dos nossos olhos e de todo este ilusionismo de rótulos que distanciam o eu do tu.

Chateia-me solenemente quando temos tudo para ser um povo esclarecido e somos, afinal, uma cambada de anormais preocupados com o que o vizinho do lado pensa ou deixa de pensar sobre aquilo que é ou não importante na NOSSA vida... excuse me?! Aliás, não percebo a razão pela qual se regurgita tanta informação de cariz pessoal e familiar para pessoas que "deixam tanto a desejar". Querem provar, demonstrar o quê?
Penso em conjunto com os meus botões de que é tempo de pôr em prática velhos hábitos e conselhos, começando logo por este que me ensinaram e aqui fica com todo o gosto: " Se tens vida, vive-a livremente. Se trabalhas, não divulgues os teus ganhos. Se tens sonhos, não os vendas a bandidos e os projectos, concretiza-os com a ponta dos teus dedos."

É preciso cuidado com as palavras, cuidado com as verbalizações dos pensamentos que pela mente navegam. Por agora fico-me por aqui...


Continuação de uma boa semana a todos!


Alexandra


5 comentários:

  1. A relação com as diferenças ainda é extremamente complexa, e precisamos da paciência de Jó! abração

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  2. Vivemos numa sociedade demasiada hipócrita que por mais tempo que passe sempre haverá mediocridades ,beijinhos Alexandra

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  3. Se aberração for no sentido de um erro, de uma má escolha, aí podemos verbalizar. Penso eu de que... Quer dizer, podemos se a pessoa nos for muito próxima. Se aquela pessoa optar por beber demasiado, por drogas. por outra coisa qualquer que só irá destruir-lhe o futuro penso que o verbalizar não é grave. Mas vai na volta perdi-me no sentido da coisa.

    Quanto ao resto do texto completamente de acordo. Principalmente nesta parte:
    "Chateia-me solenemente quando temos tudo para ser um povo esclarecido e somos, afinal, uma cambada de anormais preocupados com o que o vizinho do lado pensa ou deixa de pensar sobre aquilo que é ou não importante na NOSSA vida"

    Beijinho, Alexandra.

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  4. Concordo com o teu parecer que, como sempre, nos dás a conhecer com objetividade e frontalidade.

    Contudo, saliento o 4º parágrafo. Há nele toda uma inquietação igual à que tenho.

    Obrigada por me acompanhares. :))

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