'Saudade'
Saudade é a palavra que carrego no peito. Um sentimento nefasto que escureceu a luz do meu coração. Perdi uma das melhores coisas que tinha na vida. O meu avô. Um pai. Aquele que esteve sempre presente nos dias mais felizes, nos dias mais tristes. Aquele que tantas vezes nas tardes de inverno ia buscar a neta ao liceu. O calor humano. A palavra certa carregada de sapiência.
E sim, o meu avô, ouvia-me! Ouvia-me com a atenção de não interromper.
Chorou por mim quando me viu partir sozinha na maior viagem da minha vida. Compreendia-me como ninguém.
É! Esteve lá para mim, em todos os momentos. Não me canso de o repetir, sempre estiveste aqui para mim.
Deixou mais que os bens, os valores. Ensinou-nos a não ligar, a não querer saber de tudo aquilo que pode destruir o que se constrói. E sim, é verdade, estou-me a "cagar" para o que dizem, pensam ou fazem. A vida é curta demais para fretes. Hoje, não faço fretes por ninguém. Quem gosta fica, quem não gosta que siga viagem.
Para mim foi o melhor homem do mundo, o melhor avô do universo.
Quando partiu ficou a solidão, o desamparo, a tristeza. É a saudade que hoje impera. Volvidos dois anos, a dor é aguda... e eu que pensava que a ferida iria sarar depressa.
Para mim foi o melhor homem do mundo, o melhor avô do universo.
Quando partiu ficou a solidão, o desamparo, a tristeza. É a saudade que hoje impera. Volvidos dois anos, a dor é aguda... e eu que pensava que a ferida iria sarar depressa.
Tenho saudades de tudo e de ti, muitas. Obrigada por tudo aquilo que me deste e sei de onde estás olhas por mim e pelos nossos!



A vida é muito curta para vivermos para os outros a fazer fretes, como eu te entendo. Um dia dei por mim a viver em função do que outros tinham escolhido para mim e algures pelo meio eu não importava e nem sequer era já eu.
ResponderEliminarDeixo-te um beijinhoooo:)))
Como eu a compreendo... os que partem levam consigo um pedaço grande da nossa história. No caso do seu avô, uma das partes mais bonitas.
ResponderEliminarUm beijinho
Minha querida amiga, o tempo não cura estas dores só as torna mais serenas.
ResponderEliminarAcredito que só morremos quando somos esquecidos, portanto o seu avô continua vivo.
um beijinho comovido
Fê
Querida amiga no meu caso não tive a sorte de ter os meus ao pé de mim ,uma morreu ainda a minha mãe era menina os outros morreram ainda era muito pequeno ,assim é a vida muitos beijinhos .
ResponderEliminarEu fico! ;) Gosto de te ler! ;) Não há nada como poder crescer com os ensinamentos que os "seres maiores" nos transmitiram certo? ;) Tenho a certeza que sim! Olha por ti! ;)
ResponderEliminarBoas leituras! :)
Lamento, Alexandra. Acho que a entendo um pouco. Arrisco a escrever, sou bem capaz de a entender, muito.
ResponderEliminarA reter: "Ouvia-me com a atenção de não interromper". Nem todos conseguem. Só os que realmente se interessam de verdade.
Beijinho, Alexandra. Uma boa semana :)
Agradeço de coração as vossas palavras. Um beijinho para vós <3
ResponderEliminarOlá Alexandra, sei bem do que fala. Os avós são tantas vezes as pérolas que apanhamos no caminho do nosso percurso quando ainda tropeçamos muito e caímos tanto.
ResponderEliminarUm beijinho para si e que tudo se resolva (post seguinte), talvez a memória do seu avô traga força.