sábado, 8 de agosto de 2015

'Tomada de consciência'








"love comes and goes, and it’s not worth hurting over."




Há momentos da nossa vida que se consagram autênticos marcos da memória e que nos levam a questionar a forma como nos apresentamos nesta tão pequena e ténue existência. 
A vida obrigou-me a questionar o meu caminho, a repensar até que ponto não estava a desviar-me do meu real propósito. Todos temos um propósito, eu, tu, vocês... todos sem excepção nascem neste mundo com uma mensagem que deve ser devidamente transmitida a quem nos, vos rodeia. Pertencemos a determinadas famílias, a determinados espaços não por um mero acaso, mas porque, somos almas enviadas naquele exacto momento em que logo após o nascimento toda a peça de teatro se desenrolará. 

Esqueçamos a espiritualidade não é disso que falo, o que aqui abordo vai muito além dessa compreensão. Até porque acredito firmemente que a espiritualidade é algo, um aspecto humano que deve e pode ser cultivado/cuidado de diferentes maneiras.

Falo de vivências, falo de experiências guardadas no nosso inconsciente que devidamente  trabalhadas e acedidas podem curar, ajudar a dissolver os nós da vida. Aqueles relacionamentos que não dão certo, as situações que parecem repetir-se vezes sem conta, a instabilidade da vida e a questão de não ter sorte tudo se resume a apenas uma coisa: memória. 

Quantos de nós têm gavetas da memória bem arrumadas? Há tanto medo! Homens e mulheres com medo de olhar para dentro e com isso entrar em confronto directo com as suas próprias sombras. 

O maior desafio que tive neste último ano foi exactamente esse, confrontar-me com as minhas próprias sombras. Mergulhei na dor, sem medos! Que ilações retirei? A minha forma de ser e estar jamais poderá agradar a todos e há sempre o sol que brilha após uma noite de solidão e trovoada. Não estou cá uma vez mais para me aborrecer ou perder tempo com coisas insignificantes. Estou cá para cumprir um objectivo que está praticamente concluído, ser feliz.

Gosto de palavras fortes, de sentimentos fortes, de viver de uma forma serena mas com emoções à flor da pele. Faz-me falta um pouco de adrenalina, aquela adrenalina que não se estende às massas. As massas não conseguem compreender. A massas vivem do "carneirismo". A minha individualidade se permanecer intacta terão tudo de mim, caso contrário nem um simples sorriso conseguem resgatar.
A minha compreensão... a minha visão! Embora saiba que possivelmente não compreenderão o que escrevi, eu sei e sinto cada palavra e nada mais há de tão gratificante que nos conhecermos. 


Um bom fim-de-semana


Alexandra


4 comentários:

  1. Difícil exercício de nos confrontar com os nossos medos e anseios e torná-los em lindos momentos de felicidade ,e isso é possível sem dúvida ,beijinhos

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  2. Difícil a tomada de conhecimento dos nossos próprios medos, das sombras existentes no nosso interior, dos nossos próprios sentimentos. Mas essencial para uma vida feliz.
    Um abraço e feliz dia.

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  3. Olá Alexandra.

    Vou roubar, discretamente, e sem fazer muito barulho, esta sua parte do texto com a qual me identifico de forma inteira: "Gosto de palavras fortes, de sentimentos fortes, de viver de uma forma serena mas com emoções à flor da pele. Faz-me falta um pouco de adrenalina, aquela adrenalina que não se estende às massas. As massas não conseguem compreender."

    E é isto. Para quem quer entender, nada mais é do que isto.

    Beijinho, Alexandra :)

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Façam do meu espaço o vosso espaço, ousem comentar... eu ousarei responder! :)