terça-feira, 15 de setembro de 2015

Reflexão sobre a actualidade









Tomei a liberdade de seleccionar os títulos que fazem manchete na comunicação social do nosso país. Temos de tudo um pouco e esse todo um pouco reflecte o estado em que se encontra Portugal, lamentavelmente. 
De realçar que a cada dia que passa mais mulheres são vitimas de homicídio por parte dos companheiros ou (ex) companheiros. 
Ainda não percebi bem ao certo quais são as motivações que levam um ser humano a assassinar outro ser humano. Será desespero? A não aceitação de que o relacionamento terminou? Não sei. Apenas sei que nada justifica este tipo de actos.

No que toca à política nacional, assunto melindroso para mim, creio que os Portugueses tinham muito a ganhar se fosse constituído um governo em que todos fizessem parte. Seleccionar os melhores membros de cada partido para constituir governo porque, na verdade, todos à sua maneira dão um contributo para o bem ou para o mal. Acredito que se tal acontecesse episódios como o de ontem na Rtp1 seriam escusados e evitados. A sociedade Portuguesa necessita de oxigénio. De novas caras e novas ideias e sobretudo, acções concretas. Segundo o meu ponto de vista quanto mais conhecimento tivéssemos da nossa história passada outras opções surgiriam, um futuro melhor seria construído. Parecendo que não os erros vão-se repetindo, ano após ano, século após século.

Portugal dominou os mares e teve na sua mão um importante mercado internacional de onde provinha riqueza e inúmeras matérias primas. Mas faltava-lhe o essencial, industria transformadora. Pagávamos a peso de ouro a transformação desses mesmos produtos ao estrangeiro. De uma forma ou de outra o panorama melhorou. As nossas produções subiram e muito se deve a quem ainda aposta em Portugal. 

Escrevi um pouco mais acima que a política nacional é um tema melindroso para abordar porque o meu discurso não se enquadra naquilo que deambula por aí como sendo o correcto. Quem me conhece sabe e bem que a Alexandra sempre remou contra a maré e irá ser sempre assim. Faz parte de mim, não tenho culpa. Que me chamem revoltada, que digam que tenho a mania de que sei tudo e de que só aquilo que sei é que é bom... tretas! Simplesmente não digo que sim para estar bem na fotografia. E não digo que é azul ou verde quando isso não corresponde à minha forma de ser. Na vida não podemos agradar a gregos ou a troianos e abomino quando se acham no direito de criticar seja quem for alegando que é de forma construtiva (já lá iremos). Sou desligada qb da maior parte das coisas que se vão passando nos noticiários televisivos. Sou desligada qb desta sociedade em geral. Mas vivo e muito bem em sociedade. 
Sou uma mulher de acção, de convicções fortes, de colocar a mão na massa sem qualquer tipo de pudor ou medo de lascar uma unha. 

A verdade é esta: poucos me conhecem ou sabem quem eu sou e ainda bem!

Falemos agora de - criticar a malta e alegar que é de forma construtiva - :

Tema: Joana Amaral Dias

Não percebi qual foi o problema da rapariga se ter despido para uma revista. Tal como não entendo qual é o problema que existe em relação à Cristina Ferreira. Levantaram-se vozes na praça publica de que o comportamento da Joana Amaral corresponde a uma prostituição política e que usar o nome das mulheres para se despir em busca de votos é um acto condenável (palavras da Marta Rebelo que pensa ter arrasado a outra). 

Há muitas por aí que se despem a troco de nada, esta pelo menos admitiu que se despiu também pela política, mas acima de tudo como forma de agradecimento pela maternidade e porque achou que assim o devia ser. Quem somos nós para julgar seja quem for? Quem somos nós para organizar motins e irmos à página pessoal da pessoa chamar nomes e outras coisas que não lembram nem ao diabo? Faz-me lembrar algumas histórias "ah e tal somos um país livre mas tu não podes fazer isto ou aquilo porque fica mal, porque não é correcto" Então em que ficamos? 

Será que as mulheres não ganham vergonha na cara e param de ser umas cabras umas para as outras?! 

Provavelmente se a Joana Amaral numa outra fase da vida se se tivesse despido para uma playboy andariam contentes... não esperem... a Rita Pereira também posou na Playboy e foi criticada porque não se despiu. Apetece-me pôr um: 

As pessoas são livres de fazer aquilo que querem e mesmo que esse querer seja exposto e que não se concorde com esse exposto ninguém tem o direito de julgar ou ofender porque depois têm de contar com o outro lado da moeda.
A vida é uma faca de dois gumes em que não vale a pena grunhir muito. É preciso viver, saber viver e deixar viver!

Alexandra




5 comentários:

  1. Uma atualidade marcadamente deprimente...

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    1. mmm's,

      era importante mudar este panorama porque já chateia e já aborrece. Em véspera de eleições é sempre a mesma treta, não se respeitam e não respeitam quem os rodeia.

      Que mais dizer? Pouco ou nada...

      Beijinho

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  2. Ainda bem que deixei de ver noticiários ,pois é só desgraças ,beijinhos felicidades

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  3. E não é que concordo com tudo contigo. Tudinho! Em relação ao tema Joana Amaral Dias já ouvi tanto disparate que não consegui ainda perceber a razão de as mulheres em geral serem tão cruéis / cabras umas para as outras.O corpo é dela, a vontade de o fazer, e a escolha é dela também. Deve fazer o que a vontade lhe dita. Quanto a mim não me chocam as fotos, acho a nudez bonita, a gravidez bela e não acho ali nada de feio, pornográfico, vulgar...
    Não compreendo o porquê de tanto surúru. Parecem velhos do Restelo a resmungarem.

    Beijoca Alex

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  4. Não há problema da Joana Amaral Dias se despir... mas parece-me que isso não lhe traz qualquer credibilidade enquanti política.

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Façam do meu espaço o vosso espaço, ousem comentar... eu ousarei responder! :)