terça-feira, 28 de abril de 2015

Há quatro anos







Faz hoje quatro anos que terminou toda uma trajectória de outros tantos anos vividos quase que a meio gás.
O ponto final de uma caminhada que se revelou sinuosa por entre os meandros das lágrimas, do desconforto interno capaz de assolar a alma.
Estava literalmente no limite daquilo que qualquer humano consegue suportar e estive quase, bem perto do outro lado da barricada da eternidade.
Olhando para trás, volvidos todos estes anos, sinto-me imensamente orgulhosa da minha capacidade de luta e sobrevivência. É! O nosso mundo é hostil. Esmaga quem é diferente. Esmaga quem apenas deseja ser feliz. 
Aprendi que agimos no mundo e por conseguinte as consequências dos nossos actos acabam por nos modificar também.

Mudei! Muito! Penso que a idade foi também responsável por esta mudança, assim como, determinadas situações ou contextos.
Os trinta anos trouxeram-me a segurança necessária, o calibre necessário para saber lidar com aquilo que li algures no blogue de uma amiga: pessoas sonsas e dissimuladas.

Não importa o quanto sou prejudicada por palavras azedas que possa dizer e com elas magoar. Mas, a verdade, é que não tolero falsidades ou qualquer outro tipo de comportamentos que possam pôr em causa a minha integridade. Fui criada, habituada a um ambiente onde a transparência imperava e onde não nos devíamos fazer naquilo que na realidade não éramos. Tenho pena de quem assim vive.

Afasto-me daquilo que não me preenche. Afasto-me de tudo aquilo que sei não ser saudável para a minha vida e lentamente deixo de dar. Sim, dar! Dar de coração aquilo que de melhor existe em mim. Sou assim! Tenho os meus valores e, por ser, uma balança com ascendente em caranguejo quando tocam nas minhas fragilidades nunca mais conseguem ver o branco dos meus dentes. Apenas dou uma oportunidade. Não mais que isso!

Aprendi muito. Cresci. Muito além da altura que hoje tenho. Sou uma mulher com uma enorme bagagem emocional. Experiência, bastante! E é nisto, perante aquilo que vivi e senti que não compreendo tantas vezes o que me rodeia.
Tantas vezes conotada como "nariz empinado" ou injusta para com os outros, a verdade, é que não me sinto bem ao pé de "coitados" que na primeira oportunidade espetam uma faca nas costas. A minha vibração existêncial é muito mais elevada que isso. Mereço mais e bem melhor. Por este motivo, razões mais do que plausiveis, trabalho árduamente não para ser rica, mas para ser alguém que faça a diferença todos os dias por meios justos e honestos.


Obrigada a mim, à família e aos céus por tudo aquilo que tenho e sou!


Alexandra




5 comentários:

  1. A força das nossas convicções pode fazer toda a diferença.
    Força, Alexandra!

    Uma boa semana! :)

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    1. AC,

      nesta fase da minha vida estou cada vez mais segura e convicta daquilo que quero e para onde devo ir. Tudo o resto ficará pelo caminho. Esta existência é curta demais para fretes.

      Beijinho e boa semana!

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  2. Boa noite querida amiga um dia escrevi um momento onde estava triste em relação a certas e determinadas pessoas ,especialmente a alguns familiares que pensam ser superiores aos outros ,onde terminei assim :
    "Não sou nem nunca serei o detentor da verdade, a verdade é que todos precisamos uns dos outros , a humildade e a simplicidade também fazem parte da vida , ninguém e perfeito e nada nesta vida acontece por acaso ,a indiferença existe naquele que não quer ver , deixo as virtudes para os sábios , mas para mim o orgulho da minha historia ."
    Faço como você afasto-me de quem nada me acrescenta ,muitos beijinhos felicidades.

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  3. Vezes há em que temos de redefinir trajetos e objetivos para que a vida nos volte a sorrir. Força nisso :)

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  4. Ora nem mais. Quem fala assim merece respeito. Trabalhar, acreditar em si própria e caminhar de cabeça erguida.

    :)

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Façam do meu espaço o vosso espaço, ousem comentar... eu ousarei responder! :)