sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

'Pérolas a porcos ou deverei dizer, a porcalhões?!'


"Não deis aos cães as coisas santas, nem deiteis aos porcos as vossas pérolas, para que não suceda de que eles as pisem com os pés e que, voltando-se contra vós, vos dilacerem."







Da bíblia ou não, a verdade, é que o excerto acima transcrito revela que o homem moderno esqueceu o que significa a palavra privacidade. A necessidade de aceitação por terceiros, os novos meios de comunicação disponíveis e o impacto que a exposição causa na vida das pessoas leva-nos a um amplo mundo de razões e caminhos que nem sempre estamos preparados para "discutir".
O homem é um animal que necessita socializar, mas, na actualidade, até que ponto não levamos este termo ao extremo? Saberemos nós, em pleno século XXI, crivar o que pode ou não ser divulgado? Até que ponto as redes sociais abriram portas à coscuvilhice? E já agora, será que ainda sabemos distinguir amigos de conhecidos? 
Vivemos numa linha temporal em que temos ao nosso alcance dezenas de ferramentas, úteis ou não, para o desenvolvimento intelectual e emocional do indivíduo. No entanto, homens e mulheres, continuam a cometer erros crassos no dia-a-dia. 
Abrem-se portas a intromissões por descuido, por repetição, porque nunca se aprende a lição. O meio envolvente incita-nos a divulgar, a estar presente em eventos sociais da "moda", a fazer noitadas com muitos copos à mistura e, porque não, ter uma lista infindável de amigos muito pouco conhecidos no facebook!
Tudo isto são pontos que devidamente analisados levam sempre à mesma conclusão, privacidade é praticamente inexistente.   
O álcool conduz-nos a falar demais, os eventos sociais da "moda" são vulcões de excentricidades e aberrações onde os temas de conversa giram em torno de pessoas vítimas de escrutínio público. E o facebook é tão virtual, mas tão virtual que até enjoa a falsidade típica de revista cor-de-rosa. 
Onde está a ponderação? O discernimento? Será assim tão importante arquitectar uma falácia de nós para agradar ou sermos aceites por terceiros?
Tenho dificuldade em compreender aqueles e aquelas que andam nas bocas do mundo como se não houvesse amanhã e quando não andam é como se lhes faltasse algo.
Dificilmente sabem através de mim o que faço ou deixo de fazer, o que me acontece ou deixa de acontecer. Por esta razão quando existe fuga de informação e sei, que esta partiu de alguém perto de mim adopto dois tipos de comportamentos: Diminuo o nível de confidencias e afasto-me lentamente ou há o corte imediato sem reconciliação possível.
Se mesmo as figuras públicas se queixam do excesso de intromissão e falta de privacidade, porque razão a sociedade civil presta-se a este género de números de circo?


Uma boa noite e um bom fim-de-semana!


Alexandra

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

'Palavras para quê?'





O sábio teme o céu sereno: em compensação, quando vem a tempestade ele caminha sobre as ondas e desafia o vento. (Confúcio)


Para grandes males, grandes remédios e se de males padecemos, à falta de respostas das inquietações interiores, os devemos.
Introspecção não é para qualquer um. É preciso tempo e, segundo eles e elas, tempo é dinheiro. Quantas "cabeçadas" não damos nesta vida por "embeiçar" em paredes erradas? A intuição existe e é perceptível através de um frio na barriga que nos clama, tem cuidado "boy" não entres em caminhos apertados.

O verdadeiro mundo existe no coração de cada um de nós.

As palavras chaves desta reflexão são: introspecção e ponderação, tal como, intuição.



Uma boa semana!


Alexandra



segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

'Rabos de palha'





Na euforia de um novo ano há quem esqueça que o fundamental para se viver em paz é queimar os rabos de palha que teimam em aparecer. Rabos de palha ou, simplesmente, passado que teima em recusar abrir portas ao futuro.
Desengane-se aquele ou aquela que não é importante pensar e receber o futuro. O futuro permite-nos sonhar, ter esperança de que outras portas se podem abrir.
A vida passa e para trás ficam comboios e pessoas que em apeadeiros longínquos um dia decidiram desembarcar.
Não te queixes da má sorte, ó da casa, se és incapaz de cortar com os cordões umbilicais emocionais que teimam em trazer para a tua vida o prejuízo de não ser feliz.
Reflexão é importante, da mesma forma que necessitamos beber água para hidratar o corpo, precisamos reflectir para encontrar o equilíbrio necessário a fim de evitar que experiências dolorosas se repitam vezes sem conta. As mesmas que um dia prometeste a ti próprio não sentir. Não te acomodes na pele de vítima, porque o vilão ou vilã da história és tu sempre que permites que o passado se materialize naquilo que mais repudias.

Prestemos atenção à paisagem e a tudo aquilo que nos faz livres.


Alexandra

domingo, 11 de janeiro de 2015

*Pensei que não voltaria a escrever"







Não sei que título colocar neste post, mas aquilo que é certo são as saudades que tinha de escrever. Os últimos meses foram de trabalho intenso em que o tempo que restava era para comer e dormir (literalmente).
Abracei a agricultura como profissão a tempo inteiro, mais outro sonho que consegui realizar e que está a ser posto em execução. Tive alguns percalços pelo caminho mas, hoje, que olho para trás percebo que tudo tem uma razão de acontecer e que muito além das cinzas novas oportunidades vão surgindo.
Mas do que aconteceu e que estou a produzir falarei num outro texto.


Quero desejar àqueles que por aqui têm deixado mensagens e visitas neste blogue o desejo de um excelente 2015. Penso que cada um de nós precisa de agarrar este ano e produzir algo de diferente e, fundamentalmente, olhar para dentro sem o medo de tocar em velhas feridas. Enquanto seres humanos e até à hora da nossa partida estamos em constante mutação, construção, aperfeiçoamento.


Obrigada por terem estado ao longo destes anos desse lado!


Bom ano meu queridos e queridas!



Um beijinho


Alexandra


p.s: já sei qual o título que irei colocar "pensei que não voltaria a escrever"