sexta-feira, 10 de abril de 2015

'Amar é'








Nenhum relacionamento amoroso pode sobreviver se os seus intervenientes não perceberem o quão importante é vivenciar esse mesmo relacionamento para dentro. Com isto quero dizer que uma relação amorosa deve ser impermeável a comentários, a pessoas, a tudo aquilo que possa atingir e sabotar.
Sabemos de antemão que na actualidade e, sobretudo, na antiguidade a temática amor repercutia-se nas mais variadas formas como sendo um sentimento que provocava dor, sofrimento, entrega total de dois corpos. A luta constante por um ideal. O viver feliz para sempre. 

Na prática o amor não é nada disto, pelo menos não na parte que toca ao sofrimento, desamparo, solidão, dor e outros tantos sentimentos negativos.
No amor, num relacionamento deve haver liberdade para que cada um se exprima e diga livremente o que sente. Como adultos que somos, somos responsáveis pelas nossas emoções, pensamentos e sentimentos. Daí a importância de utilizar a palavra Eu numa discussão. É uma forma de não descarregar sobre o outro a responsabilidade do que se sente, porque aquilo que sentimos como já referi é nosso.

É errado quando há permissão para que terceiros interfiram e consigam corromper um relacionamento através de acções ou jogos com teias de manipulação. Está provado e a psicologia aborda isso de forma objectiva, há casais que se amam e que não conseguem defender o elo que os une. Com o tempo, com as discussões, esse elo fica vulnerável, permeável a que possa ocorrer uma ruptura.
É importante perceber o seguinte, a nossa imagem social em primeiro lugar deve ser um reflexo entre quatro paredes, porque é em casa, na nossa casa que devemos ser um exemplo de lealdade, honestidade, integridade. 
Por vezes, quando algumas discussões transformam-se em autênticos braços de ferro seguidos de amuos, devemos compreender a razão porque isso acontece. O que fizemos e porque nos deixámos levar nessa corrente? Até que ponto não fragilizámos o nosso parceiro ou parceira com comportamentos que à partida sabemos não estar correctos? Até que ponto não o ou a magoámos tocando em feridas emocionais que estarão sempre lá? Mesmo que saradas.

Por muito que isso custe, numa relação íntima deixamos uma porta aberta para que o nosso mais que tudo nos diga aquilo o  que não está correcto. Deixamos uma porta aberta para que ele ou ela nos pegue na mão e nos ajude a não sermos uma vez mais molestados pela vida. Os nossos olhos nem sempre conseguem visualizar coerentemente aquilo que se passa à nossa volta.

Amar é estar lá quando mais ninguém está. Amar é desejar estar perto e ter a devida liberdade de voar mais alto. Amar é saber que não somos perfeitos e que nessa imperfeição o outro não tem vergonha de nós. Amar é estar livre e ser livre para simplesmente ser.
Lamento que vivamos numa sociedade cinzenta sem qualquer tipo de harmonia, porque não somos de todo ilhas isoladas.

É isto,


um bom fim-de-semana


Alexandra 













14 comentários:

  1. Não podia concordar mais! ;) Amar é muito bonito (talvez até o melhor sentimento que o ser humano tem!), mas dá trabalho e luta! ;) Uma luta no entanto merecedora de todo o trabalho realizado! ;)
    Bom fim de semana e boas leituras! :)

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  2. Estás de volta. Ainda bem, vens dar ainda mais encanto à blogosfera.
    Beijinho, amiga. Bom fim de semana.

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    1. Quer me parecer que sim. Que é mesmo hora de voltar.


      Beijinho

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  3. Um texto muito interessante. E tudo se resume a uma coisa. Amar o outro como a nós mesmo. O pior é que anda por aí muita gente sem um pingo de amor por si próprio.
    Um abraço

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    1. Mas o amor própria é condição fundamental para amar outra pessoa.

      Um abraço, Elvira

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  4. Olá Alexandra,

    Como prometido cá me encontro... Li o seu texto atentamente, aliás li mais do que uma vez, nuns pontos concordo, outros suscitam-me algumas dúvidas. Dúvidas no sentido de que, quem já viveu relações fortes, intensas, sabe que o amor dá um trabalho danado. No inicio parece simples, parece que basta estar lá sempre, apoiar, compreender, entretanto a coisa vai amadurecendo e damos conta que não é assim tão simples.

    Quis acreditar desde sempre que gostar de alguém é o suficiente para ultrapassar tudo, até "tudo aquilo que possa atingir e sabotar", entretanto a vida obrigou-me a mudar de opinião. Eu mudei de opinião, mas acredite que gostaria bastante de não ter mudado. Deve ser isto a que se chama crescer. Crescer por vezes dói e não é pouco.

    Beijinho e um bom fim-de-semana :)

    PS: Andei por aqui à procura do seu e-mail para lhe lançar um desafio e não encontrei, se estiver interessada diga qualquer coisa.

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    1. A dor faz parte da vida e se dela podermos tirar umas quantas aprendizagens tanto melhor. Acredito, no entanto, que o amor na actualidade pensa-se nele como se fosse o euromilhões. Contudo e, como em tudo na vida, é necessário trabalhar e regar para que esse mesmo relacionamento prospere.

      O desafio já está respondido.

      Beijinho

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  5. Amar o proximo como a nós mesmos ,um belo momento ,muitos beijinhos Alexandra.

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  6. Aí está o busílis da questão. Concordo :)

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