quinta-feira, 28 de agosto de 2014

"Viver é perder cascas continuamente!"







Ao deparar-me com a afirmação que serve de título a este texto, achei que era o momento ideal de abordar o tema "família".
Podemos definir a palavra família como sendo o conjunto de estruturas e exigências funcionais invisíveis que organiza a interacção dos seus membros estabelecendo laços afectivos e de parentesco entre si. Os laços afectivos permitem que os indivíduos permaneçam ligados moralmente, materialmente e reciprocamente durante a vida e várias gerações. Na família, com a família aprendemos a estar, a viver, a ser!

Já há algum tempo que pretendia escrever sobre esta temática, no entanto, sempre que o tentava sentia os meus dedos dormentes. Não era o momento ideal. Não era altura. Porquê? Porque há dores que somente eu sei o quanto doem. Cá dentro. Naquele sitio em que ninguém mexe, apenas bate, apenas sinto. O meu coração!

Vou colocar-me do lado de fora da minha casa. É agora. Quero falar deles, sobre eles! O que vejo? Duas mulheres, três homens e cada um deles com a sua dor. A avó, uma senhora de rosto marcado pelas rugas que nos seus oitenta anos de existência revelam sofrimento. A dor da perda de um companheiro de vida. O meu avô.
A mãe, uma mulher de cinquenta e cinco que aos quarenta e dois se viu sozinha com dois filhos ainda menores para educar e sustentar. Porquê? Porque o pai talvez tivesse percebido que aquele não era o caminho, que ali não era feliz. Ou, quem sabe, pensou que os momentos de diversão e escape nunca seriam descobertos.
O mano, o mano que aos vinte e dois anos prepara-se para terminar o curso de ciências agrárias. O mano que foi obrigado a crescer. O mano que lembranças da vida familiar diz não ter. O mano que tanto engole e eu, bem sei que ele tanto quer chorar.
E, por fim, o companheiro. O meu. Homem de palavra a quem os contratempos da vida ceifaram anos de vida. 

É, gente sofrida que é a minha família. Gente sofrida, mas gente de bem.

De maneira fria e distante olho para todos eles, porque somente dessa maneira consigo escrever sobre vocês.
Nesta casa desceu o pano negro. O luto cerrado que acalenta os corações de quem ainda chora a partida. Luto após luto, perda após perda. Não é necessário morrer para haver luto. Basta partir. São laços que se quebram e projectos de vida que ficam por isso mesmo, projectos!
Posso não ser a melhor pessoa do mundo. Escrever bem não revela carácter. Mas não deixa de ser verdade que quando vos olho vejo além do perceptível.

Cansaço. Ninguém imagina o quanto todos vós estão cansados. Ninguém percebe. Ninguém verdadeiramente vos ouve. Caminhar e viver pode cansar. E o cansaço ceifou quem muito amávamos para o descanso eterno. Percebo isso. Com toda a certeza que hoje o percebo.

A minha família não é perfeita. Pessoas perfeitas existirão? Não sei! Apenas que aqui não mora a desfuncionalidade, mas mora a dor. Mora o descontentamento e a interrogação daqueles que se sentem injustiçados. Basta olhar para o percurso de cada um, porque aí reside a razão de ser aquilo que se é.
Ainda hoje a mãe dizia que durante uma vida viveu de protocolos. Ainda hoje a avó dizia que sentia saudade. Ainda hoje o mano dizia que estava na altura de ir embora novamente. Ainda hoje o companheiro dizia que estava assim, assim. Ainda hoje eu pensei seria que cada um de vós pudesse ser entendido como de facto merece.

Amo-vos tanto! Mas sinto-me cansada! Desculpem se não consigo atender às vossas necessidades. Desculpem se não tenho sido a Alexandra de sempre. É isto, estou cansada. Cansada de tanto lutar. Quero-vos bem... quero-vos assim!


Alexandra 







quinta-feira, 21 de agosto de 2014

"Homens e mulheres, Marte e Vénus - Aprender a ouvir"






"A reclamação mais freqüentemente expressa pelas mulheres sobre os homens é a de que eles não
sabem ouvir. Ou um homem ignora completamente quando ela fala com ele, ou ele ouve por alguns
momentos, fica ciente do que a está aborrecendo e então orgulhosamente põe o seu boné de sr.  Conserta-Tudo e oferece-lhe soluções para ela sentir-se melhor. Fica confuso quando ela não aprecia esse gesto de amor. Não importa o número de vezes que ela lhe diga que ele não a está a ouvir, ele não entende e continua a fazer a mesma coisa. Ela apenas deseja empatia, mas ele pensa que ela quer soluções.
A reclamação mais freqüentemente expressa pelos homens sobre as mulheres é a de que elas estão sempre a tentar mudá-lo. Quando uma mulher ama um homem, ela sente-se responsável por assisti- lo em seu crescimento e tenta ajudá-lo a melhorar o modo como ele faz as coisas. Cria como que um comitê para o progresso da casa, tornando-o no seu foco principal de acção. Não importa o quanto ele resiste à sua ajuda, ela persiste e espera por qualquer oportunidade para ajudá- lo ou dizer o que deve fazer. Pensa que o acalenta, mas aquilo que ele sente é controlo quando o que mais deseja é ser aceite como é. 


Os homens, no entanto, precisam lembrar-se que as mulheres conversam sobre problemas para se aproximarem e não para conseguirem soluções. Muitas vezes quer somente compartilhar seus sentimentos sobre o seu dia, e o seu marido ou namorado, interrompe-a oferecendo uma série de soluções para os seus problemas ou minimizando aquilo que ela possa estar a sentir. Não tem a menor ideia da razão do seu aborrecimento.

Por exemplo, Mary chega a casa depois de um dia cansativo e aquilo que ela quer é precisamente compartilhar os seus sentimentos sobre o seu dia.

Ela diz, "Há tanto para fazer; que não tenho tempo nenhum para mim mesma".

Tom diz, "Devias sair daquele emprego.  Não tens que trabalhar tanto. Procura alguma coisa que gostes de fazer".

Mary retruca, "Mas eu gosto do meu trabalho. Eles apenas esperam que eu mude tudo de um momento para o outro".

Tom diz, "Não lhes dês importância. Faz somente o que podes fazer".

Mary diz, "Eu faço! E não posso acreditar que esqueci-me completamente de ligar para minha
tia hoje".

Tom diz, "Não te preocupes com isso agora, ela vai entender".

Mary diz, "Por acaso sabes o que ela está a passar? Ela precisa de mim".

Tom diz, "Preocupas-te demais, é por isso que estás tão infeliz".

Mary diz nervosa, "Não estou sempre infeliz. Não podes ouvir-me, simplesmente?"

Tom diz, "Estou a ouvir".

Mary diz, "Porque é que eu importo-me?".




Depois desta conversa, Mary estava ainda mais frustrada do que quando chegou em casa ansiosa
por intimidade e companheirismo. Tom também estava frustrado e não tinha a menor ideia do que estava errado. Ele queria ajudar, mas a sua táctica resolve-problemas não funcionou. Sem saber da dinâmica existente entre o sexo feminino, Tom não entendia o quanto era importante somente ouvir sem
oferecer soluções.  As suas soluções só pioraram as coisas. As mulheres nunca oferecem soluções quando alguém está a falar. Uma maneira de honrar a outra mulher é ouvir pacientemente com empatia, ambicionando verdadeiramente entender os sentimentos da outra. Tom não fazia ideia de que bastava ouvir com empatia enquanto Mary expressava os seus sentimentos para causar-lhe uma satisfação e um alívio tremendos. Quando Tom percebeu o quanto ela precisava conversar, gradualmente aprendeu a ouvir. 
Hoje, quando Mary vem para casa cansada e exausta, as conversas entre eles são diferentes. São assim:

Mary diz, "Há tanto que fazer. Não tenho tempo para mim".

Tom respira fundo, relaxa ao expirar, e diz, "Hum, parece que tiveste um dia difícil".

Mary diz, "Eles querem que altere tudo de um momento para o outro. E não sei o que fazer".
Tom faz uma pausa e então diz, "Hmmm".
Mary diz, "Até esqueci de ligar para a minha tia".
Tom diz com uma pequena franzida de testa, "Oh, não". Mary diz, "Ela precisa tanto de mim agora. Sinto-me tão mal".

Tom diz, "És um anjo. Vem cá, deixa-me abraçar-te".

Tom abraça Mary e ela relaxa nos seus braços com um grande suspiro de alívio. Ela diz, "Adoro conversar contigo. Fazes-me realmente feliz. Obrigada por me ouvires. Sinto-me melhor". 
Não só Mary mas também Tom se sentiu melhor. Ficou surpreendido com o quanto a sua esposa ficou mais feliz quando ele finalmente aprendeu a ouvir. Com essa nova consciência das suas diferenças, Tom aprendeu a arte de escutar sem oferecer soluções enquanto Mary aprendeu a arte de deixar acontecer e aceitar sem oferecer conselhos ou críticas não solicitadas. Para resumir os dois erros mais comuns que cometemos em relacionamentos:

1. Um homem tenta mudar os sentimentos da mulher quando ela está aborrecida tornando- se o sr. Conserta-Tudo e oferecendo soluções para os seus problemas que invalidam os sentimentos dela.

2. Uma mulher tenta mudar o comportamento de um homem quando ele comete erros tornando- se o comitê para o progresso da casa e oferecendo conselhos e críticas não solicitadas."



Muito embora os diálogos introduzidos pelo autor possam parecer forçados, o que é certo é que o que aqui está descrito é uma realidade mais ou menos presente na vida de cada um. Dá que pensar, não acham?

Votos de uma excelente quinta-feira!


Alexandra

terça-feira, 19 de agosto de 2014

"Homens e mulheres, Marte e Vénus - Testemunho do autor"







Antes de prosseguir com a publicação de algumas partes do livro que ontem dei a conhecer sobre relacionamentos humanos. Creio que é sensato no post de hoje deixar o testemunho do próprio autor e a razão pela qual ele escreveu e outros livros sobre o tema.




"Uma semana depois do nascimento da minha filha Lauren, Bonnie (a minha mulher) e eu estávamos completamente exaustos. Todas as noites Lauren acordáva-nos e Bonnie que tinha sido dilacerada durante o parto precisava de tomar analgésicos. Mal conseguia andar.
Depois de permanecer cinco dias em casa para ajudar, regressei ao trabalho. Ela parecia estar a melhorar.
Um dia enquanto eu estava fora, ficou sem analgésicos. Em vez de ligar para o meu consultório, pediu a um dos meus irmãos, que estava de visita em nossa casa, para comprar mais. O meu irmão, no entanto, não regressou com os comprimidos. Conseqüentemente, ela passou o dia todo com dores, cuidando de um recém nascido.
Não tendo a menor ideia de que o dia tinha sido tão terrível. Quando voltei para casa, ela encontrava-se muito perturbada. Interpretei mal a causa do seu sofrimento e achei que me estivesse a culpar pelo sucedido.
Ela disse, "Fiquei com dores o dia todo... fiquei sem analgésicos. Estou encalhada na cama e ninguém liga!". Defensivamente, reagi "Porque não ligaste?".
Ela respondeu, "Pedi ao teu irmão, mas ele esqueceu! Esperei-o o dia todo. O que devo fazer? Mal posso andar. Sinto-me tão desamparada!"
Neste ponto explodi. Meu pavio também estava muito curto naquele dia. Estava com raiva porque ela não me tinha ligado. Fiquei furioso porque ela estava-me a culpar quando eu nem sabia que estava com dores. Depois de trocar algumas palavras ásperas, dirigi-me à porta para sair. Estava cansado, irascível, e já tinha ouvido o suficiente. Ambos alcançámos os nossos limites.
Naquele momento, no entanto, algo começou a acontecer e que iria mudar a minha vida. Bonnie falou, "Pára, por favor, não vás. Esta é a altura em que mais preciso de ti. Estou com dores. Não durmo há dias. Por favor, ouve-me".


Parei por um minuto para ouvir.


Ela disse, "John Gray, só sabes ser amigo nas horas boas! Desde que eu seja a doce, a amável Bonnie, estás aqui para mim, mas logo que eu deixo o ser, sais por aquela porta".
Então ela fez uma pausa, e os seus olhos encheram-se de lágrimas. Enquanto o seu tom de voz mudava, ela disse, "Agora mesmo estou com dores. Não tenho nada para dar, e é quando eu mais preciso de ti. Por favor, vem até aqui e abraça-me. Não precisas falar. Só preciso sentir os teus braços em volta de mim. Por favor, não vás". Aproximei-me e silenciosamente abracei-a. Chorou nos meus braços. E depois de alguns minutos, agradeceu-me por não ter ido embora. Contou-me que só precisava sentir-me abraçando-a.
Naquele momento percebi o verdadeiro significado do amor incondicional. Eu que sempre me considerei uma pessoa amável. Ela estava certa. Tinha sido até então um amigo das horas boas. Se ela estivesse feliz e agradável, eu a amava de volta. Mas se ela estivesse infeliz ou perturbada, sentia-me culpado e então discutia ou me distanciava.
Naquele dia, pela primeira vez, não a deixei. Fiquei, e foi ótimo. Consegui dar quando ela realmente precisou de mim. Isto a verdadeira forma do amor. Importar com a outra pessoa. Confiar no nosso amor. Estar lá na hora de necessidade. Maravilhei-me com a facilidade que tive para ampará-la quando me foi mostrado o caminho. Como nunca fui capaz de entender isto? Outra mulher seria capaz de entender as necessidades da minha mulher, instintivamente.
Após esta situação reaprendi a relacionar-me com a minha esposa porque compreendi as diferenças que existem entre ambos os sexos. Nos meus relacionamentos anteriores, comportava-me de forma indiferente e inamistosa nos momentos difíceis porque não sabia mais o que fazer. Como resultado, o meu primeiro casamento tinha sido bastante doloroso e difícil. Este incidente com Bonnie revelou-me como era possível mudar este padrão de ruptura. Inspirou os meus sete anos de pesquisa para ajudar a desenvolver e refinar os insights sobre homens e mulheres neste livro. Aprendendo em termos tão práticos e específicos sobre como homens e mulheres são diferentes, eu repentinamente comecei a dar-me conta de que um casamento não tem que ser uma luta tão grande. Com essa nova consciência das diferenças existentes, Bonnie e eu pudemos melhorar significativamente a nossa comunicação e desfrutar mais um do outro.
Apesar de todos concordarem que homens e mulheres são diferentes, o como são diferentes está ainda indefinido para a maioria das pessoas. Muitos livros nos últimos dez anos tomaram a dianteira deste assunto, tentando definir essas diferenças. Ainda que avanços importantes tenham sido feitos, muitos livros são unilaterais reforçando a desconfiança e ressentimento em relação ao sexo oposto. Um sexo é geralmente visto como vitimizado pelo outro. Um guia definitivo que explicasse que homens e mulheres saudáveis são diferentes era necessário.



Para melhorar as relações entre os sexos é necessária uma compreensão das nossas diferenças que eleve a auto-estima e a dignidade pessoal enquanto inspira confiança mútua, responsabilidade pessoal, cooperação crescente e mais amor.
Acredito que qualquer um pode beneficiar dos insights contidos neste livro. A única reação negativa que ouço dos participantes dos meus seminários, no meu consultório e nas cartas que recebo é "Gostaria que alguém tivesse dito isto antes". Nunca é tarde para colocar amor na nossa vida.
Só é preciso aprender uma nova maneira. É um prazer dividir o saber de que Homens são de Marte, Mulheres são de Vênus. Para que possamos sempre crescer em sabedoria e amor. Que as taxas de divórcios diminua e o número de casamentos felizes aumente. As Nossas crianças merecem um mundo melhor.


John Gray


15 de novembro de 1991 Mill Valley, Califórnia"








Uma excelente terça-feira a tod@s!

Alexandra










segunda-feira, 18 de agosto de 2014

"Homens e mulheres, Marte e Vénus - Universos distintos a entender"







As minhas próximas publicações terão por intuito dar a conhecer um livro que aborda a temática relacionamentos com exemplos claros de como e quando erramos ao nos relacionarmos com o outro. Num tempo em que tanto se olha para a situação económica do país, já alguém se preocupou em saber como está a vida sentimental de cada um? Não!  Na verdade, falar de sentimentos ou de relacionamentos é coisa para gente lamechas. Mas é um facto, uma verdade que são os laços afectivos que dão cor à nossa vida. Espero sinceramente que gostem do que aqui trarei e porque não adoptar algumas dessas medidas. Quero salientar que uma coisa são relacionamentos saudáveis, outra são destrutivos. Os relacionamentos saudáveis entre duas pessoas oriundas de criações e com personalidades distintas é composto por altos e baixos. Pode falhar a comunicação. Pode haver desconexão emocional mais ou menos temporário. Mas não acabando o amor, o sentimento, há que trabalhar e saber ouvir o outro em prol da harmonia.



" Quando um homem ama uma mulher e a mulher ama um homem"


"Quando um homem se apaixona por uma mulher é como se ele tivesse sido atingido por um raio, e num momento
de glória a sua vida viu-se transformada para sempre. Pela primeira vez na vida começou importar-se com mais alguém que não ele. A vida ganhou um novo significado. O homem desde sempre foi treinado para dar a si mesmo, porém com a descoberta do amor entendeu que dar a si mesmo só por si, não era tão gratificante como outrora.
Na maioria dos desportos hoje podemos ver uma extensão do código competitivo que rege a essência masculina. 
Por exemplo, no tênis, eu não só quero ganhar, mas também tentar fazer o meu parceiro perder, jogar ao ponto de ser difícil para ele devolver as minhas jogadas. Divirto-me ganhando, apesar do outro perder. Grande parte das atitudes masculinas tem um lugar na vida, porém a atitude do ganhar/perder torna-se nociva nos nossos relacionamentos íntimos. Se eu busco a satisfação das minhas próprias necessidades à custa da minha parceira, certamente experimentaremos infelicidade, ressentimento e conflito. O segredo de formar um relacionamento de sucesso é que ambas as partes vençam.

A linguagem não-verbal é fundamental no período de encantamento e sim, instintivamente muitas mulheres sabem como utilizar essa linguagem. A mulher escolhe o seu parceiro e sem dizer transmite-lhe a mensagem "é contigo que quero ser feliz!" Este "convite" motiva e fortalece o homem a dar tudo o que tem de seu àquela mulher. 
Superado o medo de se iniciar o relacionamento, com o desenrolar deste e com a acumulação de problemas a mulher deixará de emanar a  mensagem não verbal que o fez aproximar e ficar,  negligenciando esse acto que continua a ser importante para ele.

Quando um homem está apaixonado,  fica motivado a ser o melhor que puder a fim de servir os outros. De coração aberto, sente-se tão autoconfiante que é capaz de fazer mudanças importantes. E quando lhe é dada a oportunidade de provar o seu potencial, um homem dá o melhor de si. Mas quando sente que pode não ter sucesso é que regressa para suas velhas fórmulas egoístas.
Apaixonado, importa-se tanto com outra pessoa quanto consigo mesmo. Liberta-se das correntes castradoras do auto-referenciamento.
Experimenta a satisfação da sua parceira como se fosse a sua própria satisfação. Pode facilmente suportar qualquer adversidade para fazê- la feliz porque a felicidade dela o faz feliz. As suas lutas tornam-se mais fáceis. Ele se vê fortalecido com este propósito mais elevado.

Para experimentar satisfação, ele precisará começar a viver a sua vida motivado pelo amor. Dar a si mesmo de tal maneira livre e altruísta o libertará da inércia da autogratificação desprovida de preocupação com os outros. Mesmo que ele ainda precise receber amor,  a sua necessidade maior será a de dar amor. A maioria dos homens anseia doar amor está faminta por isso.
O problema aparece quando raramente estes homens testemunharam, observaram os seus pais satisfazendo as suas mães com sucesso. O resultado disso é que eles não sabem que uma das maiores fontes de satisfação para um homem pode vir através do se dar, do relacionamento que constrói. Quando os relacionamentos fracassam, ele fica deprimido e refugia-se na sua caverna. Deixa de se importar e não sabe por que está tão deprimido.
Nestes momentos retira-se dos relacionamentos ou da intimidade e permanece enfiado na sua "caverna". Pergunta qual o sentido de tudo aquilo acontecer, e por que razão ainda se deve importar. Desconhece que não se importa porque não se sente necessário. Quando um homem sente que não faz uma diferença positiva na vida da pessoa que ama é difícil para ele continuar a importar-se com a sua própria vida e seus relacionamentos. Édifícil ficar motivado quando não é necessário. Para se tornar motivado uma vez mais ele precisa
sentir-se apreciado, sentir que tem a confiança dela e que é aceite. Não ser necessário é uma morte lenta para um homem.


Quando uma mulher se apaixona por um homem o processo de encantamento é basicamente idêntico ao acima descrito, porém a grande maioria da classe masculina desconhece, tem pouca consciência da importância que as mulheres atribuem a quem as apoia e realmente se importa com aquilo que elas sentem. Quando uma mulher está aborrecida, indefesa, confusa, exausta ou desesperançada, o que ela mais precisa é de companheirismo. Precisa sentir que não está sozinha. Precisa sentir-se amada e acalentada.
Empatia, compreensão, validação e compaixão são palavras de grande auxílio para ajudá-la a tornar-se mais receptiva e a apreciar mais o apoio dele. Os homens não percebem isso porque os seus instintos masculinos dizem que é melhor ficar sozinho quando estão aborrecidos. Quando ela está aborrecida, ele desrespeitosamente a deixará sozinha, ou, se ele ficar, piorará as coisas tentando resolver os problemas dela. Instintivamente não se dá conta do quanto a proximidade, a intimidade e a participação é importante para ela. O que ela mais precisa é de alguém para a OUVIR.
Quando a mulher tem a oportunidade de falar abertamente sobre os seus sentimentos sem que a interrompam ou invalidem o que sente, ela relembra-se de que é merecedora de receber amor e que as suas necessidades serão satisfeitas pelo homem que a ama. Deixa de acusar o homem pela sua infelicidade e reconecta-se uma vez mais ao seu parceiro.
Os homens devem aprender a ouvir, mesmo que numa primeira instancia a conversa lhes pareça em tom de acusação. O sexo feminino é commumente conhecido por ser extremamente falador, na verdade, o acto de falar liberta as mulheres do "fardo da depressão", do excesso de obrigações que trazem dentro de si mesmas. Doar-se ao outro é uma característica inerente do sexo feminino, porém os limites devem ser estabelecidos para que não se perca o respeito pelo parceiro e por si mesma..."




Amanhã há mais...


Continuação de uma boa tarde de segunda-feira


Alexandra









sábado, 16 de agosto de 2014

"Compreender o outro é o primeiro ato para atrair compreensão para si mesmo."







Num momento em que analiso todos os eventos que têm decorrido nestes últimos longos anos, num momento em que todos os meus silêncios são fruto de algumas mágoas que guardo dentro de mim, penso ser esta a altura ideal para escrever um texto de carácter intimista. Um texto que fale sem falar de mim.
Não pretendo escrever palavras vãs que entoem no céu, nem ficar à deriva num rumo qualquer.
Sentada no chão e à minha frente com uma balança coloco nos seus dois pratos  a tristeza, a perda, a lágrima, felicidade e conquista de tudo aquilo fui adquirindo ao longo de um tempo a que tanto devo.
O brilho do olhar invadido pela tristeza, pela dor da ferida, não olha mais em redor, não consegue sentir compaixão, generosidade, empatia por aquilo que o outro sente. Todo este acumular, todo este engolir em seco de insatisfações azedam o coração. Para quê falar quando o que é falado obtém o rótulo de crises existenciais? Para quê falar se o que é sempre mais importante é aquilo que lá fora podem dizer ou pensar. E os comentários genuinamente positivos e as palavras genuinamente afectuosas, onde ficaram? 
Apesar de todas as atribulações tenho-me debatido diariamente por fazer face, estar atenta às necessidades do outro. Fazer, proporcionar ao outro momentos de felicidade, de segurança emocional... mas, e eu? Onde fico, onde estou?
Nada nesta vida é uma questão de sorte, podemos ter a sorte de encontrar alguém especial e que esse mesmo alguém se apaixone por nós, mas depois para que esse laço se fortaleça e cresça é necessário foco, dedicação, abdicação e tantas outras palavras que postas em acção fazem toda a diferença. A diferença necessária para que ambos se sintam seguros e felizes num laço, que a junção de duas realidades, duas heranças distintas podem proporcionar. 
Um relacionamento é construído com muito diálogo, abnegação, companheirismo e sentimentos genuínos que não permitem intromissões vindas de terceiros. 
Sabemos de ante-mão que ninguém está emocionalmente disponível, receptivo às demandas de um relacionamento/ necessidades do parceiro 24h por dia, 7 dias por semana, mas há que fazer o esforço, não podemos ignorar os apelos do outro e pensar que o tempo tudo resolve. O tempo muitas vezes apenas traz afastamento, desentendimento e confusão porque não há de facto tempo para dialogar.

Para terminar deixo o excerto de um texto que define de forma clara uma relação pautada pela segurança emocional: 

"E o que é que caracteriza uma ligação segura? Resumidamente, é a capacidade de "estar lá" para o outro. Estar lá sempre, estar lá quando é preciso, estar lá para as necessidades afetivas, ser capaz de dar resposta aos apelos da pessoa amada, ser capaz de reconhecer as suas chamadas de atenção e colocar essas necessidades no topo das prioridades.
Quando uma pessoa conta com este tipo de apoio, quando sabe que há alguém que vai estar "lá", que vai colocá-la sempre em primeiro lugar, que vai prestar atenção, dar colo, dar afeto, mostrar-lhe que é importante, que é especial, sente-se ligada. Não é amarrada. Não é aprisionada. É ligada. As pessoas que são felizes no casamento, no namoro sentem-se genuinamente ligadas. Porque aquilo que têm é especial e fá-las sentirem-se especiais. É verdade. Até o sexo é diferente - é especial - quando se constrói uma ligação assim. Não é SEMPRE
tudo bom. Não é sempre um mar de rosas. Mas é maioritariamente muito bom. A pessoa sente-se livre, sente-se acolhida, sente que, ao lado da outra, pode ser quem é, pode explorar os seus sonhos e as suas fantasias, e não quer abdicar disso por nada deste mundo. Nem sequer por um pedaço de mau caminho."








Tens sido um companheiro exemplar e em tudo me tens ajudado, mas sinto falta, saudades (muitas) do homem que era intocável, que não deixava que nada ou alguém me tocasse! A vida que temos construído com avanços e recuos não tem sido perfeita, porque nem tu e eu o somos, mas não é menos verdade que neste momento me sinto muito... sinto-me só mesmo quando estou acompanhada na tua ou em outra companhia. Um vazio talvez, uma dor, e estas palavras não sendo para magoar apenas quero com elas dizer, apelar que sinto falta do colo que me davas e de todas aquelas palavras genuinamente carinhosas para quais, hoje, pareces não ter tempo de dizer. Espero poder um dia, quem sabe, rever esse mesmo homem. 



Alexandra






sábado, 2 de agosto de 2014

'Uma música, um fim-de-semana'








Esta música, esta voz acompanha-me há mais de quatro e está no top list de músicas que marcaram a minha vida. Porque o fim-de-semana está entre nós e porque é tempo de relaxar, ouçam esta pérola e fiquem bem.



Bom fim-de-semana!


Alexandra