segunda-feira, 13 de abril de 2015

'Sentir Saudade'






As perdas pessoais são duras de digerir (faço o exemplo). Quando parte um ente querido, com ele vai uma parte de nós. Com ele ou com ela dizemos "adeus" a momentos que nunca mais iremos viver. E sim, isso é muito difícil. 
E difícil aceitar, entender que aquela pessoa fisicamente não estará mais connosco e o tempo agudiza a dor. Perde-se e ganha-se. Perde-se o convívio, o som da voz, o poder do toque, o carinho. Ganham-se memórias, ensinamentos, momentos que estão guardados algures na nossa memória.

Sinto falta de tudo aquilo que vivi com os meus avôs, porque com eles aprendi grande parte daquilo que hoje sei e sou. Perdi dois pais. Duas figuras base na minha vida. Perdi com o falecimento deles um pouco do brilho no meu olhar. Perdi do meu vocabulário, sem dúvida alguma, a palavra avô. Já não a digo. E dói sentir toda esta falta... um vazio sem fim e sem qualquer género de explicação.

Nos tempos que correm é preciso ser corajoso para viver e destemido para amar.

Uma boa semana.


Alexandra




4 comentários:

  1. Adorei ler este momento cheio de reflexão são tantas as perguntas sem respostas que a vida nos concede ,tantas vezes questionamos a nossa própria existência ,porque será que a vida é sempre a perder desde que nascemos ,cada dia que acordamos é um a menos que temos de vida .Impertinente saudades de tudo o que passamos ,que vivemos ,que perdemos nesta ânsia interminável de viver até a memoria perdemos com o passar dos anos ,vida é tão bela e cruel ao mesmo tempo ,muitos beijinhos Alexandra ,felicidades.

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  2. Obrigada, Alexandra. Gostei muito do texto. Já o li, completo. Depois farei como combinado.

    Beijinho :)

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  3. Concordo com cada palavra escrita! :) É que descreveste na perfeição... E é tão verdade que as grandes lições que nos ensinaram ficaram algures escondidas, dentro de nós, e aparecem mais tarde ao de cima... para mim foi sobretudo agora que sou mãe... curiosamente já começámos a sondar cá em casa o tema da morte... e a primeira pergunta do meu ser especial de 4 anos foi: "porque é que não tens avô mami? E o papi tem 3 avós? e tu só uma?"... É um tema complicado e sempre carregado de sentimentos contraditórios! :( Mas seja como for, especialmente a minha avó que já partiu sinto que segue sempre comigo e é com ela que muitas vezes falo quando preciso de uma luz! :)
    Boas leituras!:)

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  4. Não tive a sorte de conhecer os meus avós, quando nasci já eles cá não estavam. Mas nunca me esqueci da imagem dos avós dos outros, da ternura refinada que eles destilavam... E tinha inveja, confesso.

    Um bom domingo! :)

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