segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

'Parabéns velhote'








Com toda a certeza o dia de hoje seria marcado pelas tuas histórias rocambolescas e gargalhadas que, só tu, sabias dar. De humor selecto preenchias a nossa vida com o que de melhor ela tem para nos oferecer, amor incondicional. Esse amor que junto a nós ficou na hora da tua partida.
Saudades de ti, meu querido! Saudades que nunca deixarão de existir porque há gente que fica na história da gente para todo o sempre.
Continuo a construir aquilo que começámos, porque sempre fomos uma dupla, porque sempre estiveste ao meu lado nos momentos de aperto, de felicidade, de realização.
Seriam 83 anos, um almoço animado, uma tarde de histórias... carrego-te no meu coração , no meu pensamento, na minha vida.
Não te aborreças quando choro, nem que ainda sinta dor. Obrigada, obrigada por teres sido mais que um avô, um pai. Obrigada por me teres dado colo na mais dura batalha da minha vida que, com garra, e determinação venci.



Que passes um dia feliz. Parabéns avô!



Para ti esta música...



9 comentários:

  1. Parabéns para ele então!!!!

    No meu cantinho estamos em festa de aniversário com sorteio e novidades,convido-te a dar um saltinho até lá!!!
    Beijinhos
    Maria

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  2. Posso associar-me, Alexandra?
    É que sinto muitas saudades do meu 'velhote'.

    Beijinho para ti.
    Boa semana.

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  3. Seja em que plano fôr que o seu avô se encontre decerto vai sentir muito orgulho da neta que tanto amou.
    Um abraço e uma boa semana

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  4. Para mim avô tem um significado muito especial. Vivi os primeiros sete anos da minha vida na Madeira em casa dos meus avós, enquanto os meus pais viviam aqui em Lisboa. Portanto vejo o meu avô como um pai mais velhote que a tudo me dizia que sim. Um dizer que sim com regras. O colo do meu avô no final do dia, brincar com as mãos calejadas, eram o meu brinquedo preferido. Deixava-me ficar ali com uma paciência impossível de descrever. Foi ele que me passou valores e princípios. Foi ele que me ensinou a respeitar a palavra liberdade. Foi ele que me fez perceber que por detrás de um homem muito alto e com ar um pouco antip+atico pode exitir um coração de manteiga. O meu avô tnha esse coração de manteiga, ninguém sabia, ninguém desconfiava, só eu tive o privilégio de conhecer esse seu lado. A minha avó talvez tenha conhecido também, mas muito menos.

    Só por isso gostei muito deste seu texto e adorei o título. Não são velhos, são velhotes. Coisas minhas.

    Tenha uma óptima semana, Alexandra.

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  5. Um dia mercado pelas saudades que tantas recordações trazem ,infelizmente não pode estar presente fisicamente ,mas certamente estará orgulhoso da neta que tem ,muitos beijinhos Alexandra

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  6. Olá, Alexandra :)
    Desculpe não aparecer há imenso tempo. Este computador não anda grande coisa e tenho tido falhas de sinal de net também :)

    Acho tão bonito ver as pessoas recordarem assim os avós. Tenho pena de não ter essas referências... Aliás, as minhas únicas grandes referências são o meu tio (a maior de todas, por ser o mais parecido comigo), a minha mãe e talvez um pouco o meu pai (todos já falecidos) e alguns professores que tive (um em especial)... De resto, os meus avós maternos faleceram quando eu era muito pequena (7 anos, quando foi a minha avó e 9, quando foi o meu avô) e pouco me lembro deles, até porque viviam um bocado longe.

    A minha avó paterna ficou viúva quando o meu pai tinha apenas 4 meses, voltou a casar quando o meu pai tinha 4 anos e sempre chamei avô ao padrasto dele. A minha avó faleceu quando eu tinha 15 e, sinceramente, não guardo assim uma grande boa lembrança dela. Era uma pessoa demasiado fechada que nunca se adaptou à evolução dos tempos e não percebia porque é que eu tinha que estudar e não tinha ido aprender costura depois de ter feito a 4ª classe. "Os moços é que estudam. As moças fica mal irem para o estudo!", dizia ela.

    E se calhar, aquele de quem acabo por guardar melhor recordação é o meu avô "postiço", o segundo marido dela, que faleceu há coisa de 3 anos, aos 104. Havia dois anos que não o via. Ia pouco para aquele lado. A última vez que o tinha visto foi numa das poucas reuniões familiares para que me convidavam... Estava ele todo jovial (já com 102 anos) de cigarro na boca e de vez em quando dizia "Agora se calhar já não vale a pena deixar de fumar... " E nós rimos :) LOL... É a última imagem que guardo dele :)

    Um beijinho, Alexandra :)

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    1. Obrigada por todos os comentários que aqui deixaram. Tenho imensas saudades do meu avô, mas neste momento já começo a conseguir lidar com a ausência dele. Por incrivel que pareça apenas chorei quando escrevi este texto. Foi um homem que deixou no meu coração amor e carinho, ensinou-me que mais que ser mulher é preciso saber ser um ser humano que não deixa por mãos alheias os sonhos que alimenta.

      Um beijinho para tod@s, gosto de vos ter por cá!

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  7. Só para deixar um abraço grande, por vezes as palavras são dispensáveis.

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Façam do meu espaço o vosso espaço, ousem comentar... eu ousarei responder! :)