segunda-feira, 18 de agosto de 2014

"Homens e mulheres, Marte e Vénus - Universos distintos a entender"







As minhas próximas publicações terão por intuito dar a conhecer um livro que aborda a temática relacionamentos com exemplos claros de como e quando erramos ao nos relacionarmos com o outro. Num tempo em que tanto se olha para a situação económica do país, já alguém se preocupou em saber como está a vida sentimental de cada um? Não!  Na verdade, falar de sentimentos ou de relacionamentos é coisa para gente lamechas. Mas é um facto, uma verdade que são os laços afectivos que dão cor à nossa vida. Espero sinceramente que gostem do que aqui trarei e porque não adoptar algumas dessas medidas. Quero salientar que uma coisa são relacionamentos saudáveis, outra são destrutivos. Os relacionamentos saudáveis entre duas pessoas oriundas de criações e com personalidades distintas é composto por altos e baixos. Pode falhar a comunicação. Pode haver desconexão emocional mais ou menos temporário. Mas não acabando o amor, o sentimento, há que trabalhar e saber ouvir o outro em prol da harmonia.



" Quando um homem ama uma mulher e a mulher ama um homem"


"Quando um homem se apaixona por uma mulher é como se ele tivesse sido atingido por um raio, e num momento
de glória a sua vida viu-se transformada para sempre. Pela primeira vez na vida começou importar-se com mais alguém que não ele. A vida ganhou um novo significado. O homem desde sempre foi treinado para dar a si mesmo, porém com a descoberta do amor entendeu que dar a si mesmo só por si, não era tão gratificante como outrora.
Na maioria dos desportos hoje podemos ver uma extensão do código competitivo que rege a essência masculina. 
Por exemplo, no tênis, eu não só quero ganhar, mas também tentar fazer o meu parceiro perder, jogar ao ponto de ser difícil para ele devolver as minhas jogadas. Divirto-me ganhando, apesar do outro perder. Grande parte das atitudes masculinas tem um lugar na vida, porém a atitude do ganhar/perder torna-se nociva nos nossos relacionamentos íntimos. Se eu busco a satisfação das minhas próprias necessidades à custa da minha parceira, certamente experimentaremos infelicidade, ressentimento e conflito. O segredo de formar um relacionamento de sucesso é que ambas as partes vençam.

A linguagem não-verbal é fundamental no período de encantamento e sim, instintivamente muitas mulheres sabem como utilizar essa linguagem. A mulher escolhe o seu parceiro e sem dizer transmite-lhe a mensagem "é contigo que quero ser feliz!" Este "convite" motiva e fortalece o homem a dar tudo o que tem de seu àquela mulher. 
Superado o medo de se iniciar o relacionamento, com o desenrolar deste e com a acumulação de problemas a mulher deixará de emanar a  mensagem não verbal que o fez aproximar e ficar,  negligenciando esse acto que continua a ser importante para ele.

Quando um homem está apaixonado,  fica motivado a ser o melhor que puder a fim de servir os outros. De coração aberto, sente-se tão autoconfiante que é capaz de fazer mudanças importantes. E quando lhe é dada a oportunidade de provar o seu potencial, um homem dá o melhor de si. Mas quando sente que pode não ter sucesso é que regressa para suas velhas fórmulas egoístas.
Apaixonado, importa-se tanto com outra pessoa quanto consigo mesmo. Liberta-se das correntes castradoras do auto-referenciamento.
Experimenta a satisfação da sua parceira como se fosse a sua própria satisfação. Pode facilmente suportar qualquer adversidade para fazê- la feliz porque a felicidade dela o faz feliz. As suas lutas tornam-se mais fáceis. Ele se vê fortalecido com este propósito mais elevado.

Para experimentar satisfação, ele precisará começar a viver a sua vida motivado pelo amor. Dar a si mesmo de tal maneira livre e altruísta o libertará da inércia da autogratificação desprovida de preocupação com os outros. Mesmo que ele ainda precise receber amor,  a sua necessidade maior será a de dar amor. A maioria dos homens anseia doar amor está faminta por isso.
O problema aparece quando raramente estes homens testemunharam, observaram os seus pais satisfazendo as suas mães com sucesso. O resultado disso é que eles não sabem que uma das maiores fontes de satisfação para um homem pode vir através do se dar, do relacionamento que constrói. Quando os relacionamentos fracassam, ele fica deprimido e refugia-se na sua caverna. Deixa de se importar e não sabe por que está tão deprimido.
Nestes momentos retira-se dos relacionamentos ou da intimidade e permanece enfiado na sua "caverna". Pergunta qual o sentido de tudo aquilo acontecer, e por que razão ainda se deve importar. Desconhece que não se importa porque não se sente necessário. Quando um homem sente que não faz uma diferença positiva na vida da pessoa que ama é difícil para ele continuar a importar-se com a sua própria vida e seus relacionamentos. Édifícil ficar motivado quando não é necessário. Para se tornar motivado uma vez mais ele precisa
sentir-se apreciado, sentir que tem a confiança dela e que é aceite. Não ser necessário é uma morte lenta para um homem.


Quando uma mulher se apaixona por um homem o processo de encantamento é basicamente idêntico ao acima descrito, porém a grande maioria da classe masculina desconhece, tem pouca consciência da importância que as mulheres atribuem a quem as apoia e realmente se importa com aquilo que elas sentem. Quando uma mulher está aborrecida, indefesa, confusa, exausta ou desesperançada, o que ela mais precisa é de companheirismo. Precisa sentir que não está sozinha. Precisa sentir-se amada e acalentada.
Empatia, compreensão, validação e compaixão são palavras de grande auxílio para ajudá-la a tornar-se mais receptiva e a apreciar mais o apoio dele. Os homens não percebem isso porque os seus instintos masculinos dizem que é melhor ficar sozinho quando estão aborrecidos. Quando ela está aborrecida, ele desrespeitosamente a deixará sozinha, ou, se ele ficar, piorará as coisas tentando resolver os problemas dela. Instintivamente não se dá conta do quanto a proximidade, a intimidade e a participação é importante para ela. O que ela mais precisa é de alguém para a OUVIR.
Quando a mulher tem a oportunidade de falar abertamente sobre os seus sentimentos sem que a interrompam ou invalidem o que sente, ela relembra-se de que é merecedora de receber amor e que as suas necessidades serão satisfeitas pelo homem que a ama. Deixa de acusar o homem pela sua infelicidade e reconecta-se uma vez mais ao seu parceiro.
Os homens devem aprender a ouvir, mesmo que numa primeira instancia a conversa lhes pareça em tom de acusação. O sexo feminino é commumente conhecido por ser extremamente falador, na verdade, o acto de falar liberta as mulheres do "fardo da depressão", do excesso de obrigações que trazem dentro de si mesmas. Doar-se ao outro é uma característica inerente do sexo feminino, porém os limites devem ser estabelecidos para que não se perca o respeito pelo parceiro e por si mesma..."




Amanhã há mais...


Continuação de uma boa tarde de segunda-feira


Alexandra









9 comentários:

  1. Gostei muito ,ca estarei amanha para continuar a ler ,muitos beijinhos Alexandra

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    1. Olá Emanuel,

      fico a contar com a tua presença/leitura.

      Beijinhos

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  2. Muito interessante. Vou voltar.
    Um abraço e até amanhã

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    1. Olá Elvira,

      volte sempre que será bem vinda :)

      Abraço e bom dia!

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  3. Olá Alexandra,

    considero estes textos de uma enorme utilidade. O livro em questão conheço-o bem, além de ser realista, mostra aquilo que um relacionamento entre duas pessoas que se amam acarreta. Nem sempre podemos estar de acordo no que toca a opiniões e muitas das vezes negligenciamos o outro sem perceber. Se bem me recordo um capítulo fala de que quando nos aborrecemos, o aborrecimento não tem relação com o momento presente, mas sim com situações guardadas no nosso subconsciente e que necessitam de ser resolvidas. 
    Na minha memória ficou uma palavra chave deste livro, o amor é cura. Quando entramos num relacionamento sólido com o passar do tempo velhas mágoas virão à tona para serem saradas definitivamente. Nem todas as pessoas assim o entendem e preferem terminar o relacionamento pensando que é por mudar de personagem que a vida sentimental melhorará. Pura ilusão. Quando todos compreenderem que somos o resultado das nossas experiências anteriores teremos uma melhor e maior consciência dos nossos relacionamentos e de nós próprios.
    O meu marido leu o livro e o nosso relacionamento melhorou bastante.


    Beijinho, Alexandra.

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    1. Olá Isabel,

      de facto o livro tem um capítulo que aborda esse tema e sim, é uma verdade. Nunca estamos chateados com aquilo que pensamos estar.

      Beijinhos

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  4. Obrigada pelo teu carinho, boa semaninha, beijinhos!!!

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  5. Beijinhos e votos de uma boa semana também para ti :)

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  6. Na verdade, Alexandra, quando não existe dinheiro, dinheiro no sentido de sobrevivência, muitos amores vão à vida (passo a expressão). As pessoas precisam de sobreviver, precisam de comprar comida, pagar a renda de casa e afins, quase que se compreende que não se tenha cabeça para a vida sentimental. Embora, ache que ter alguém ao lado pode ajudar a ultrapassar maus momentos de forma mais saudável (se é que existe uma forma saudável de lidar com maus momentos).

    Beijinho, Alexandra :)

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Façam do meu espaço o vosso espaço, ousem comentar... eu ousarei responder! :)