sexta-feira, 17 de abril de 2015

'Aquilo que elas querem'




Tenho por norma e, sempre que posso, ler artigos ou consultar websites diariamente actualizados por profissionais da área de saúde emocional. Psicologia exactamente falando. 
Confesso que após a minha experiência destes últimos anos deveria ter continuado a minha licenciatura nesta área. Mas, nunca é tarde!

Por algumas vezes aqui escrevi que por muito que tentem aproximar o universo feminino do masculino, a verdade, é que o cérebro de uma mulher é totalmente o oposto de um homem. 
Eles julgam que sabem aquilo que elas querem. São o faz tudo quando ninguém lhes pediu rigorosamente nada. E elas pensam que eles conseguem interpretar tudo o que vai na cabeça delas com um simples "não é nada".

Hoje deparei-me com este texto que considero delicioso, assim como todo o blogue desta psicológa que dá o rosto a algumas rubricas de programas de televisão.
A sexualidade humana embora sendo parte integrante e importante de um relacionamento, não pode ser encarada como a base fundamental para a existência de um vinculo emocional entre duas pessoas.
A verdade, é que se por um lado uma mulher não consegue ter sexo com o seu parceiro quando está magoada ou insegura emocionalmente no relacionamento. Os homens, por sua vez, usam o sexo como forma de se sentirem conectados mesmo quando as coisas não estão bem. E eles sabem quando isso acontece. 

Sexo é muito importante, mas não deve sobrepor o poder de comunicação entre o casal. Bom sexo é equivalente a conexão/segurança emocional. A entendimento. A companheirismo. É uma parte muito intima de nós que deixamos, que entregamos ao outro ali naquele momento. 

Lamentavelmente há homens e mulheres que não sabem estar num relacionamento. Que não sabem viver esse relacionamento ou a sexualidade incutida nele originando aquilo que todos sabemos. Insatisfação, descontentamento, intolerância, afastamento, traição e por fim, ruptura.
Embora, eu defenda, que antes de trair é melhor simplesmente terminar o relacionamento e seguir em frente com o devido período de luto.

Sobre este tema a minha opinião é esta: Por muito que nos custe, por vezes, ouvir determinadas palavras. A verdade é que o nosso parceiro ou parceira é quem nos conhece melhor. Ou pelo menos assim deveria ser. Sabe intimamente quais são as nossas virtudes, as nossas sombras. Logo são eles e elas que podem e devem alertar. Transmitir uma outra perspectiva sobre um determinado assunto. Serem livres de exprimir o que gostam e não gostam. 

A sociedade dos nossos dias alimenta-se do culto do corpo perfeito. Das saídas à noite onde o consumo de álcool é ao máximo e as roupas mínimas. Das pesquisas no facebook a perfis de desconhecidos ou desconhecidas que exibem fotos de puro divertimento e sensação. Andarão eles e elas à busca de quê? Do quê e de quem? De novas emoções? Não lhes chegará o que têm mesmo ali ao lado. Um ele e uma ela a quem muitas vezes não se "liga" porque já está mais do que adquirido.
Esquecem o fundamental, esse ele ou essa ela é um ser humano com sentimentos que não se "sustenta", que não se preenche com sexo ou palavras meigas. É todo o conjunto. A envolvência. O momento.

Há alguns anos disseram-me que os filhos de casais separados/divorciados são exigentes nos seus próprios relacionamentos e tendem a querer resolver todos os problemas no momento para evitar danos maiores. A palavra fracasso não entra no vocabulário respeitando, no entanto, o fim quando assim o é exigido e mais que certo. Sei bem porque o disseram.


Bom fim-de-semana


Alexandra





3 comentários:

  1. Gosto muito destes momentos querida amiga Alexandra ,vive-se numa sociedade robotizada corrompida sem valores onde o status e o culto da imagem estão acima dos valores que deveriam reger o ser humano ,muitos beijinhos e um lindo fim de semana.

    ResponderEliminar
  2. Os jovens hoje em dia dão mais valor à sexualidade do que aos sentimentos.
    Um abraço e bom fim de semana

    ResponderEliminar
  3. Alexandra,
    Gosto de pessoas que (se) questionam, que não se deixam ir na onda. Vá, dê corda às suas convicções.

    Um bom domingo! :)

    ResponderEliminar

Façam do meu espaço o vosso espaço, ousem comentar... eu ousarei responder! :)