sábado, 4 de abril de 2015

"Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo."










Com a aproximação da páscoa cabe a cada um perguntar se tem amado o próximo como a si mesmo e se esse mesmo amor supera todas as coisas, como aquele que devemos sentir por Deus. Será?
Os romances e a sétima arte enfatizam o amor como sendo um sentimento que provoca sofrimento, que supera todas as adversidades e obstáculos, levando a que os seus intervenientes percam a identidade, individualidade. Uma doação constante que muitos clamam ser amor incondicional.
Pensemos, então, quantas vezes não proferimos julgamentos e generalizações a pessoas que nem tão pouco conhecemos. Porque a minha verdade, não é a tua verdade, não tens por isso o poder de julgar a quem quer que seja se não a ti mesmo.
Amor é tudo aquilo que possamos imaginar ou tocar, muito além do sentimento, onde existe a razão de mãos dadas com a palavra perdoar.
Seria tão simples se o amor fosse espalhado de igual para igual, assim como quem nasce na simplicidade de estar nu e indefeso perante o mundo que acolhe o ser recém chegado. Esquecemos tudo isso. Esquecemos... a capacidade de chorar, de nos sentirmos indefesos. Tristes de olhos cinzentos que não enxergam mais que o próprio umbigo.
Que fazemos ao caminhar neste chão se num breve instante esse mesmo chão será, nada mais nada menos, que a nossa sepultura?
Questionemo-nos em silêncio, de forma dura e concisa, que algemas aprisionam os nossos pulsos e tantas vezes a capacidade de sonhar.

Páscoa feliz em comunhão com o lugar mais profundo do nosso ser!




Alexandra

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