sexta-feira, 13 de maio de 2016

Com a alma vestida de negro vão-se os afectos e enterram-se os vivos!










Quando os afectos morrem vestimos de negro a nossa alma e, por consequência, enterramos sentimentos que não nos fazem falta. Para mim, hoje, enterrei definitivamente todo e qualquer tipo de sentimento que nutria pelo meu pai. Pai? Será que posso chamar isso a um homem que chama a filha de puta, que lhe ameaça dar um tiro e que a acusa de querer roubar tudo aquilo que ele tem? Deve ser por tudo isto que aparecem cada vez mais noticias na comunicação social de familiares que se matam uns aos outros porque questões de dinheiro, intrigas e afins. NÃO TENHO MEDO! Porque a quem é íntegro o medo não afecta.

Antes de avançar neste meu texto permito-me a definir a palavra puta. Para mim, uma puta não é aquela que está à borda da estrada a usar sexo como ganha pão. Não é aquela que tem sexo casual com um homem sem qualquer tipo de vínculo afectivo. 
Puta é aquela que não sabendo ser mulher abre as pernas a qualquer um que lhe sossegue as hormonas. Puta é aquela que usa o sexo e a chantagem emocional como arma de arremesso para atingir os seus fins.
Puta é qualquer coisa que finge ser aquilo que não é. Um género de mulher que para "foder" escolhe presas fáceis, homens com fragilidades e que cedem ao estúpido desejo de dar uma queca e de a coisa ficar por aí. Não fica! Há mais! Há todo um desenrolar de patifarias que se vão seguindo entre as quais a destruição de famílias é a cereja no topo do bolo. Estas, são alvo de telefonemas anónimos, de perseguições em centros comerciais. Enfim! A puta sabe o que quer e porque quer. Tudo serve para agigantar a teia da puta, porque a puta é uma autentica viúva negra. Coitado daquele que cai na teia! Coitado de ti que caíste nessa infame teia!!!

Se havia respeito, hoje, desapareceu! Se havia ainda uma réstia de amor de uma filha para com o pai foi num estalar de dedos completamente aniquilado pelo veneno pérfido de quem se desloca na negritude da vida.
Eu, no entanto, deveria ter aprendido que no dia que ele saiu de casa (era eu uma jovem de 16 anos) o pai que conhecia deixara de existir. 

Deixou mesmo! Morreu sem estar morto!

Um diabo em forma de gente que não reconhece o significado da palavra pai. Que utiliza os gritos como forma de amedrontar aqueles que ele julga serem mais fracos. 
Pai? Custa-me chamar isso a alguém que, hoje, a única coisa que me fez sentir foi raiva e derramar lágrimas. 

Acredita, coloquei hoje o ponto final numa história que há muito tinha acabado... porque a ti não vou dar permissão de roubares as felizes memórias do pai extremoso que um dia existiu. Da minha boca não vais ouvir mais a palavra pai. De mim não vais ter mais o beijo que te dava sempre que te via. De mim vais ter apenas isto, o cubo de gelo que entrego a quem me magoa e que tenta transmitir de mim a imagem da pior pessoa do mundo. Enterro-te hoje, porque nem amizade resta! Apenas assuntos burocráticos para resolver o buraco onde nos enfiaste. Tenho pena de ti. Pena, porque és uma autêntica marioneta nas mãos de uma puta e de todos aqueles que te rodeiam. 

Sou má? Deixa ser! Sou puta? Deixa ser! Sou oportunista? Deixa ser! Mas sabes, o jarro de água que hoje te despejei em cima foi pouco para tudo aquilo que me/nos tens feito sentir ao longo destes anos. Na tua boca sempre fui o pior dos teus problemas, o teu maior mal sem remédio. A frontalidade, a assertividade, assusta as sombras. 

Eu que quero e vou ser mãe, não é este exemplo de paternidade que pretendo transmitir aos meus filhos... mas foi isso que aprendeste com o teu pai. O mesmo comportamento que tanto recriminavas é aquele que hoje representas na eximia perfeição de actor amador. 

Com a alma vestida de negro e despedia de afectos, enterro o vivo e recordo o já morto que nunca mais voltará.


Alexandra


sábado, 7 de maio de 2016

Não chores









Não chores por quem te abandona, sorri por quem te acompanha. Não esqueças aquela e outra vez em que das mágoas nocturnas nasceu o dia. Daquela e outra vez em que o teu choro foi mar salgado e a tua gargalhada a areia onde te deitaste como menina de tempos áureos. 
Não chores, não tenhas pena porque o tempo urge e o corpo envelhece. Aproveita e vai! Passo a passo segue o teu rumo porque, hoje, hoje é tempo de ir sem ter pressa de chegar.
Não chores por quem te abandona. Não chores por quem teceu um dia falsas promessas. Sorri porque quebraste todas as regras e porque foste, és e serás sempre a única por quem deves chorar! Por ti e por aqueles que vivem verdadeiramente no teu coração!





Alexandra