sexta-feira, 26 de setembro de 2014

"Comemora-se o segundo ano de existência por estas bandas"







Comemora-se hoje o segundo aniversário da criação do blogue "ouso escrever". Apesar de reconhecer a minha capacidade de escrita, nunca pensei que este espaço alcançaria esta longevidade ou que até estaria no ranking dos mais lidos num site que se dedica ao estudo deste universo.
Quero agradecer a todos aqueles que por cá ficaram e partiram. Todos fizeram deste espaço aquilo que ele é hoje. Um espaço de partilha. Um espaço de opinião. Um número substancial de textos que aqui têm sido publicados abordam problemáticas, temas comuns nas nossas vidas que sem tabus devem ser abordados.
A privacidade. Nunca esqueçam que privacidade deve ser a palavra que norteia a nossa vida porque sem ela estamos expostos a situações embaraçosas. A situações desagradáveis que nada trazem de proveitoso consigo.
Ir mais além implica sair da rota, do comodismo de estar em si mesmo e focado somente na sua dor.
Todos os dias somos presenteados com momentos pelos quais deveríamos estar gratos mas, ainda assim, tendemos a aceitar o queixume como quem canta um fado. É de lamentar o enfado de semblante que discorre entre homens e mulheres que nessas ruas caminham cansados e sem alma. 
Triste, será sempre triste um virar de costas ou um último adeus. 


Deixo-vos para hoje, uma vez mais, boa música.


Votos de um bom fim-de-semana


Alexandra








sábado, 20 de setembro de 2014

'A vida não é triste. Tem horas tristes. (Romain Rolland)'







Neste mundo repleto de facilidades e desumanização de relacionamentos humanos há quem pense que a vida é triste. Não o é, nem te de o ser efectivamente.
Existem apenas momentos tristes, horas tristes que nos chamam para momentos de profunda introspecção. Fugimos?! Fugimos a sete pés desses momentos pelo simples motivo de não querer sentir dor. De estar a sós com a nossa sombra. A sós e pronto.
Porém, por cada momento de dor que vives, libertamos toda a tensão e responsabilidade em demasia que recai sobre os nossos ombros. Pensemos nisso!


Bom fim-de-semana!



Alexandra





Porque adoro este álbum partilho convosco.







quinta-feira, 18 de setembro de 2014

'Fuck You'






Peço desculpa aos meus leitores por este post, mas creio que o meu blogue e aquilo que ando a escrever anda a fazer comichão no "rego do ass" de muita gente.
Para @ senhor@ "Josué Martinho" que amavelmente deixou comentários "enternecedores" neste espaço. Apenas tenho a dizer que não só a autora não é prostituta, como este espaço não é um bordel. E mesmo se fosse não seria para as suas barbas ou buço mal rapado. Deixo também a mensagem de que apesar do anonimato tenho conhecimento de quem e de onde partiu as mensagens. A vantagem dos conhecimentos informáticos é esta. Blowjob faz-se a quem se ama, com sentimento. A gonorreia é fodida e não podemos correr riscos com malta mal cheirosa. Ah e quanto aos meus olhos parecerem os da sogra que está a "cagar"... estes olhos não olham para merda e só isso faz toda a diferença!!!


Fuck you is all I can say, babe!



sábado, 13 de setembro de 2014

'I will love again'




Hoje apenas quero partilhar uma música e a mensagem que ela transporta. Além disso, desejo, a todos, um feliz fim-de-semana!









It’s funny how you think, you think I change
Cause it’s funny how I think the same
So can we find the sparkle get away oh ye
Don’t leave me now I need my lips in yours now baby
Now back and down, just you and I Ohhh

I will love again (bis)

Its funny how you win , when you’re in my head
Cause it’s funny how you think the same
Listen to your heart and breakaway
Don’t leave me now I need my lips in yours now baby
Now back and down just you and I Ohhh

I will love again (bis)

Just hold my hand , don't let me go
Cause we will try, just you and I
Girl I wanna love you tonight
Girl I wanna love you tonight

I will love again (6x)



Alexandra

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

'Problemas de Comunicação no Casal'








Existem por aí textos ou artigos escritos por gente credível, gente que já anda nestas andanças há muitos anos e que nos fazem pensar. Sentir. Mudar. 
Sempre acreditei e continuo a acreditar que a grande maioria dos relacionamentos íntimos são gratificantes e podem ser gratificantes ao longo de toda a vida. No entanto, é preciso muitas vezes compreender e aceitar as fragilidades alheias. Todos nós as temos. Mas mais do que isso é necessário saber doar um pouco de si mesmo e sair do próprio corpo para analisar de forma coerente as situações que vão acontecendo e causando insatisfação.
Somos o resultado concreto das nossas crenças, educação e vivências. Já em fase adulta o nosso comportamento é influenciado pelos aspectos que referi e que, por vezes, desgastam os relacionamentos íntimos que possuímos. 

Votos de uma excelente quinta-feira!




Artigo da psicóloga Cláudia Morais:




"Os casais que me pedem ajuda têm (quase todos) uma queixa em comum: problemas de comunicação. Na sequência desta surge muitas vezes uma outra: as críticas constantes. Há pelo menos um dos membros do casal que se sente hipercriticado, como se nada do que fizesse estivesse bem feito. Nada.Aquilo que o outro muitas vezes desconhece é que essas críticas sistemáticas afastam a pessoa amada. Quem critica refugia-se na necessidade de chamar a atenção para aquilo que está mal, como se todas as queixas fossem legítimas por se tratarem de oportunidades para resolver problemas e estreitar os laços. Não são.

Não me canso de dizer que as zangas fazem parte do amor e que são um elemento necessário à construção de uma relação íntima. Mas ninguém aguenta a sensação de desvalor associada a constantes reparos. Nem é preciso que haja gritos ou discursos agressivos. Basta que haja comentários negativos frequentes. Quando isso acontece, a pessoa cujo comportamento é constantemente alvo de análise sente-se desamparada e insegura. É como se o cônjuge (aquele que critica) deixasse de ser visto como alguém em quem se possa confiar.

Em função disso, a pessoa aprende a guardar para si os seus sentimentos – ou a confiá-los a uma terceira pessoa – para se sentir segura.

Mas porque é que alguém insiste em mostrar desapreço pela pessoa amada? Por que surgem tantas críticas?
De um modo geral, esta “neura” é um mecanismo de defesa que esconde sentimentos mais profundos como a tristeza, o medo, a vulnerabilidade ou a vergonha. Só quando a pessoa que habitualmente critica tem a coragem de tentar mudar – normalmente através da terapia – e percebe que por detrás dos seus comentários negativos estão outras emoções, difíceis de gerir, é que o ciclo vicioso é quebrado.

A pessoa é desafiada a olhar para dentro, para aquilo que REALMENTE a perturba, para aquilo que está por detrás da raiva. Às vezes é tristeza – e a pessoa aprende a reconhecer aquilo que a entristece e a manifestar de forma clara e serena as suas necessidades. Às vezes (muitas) é insegurança associada à necessidade de se sentir devidamente acarinhada e desejada.


É preciso paciência e persistência para conhecer, de forma genuína, aquilo que está a ser gerador de insegurança. É preciso tempo para que um e o outro possam exteriorizar de forma calma aquilo de que precisam para se sentirem seguros. Mas é possível romper com o padrão de negatividade e abrir espaço para que a relação se torne mais íntima e muito mais satisfatória para ambos."