Ajoelho






Eis que me ajoelho. O respeito e devoção que mereces quando, na verdade, o mundo que criaste é o profano desrespeito de ti. De que serviu a cruz quando o desamor que brota das pedras frias congela almas empobrecidas, desnutridas de afeição.
Longe, talvez vá para longe. Longe e bem longe onde não conheço, onde não conhecem. Onde não existo. Onde não há memórias ou tempos, vidas sem alento. Eis que me ajoelho. Eis que choro e eis que te peço porque tudo aquilo que mereço não está longe daqui. Silêncio. Fico neste silêncio pois é tudo aquilo que preciso neste momento. A vida. Irei banhar-me na vida porque ela é apenas minha e não de mais alguém, em paz.







Texto: Alexandra Santos
Fotografia&Edição: Alexandra Santos














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