terça-feira, 25 de agosto de 2015

'Músicas que nos fazem viajar ao encontro da verdade num mundo de cegos'






Escrevi no meu último texto que gosto de de palavras fortes, de sentimentos fortes, de viver de uma forma serena mas com emoções à flor da pele. Que, por vezes, sinto falta de alguma adrenalina. A adrenalina de ser livre e de poder voar quando quiser sem prazo para regressar.

Hoje, enquanto tomava o meu banho, ouvi que a minha banda de sempre estava de regresso. Os A-ha estão de regresso ao panorama musical internacional o que muito me apraz. Algumas das mais conhecidas baladas dos anos 80 e 90 pertencem a esta banda, sem dúvida alguma.   
Pois, o primeiro single que marca o regresso não podia ser mais apropriado aos tempos que vivemos. 

'Under the makep' é o tema escolhido para marcar aquele que é considerado um dos regressos mais aguardados . 

Convida-nos a pensar. A pensar o quanto vivemos mascarados para os outros e para nós mesmos. Demasiada maquilhagem nas nossas vidas, seja ela de forma real ou virtual. Maquilha-se uma vida de imperfeições com pó de arroz e demonstra-se aquilo que dubiamente se é com uma espécie de envernizado mate e um pouco de gloss. 

Enquanto ouvia o single e sentia cada palavra pensava para mim mesma - caramba anda tudo virado do avesso e ninguém demonstra quem realmente é. Quando o faz é esmagado, abafado por uma manada de carneiros mal condimentados que nem percebem ao certo o que é isso de sentimentos. O que é isso de se ser livre e que não é preciso ostentar para se ser.

Fico-me por aqui para não ferir susceptibilidades! E espero que gostem de ouvir a minha escolha de hoje.





Boa semana


Alexandra


sábado, 8 de agosto de 2015

'Tomada de consciência'








"love comes and goes, and it’s not worth hurting over."




Há momentos da nossa vida que se consagram autênticos marcos da memória e que nos levam a questionar a forma como nos apresentamos nesta tão pequena e ténue existência. 
A vida obrigou-me a questionar o meu caminho, a repensar até que ponto não estava a desviar-me do meu real propósito. Todos temos um propósito, eu, tu, vocês... todos sem excepção nascem neste mundo com uma mensagem que deve ser devidamente transmitida a quem nos, vos rodeia. Pertencemos a determinadas famílias, a determinados espaços não por um mero acaso, mas porque, somos almas enviadas naquele exacto momento em que logo após o nascimento toda a peça de teatro se desenrolará. 

Esqueçamos a espiritualidade não é disso que falo, o que aqui abordo vai muito além dessa compreensão. Até porque acredito firmemente que a espiritualidade é algo, um aspecto humano que deve e pode ser cultivado/cuidado de diferentes maneiras.

Falo de vivências, falo de experiências guardadas no nosso inconsciente que devidamente  trabalhadas e acedidas podem curar, ajudar a dissolver os nós da vida. Aqueles relacionamentos que não dão certo, as situações que parecem repetir-se vezes sem conta, a instabilidade da vida e a questão de não ter sorte tudo se resume a apenas uma coisa: memória. 

Quantos de nós têm gavetas da memória bem arrumadas? Há tanto medo! Homens e mulheres com medo de olhar para dentro e com isso entrar em confronto directo com as suas próprias sombras. 

O maior desafio que tive neste último ano foi exactamente esse, confrontar-me com as minhas próprias sombras. Mergulhei na dor, sem medos! Que ilações retirei? A minha forma de ser e estar jamais poderá agradar a todos e há sempre o sol que brilha após uma noite de solidão e trovoada. Não estou cá uma vez mais para me aborrecer ou perder tempo com coisas insignificantes. Estou cá para cumprir um objectivo que está praticamente concluído, ser feliz.

Gosto de palavras fortes, de sentimentos fortes, de viver de uma forma serena mas com emoções à flor da pele. Faz-me falta um pouco de adrenalina, aquela adrenalina que não se estende às massas. As massas não conseguem compreender. A massas vivem do "carneirismo". A minha individualidade se permanecer intacta terão tudo de mim, caso contrário nem um simples sorriso conseguem resgatar.
A minha compreensão... a minha visão! Embora saiba que possivelmente não compreenderão o que escrevi, eu sei e sinto cada palavra e nada mais há de tão gratificante que nos conhecermos. 


Um bom fim-de-semana


Alexandra