quarta-feira, 31 de outubro de 2012

*Palavras*







Alexandra da Dinamarca




"A nível de auto-estima, experiência terrena e auto-realização, é a Essência a grande senhora. É ela que sabe o que te vai fazer feliz aí em baixo. Com os recursos aí de baixo. Ela é quem tem o teu plano de vida aí em baixo e é responsável por fazer com que tu o cumpras da maneira mais criativa possível. Criando um eu novo a cada dia. Ou, pelo menos, rejuvenescendo-o a cada dia. E hoje é o dia dela. Faz algo que desejas fazer há muito tempo. Tem essa coragem. Essa ousadia de correr atrás do que te faz feliz. Vai. Faz isso. E oferece essa ousadia à tua essência. Dá-lhe. Mostra o quão gostas e confias nela. Conversa com ela. Pergunta-lhe
o que é que ela quer que vistas hoje, como gostaria que penteasses o cabelo, e por aí adiante."

Por semana é enviada para o meu e-mail uma "mensagem de luz", pensamentos que nos fazem pensar, sentir, interiorizar e muitas das vezes interpretar o que se passa connosco. Apesar de para mim estes dias serem pautados por recolhimento e introspecção é, uma verdade, que todos merecemos fazer de vez em quando o que nos dá na real gana e eu ando a passar efectivamente por essa fase. 

A vida vai-me mostrando com as suas lições lentamente, qual é o meu lugar neste mundo, qual é o meu propósito. Não acredito no halloween ou dia das bruxas, mas acredito e tenho o máximo respeito pelo dia dos finados que é amanhã. Por vezes, gostaria de trazer do céu quem já partiu e tanta saudade deixou, mas sei que onde quer que eles estejam, olham por mim e têm orgulho no ser humano que criaram e viram crescer. 

Os abanões começaram cedo, as perdas idem aspas aspas, fui forçada a crescer para proteger, compreender e estar presente quando o mundo esteve prestes a ruir... dei e continuo a dar o melhor, o que tenho e não tenho. Se não der o melhor de mim quem serei eu afinal? Aprendi o melhor e o pior da vida com afectos ou sem eles, aprendi a reconhecer o lado negro e o lado humano do homem... os medos, as fraquezas, os desejos, as histórias, as certezas, os sonhos... eu sei qual é a dura realidade da vida, mas sei também, que o lado doce deve ser saboreado sem pensar em pecado.

Duramos pouco, a nossa vida é leve como uma pena, nada é nosso, tudo o que é palpável é ilusório... 

Fui preenchida e acompanhada por anjos que me deram amor, pessoas que inspiraram e outras que continuam a inspirar tudo aquilo que escrevo. Parte de mim está aqui, para quê inventar histórias e justificações? Quando amamos a vida, quando amamos o ser que somos e essência que possuímos amamos os outros... incondicionalmente amamos!

Falo de amor, escrevo de amor para amor, porque o amor é como uma flor que se deseja  mas onde existe o medo de colher porque pode murchar e desaparecer. Tenho um misto de Catarina Eufemia com toques reais de D. Estefânia, não é presunção, é maneira de ser... a minha! Não separo o prático do sentimento, nem conseguiria viver ou sobreviver se em mim amor não habitasse... self-respect, proud of myself! Num mundo pintado a cinzas de desprendimento, onde pessoas são números e afectos mercadorias... clamo por cumplicidade e paixão para todos, sim para todos... e que todos sejam felizes!

Sou grande, sou a verdadeira imagem de quem... onde a luz afasta a sombra e no meu coração a emoção mora!

Um beijo a todos!


Alexandra Martinho



terça-feira, 30 de outubro de 2012

*Quem sou*



"Vai sendo o que sejas até seres o que és, que é Deus sendo; e, cuidado, não te percas enquanto vais sendo."

Agostinho Silva




Não me cansei, não desisti, não morri... estou aqui! Podia ser actriz de qualquer cena de hollywood, modelo de uma casa de alta costura qualquer, mas na terra prefiro mexer! 
Pressa não tenho, nem vontade de fugir... quem sou? Sou mulher de temperamento vincado, sorriso purificado... formosa imagem clássica de um romance vintage. Por cada linha um traço, por cada memória uma passagem... Em mim guardo toda uma cena clássica, de simplicidade sem impar, onde mergulho sempre que posso para me aconchegar! 

Quem sou? Sou eu, mundo de afectos feito de trajectos com tanto para contar, tanto para escrever... Sou Alexandra, e esta é a minha melhor definição!


Alexandra Martinho










*Leitura obrigatória*




Esta será a minha próxima aquisição literária, vi durante a manhã alguns testemunhos e admiro cada um deles. Voltaram à terra que um dia os viu partir com uma mão na frente e outra atrás! Deixando para além mar riqueza, conforto, emprego, sonhos, uma vida que a guerra lhes roubou. Não baixaram braços, nem se renderam ao preconceito da sociedade Portuguesa que os olhava de lado. 

Num tempo em que tanto se fala de crise, vale a pena ler e sentir, aquilo que estes passaram por ter de recomeçar ou começar do zero!


"Cerca de quinhentas mil pessoas chegaram a Portugal com a independência das colónias africanas. Para elas, acabava dessa forma abrupta uma vida próspera construída no ultramar e começava um futuro incerto numa sociedade que desconheciam e que chegava a revelar-se hostil à sua presença. Se os que vinham de África preferiam lá ter ficado, os que cá estavam receberam-nos com desconfiança. Nos primeiros tempos os colonos passaram fome e frio, enfrentaram o desemprego e viveram amontoados em quartos ou casas degradadas. Alguns preferiram emigrar a sujeitar-se à discriminação e à falta de perspectivas; outros encontraram no suicídio a única saída. Os Que Vieram de África é um livro de investigação empolgante e minucioso, que reconstitui tempos conturbados do nosso passado recente. Traçando o retrato de um pequeno país a braços com uma tarefa colossal, revela histórias comoventes de sobrevivência protagonizadas por homens e mulheres atirados para um lugar distante chamado Portugal – um lugar radicalmente diferente da terra que amavam e que o curso dos acontecimentos lhes retirou."


Alexandra Martinho

*Prémio Dardos*


Prémio Dardos

A minha amiga Poppy presenteou-me com 
um selo muito especial, o Prémio Dardo.



O Prémio Dardo foi criado pelo escritor espanhol, 
Alberto Zambade que em 2008, 
concedeu no seu blogue Leyendas e el pequeno Dardo
o primeiro Prémio Dardo
 foi dado por ele a quinze blogues, depois os blogues que receberam o prémio 
deveriam indicar outros blogues e assim o prémio se espalhou pela internet. 
O prémio destina-se a reconhecer os valores e o empenho demonstrados 
por cada escritor de blogues.

O Prémio tem as seguintes regras:

1- Exibir o selo
2- Linkar quem o premiou
3- Escolher outros blogues para indicar o prémio
4- Avisar os escolhidos

Indicarei algumas pessoas e seus respectivos blogues, pois os mesmos adoro ler 
e sempre vamos aprendendo algo uns com os outros. A Blogosfera é para isso mesmo, 
trocar ideias, sentimentos, emoções vivências

1- Argos - curtinhas do farol
2- Tétis - curtinhas do farol
3- FireHead - FireHead´s Blog
6- Miú Segunda - A casa das Miús
7- homem sem blogue - homem sem blogue
8- Utena - Os meus idealismos
10- Observador - Reflexos
11 - Teresa Santos - teresa e as crónicas


Sei que alguns não vão aderir, outros provavelmente já foram indicados... 
ainda assim, fica aqui o meu apreço e gosto por vos ler sempre que posso!

Beijinhos!

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

*Não acredito no amor*








"Não acredito no amor" poderia ser título de filme ou de um romance qualquer em que as personagens por tantas perdas e tanto sofrimento deixam de acreditar no amor. Não é um romance, mas é talvez, a frase que mais por aí se diz e escreve. 

Por favor, não fiquem assustad@s, eu acredito no amor e isso é mais do que evidente. O que me deixa apreensiva é a quantidade de homens e mulheres que dizem não acreditar... e a questão que coloco é se não acreditam no amor, será que acreditam naquilo que são e no que tem para oferecer a si mesmos e aos outros?

Defino o amor como uma jornada espiritual feita a dois, em que pontos convergentes e divergentes se encontram, em que a fusão de dois mundos diferentes mas tão iguais se fundem e se tornam em um só. Não acredito nessa falsa teoria de que os opostos se atraem, aliás é precisamente o contrário... atraímos sempre o nosso semelhante. E aqui entra uma regra, nós atraímos do exterior aquilo que o nosso interior vivência. 

Vou dar um exemplo, temos um homem ou uma mulher que anseia casar e constituir família, para desta maneira ter a sua independência, ter o seu espaço. 
O sentimento que o ou a motiva muitas das vezes é a pressa, a necessidade de sair ou fugir da frustração de se ficar só, de pensar não ser merecedor de algo melhor e assim esperar. Quando desejamos um relacionamento tendo por base estes pensamentos/sentimentos existe o risco eminente de atrair um parceiro ou parceira que tenha outro tipo de interesses. Interesses que acabam por desgastar o relacionamento e o sentimento que supostamente os unia. 

Este tipo de ocorrência é muito comum quando o homem ou a mulher é aquilo que chamamos de inseguros. Têm para eles a ideia de que não conseguem encontrar e de que não são merecedores de um parceiro ou de uma parceira que os ame, que cresça com eles e lhes dê outros pontos de vista sobre o angulo pelo qual vêem a vida.

Com o tempo ao manterem um elo de ligação com alguém que é "inferior" a eles (lamento dizer isto), sem se dar conta vão sendo usados, humilhados, maltratados e manipulados... até que levam o dito "chuto no rabo"... deixam de ser úteis, pois aqueles que um dia deles dependeram estão num patamar, mesmo que ilusoriamente, superior. Quantas e quantas vezes não ouvimos - "não sei o que ele via naquela mulher"; "Ela não tinha nada haver com ele, porque razão ela esteve tanto tempo com ele!".

Tudo é uma aprendizagem, ainda assim eu não acredito que estamos nesta realidade terrena para sofrer, estamos para aprender e evoluir. Para mim alguém dizer "Eu não acredito no amor" é o mesmo que usar uma máscara que cobre os medos, as lágrimas, a dor de ter sido magoad@ vezes sem conta, quase sempre pelas mesmas razões, mesmas situações... e aqui está o poder de atracção! Atraímos o que não queremos, o que temos medo, projectando no outro aquilo que necessita ser resolvido.


- O que é para vocês o parceiro ideal?

- No que consiste um relacionamento amoroso?

- Será que todos entendem que um relacionamento não é estático?

- Já pararam para pensar e sentir que todos necessitam ser reconhecidos, valorizados, acarinhados, compreendidos, aceites?

- Já alguém vos disse que quando comparamos o nosso companheir@ com situações passadas, o problema está em nós para resolver?

Todos temos de pensar um pouco não acham? Tudo nesta vida requer o nosso esforço e dedicação, é fácil colocar no outro  responsabilidade dos nossos erros. Não deixem o tempo passar, nem cair no esquecimento as necessidades de quem vos ama! Façam a vossa presença se sentir através de uma mensagem, de um telefonema só para dizer adoro-te. Tenho certeza que um dia ainda a muitos vou ouvir dizer...



EU ACREDITO NO AMOR!


Tenham uma boa noite... 


Alexandra Martinho




*A Caneta*







"A caneta", que belo título de texto para o "ouso escrever". O meu aniversário foi um dia de muitas surpresas e o meu "nenuco" ofereceu-me uma prenda invulgar, uma caneta. E agora podem pensar - "mas isso é uma prenda vulgar" - não, não é. É invulgar dotada de simplicidade e com a seguinte mensagem: "Ousa Escrever - 21/10/2012". 
Ele não sabe, não viu, mas quando tive oportunidade de ficar por instantes sozinha chorei pelo gesto e pelo simbolismo que a caneta representa para ambos. 
Nunca imaginei que um dia viria a ter um blog, nem tão pouco que viria a escrever aquilo que somente na minha mente existia... e existia tanto. 
Ousei escrever durante muitos anos em papel, no silencio da noite, desabafava, contava às linhas os meus sonhos, os meus desejos, os meus medos. 

Mas hoje estou aqui, escrevo não somente para mim o que penso e sinto, como partilho convosco muitos que nem sequer sei quem são, mas sinto-vos! 
Não estamos longe por certo e assim abro uma janela mais do meu palacete... sejam bem-vindos!
Quando ele me deu o presente, apenas três palpites do que poderia ser dei e embora o terceiro estivesse certo... ele dizia sempre que estava frio mas, na realidade, estava a ferver!
Confesso que um presente para mim dado com carinho e a pensar verdadeiramente em mim me diz muito. E por este não esperava, independentemente do valor que o mesmo possa ter, ou do material que o constitui. 

A caneta, a bela da caneta, quero apenas usar no dia que será o mais importante das nossas vidas... aquele em que eu me vou tornar tua mulher como Deus quer... esteja esse dia perto ou longe, se por tanto já passei, e por tanto já esperei... de uma coisa tenho certeza é contigo que quero ficar. 

Somos iguais, temos ideais, se tu recuares no tempo, muito daquilo que eu faço e digo, tu também o fazias e dizias quando a minha idade tinhas. Mas ambos sabemos, tu e eu, o que pessoas e o tempo contigo fizeram. Não estás frio, mas estás magoado... não tanto como ontem, tens feridas que ainda não cicatrizaram... algumas dores que necessitam ser acarinhadas para teu corpo deixar. Mas hoje e amanhã tudo será diferente, nada mais será igual. Tudo aquilo que me ofereces está numa caixa de madeira, a nossa caixa de madeira... onde ainda guardo os restos do primeiro ramo de rosas vermelhas que me deste, lembras? Onde está o "burrico velho" que me deste a propósito das caretas que eu gosto de fazer, por vezes! Que tanto te fazem sorrir com essa alma linda que possuis. 

Gordo ou pobre, rico ou magro, resmungão ou bem disposto... com os teus defeitos e qualidades, escolhi-te para a vida... tu foste o escolhido e assim me tens na tua vida! O resto tu sabes e é apenas nosso. Não tenho vergonha de te dizer publicamente que te amo, nem de te apalpar o rabo no meio da multidão. Protocolos não me assistem e quando estás comigo tudo o resto desaparece. O Miguel Esteves Cardoso escreveu um texto sobre o "elogio ao amor", eu escrevo um elogio ao homem que me deu um presente, a caneta! Sim, isto é um elogio para ti meu amor, o resto está no teu coração e se sentes tens a coragem de me amar... por coragem é o que não falta para te amar como te amo assim!

Um beijo!

Alexandra Martinho 

sábado, 27 de outubro de 2012

*Estou assim*






Tenho dias e dias... e hoje é um daqueles em que me apetece estar e ficar na conchinha... porquê? Ora aí está uma boa pergunta, para a qual não tenho resposta... simplesmente desde sempre e como sempre sinto as coisas, as situações e o meu dia-à-dia de uma maneira que poucos ou nenhuns conseguem compreender. A isto chamo introspecção e análise, pode até nem ser, mas para mim é. Não sou a mulher das complicações, sou a mulher das emoções... das minhas emoções!

De tempos a tempos gosto de a fazer, (análise), para analisar tudo aquilo que vivo, como vivo e com quem vivo. Arrumar gavetas, arrumar a casa... arrumar o coração! Foi e é isto que me permitiu e permite ser quem sou, dar ao outro aquilo que posso tenho para dar, sem medos, sem interrogações. 

Estou tão melancólica, tenho as lágrimas a cair em fio e assim fiquei com a música que irei publicar... mas também com a mensagem que deixei de parabéns para alguém que me é tão especial. Não sou uma Maria Madalena chorona, ou será que sou? Não acredito que seja, apenas mostro aquilo que sinto e se tenho de chorar por alegria ou tristeza assim o faço...

Detesto protocolos, não estou nesta vida para ser agradável! Estou aqui com todos e sem todos para ser quem sou! Logo, não me é difícil rir, chorar, abraçar, beijar, conversar, manifestar todo o afecto que transporto em mim... Sou uma janela, a minha janela para o meu mundo...

Desejo-vos um bom fim-de-semana, um beijo grande e um terno abraço para todos que me lêem e acompanham por aqui! O meu blog atingiu as 2000 visualizações, é bom e gratificante saber que tenho tocado o coração e alma de tanta gente!







Alexandra Martinho



quinta-feira, 25 de outubro de 2012

*Ouve*









Ouve o meu coração bater, deixa o mundo cair, deixa o mundo se redimir e ama-me! Apetece-me mergulhar no teu corpo, beijar a tua alma, raptar a tua consciência e consumir-te até à exaustão. Ainda não entendi porque tanto te desejo, porque razão os meus olhos tem um orgasmo sempre que te vislumbram! É a força do amor, com a chama da paixão que me faz arder com toda esta tentação que nos liga num laço vermelho sedutor feito de seda.
Vem até mim, meu amor, não te quero como cordeiro manso... quero-te como um lobo que uiva, que clama por matar a sede... quebro-te as amarras e beijo-te a boca suculosamente... o resto faremos despedidos de pudor e de roupas... faremos onde quiseres, da maneira que eu quiser... porque nós podemos, nós mandamos... E assim fazemos, rodeados de velas, de luz... a tua língua que descobre cada canto do meu corpo e que me deixa sem pensar, sem ouvir, sem falar... apenas sentir tudo o que há para sentir...


Alexandra Martinho





*Os Elogios* 








A correria em que andamos diariamente na nossa vida impossibilita-nos de viver, de apreciar, de contemplar aquilo que de mais importante possuímos e que nos pode fazer verdadeiramente felizes.
Vivemos rodeados de infelicidade, tristeza, stress, falta de amor, mau humor, pouca tolerância para com o outro... esquecendo que somos todos diferentes, mas todos iguais! Todos necessitamos de afecto, carinho. Uma palavra de atenção no momento certo para levantar o animo, aumentar a auto-estima.

Poucos são aqueles que conhecem a importância dos elogios na vida de uma mulher, de um homem ou de uma criança. Está mais do que provado que os elogios em contexto profissional aumentam a produtividade e desempenho da parte dos funcionários. Está mais do que provado que os elogios numa relação intima reforçam os laços amorosos que unem um casal. Que mesmo as crianças se tornam pacificas com um elogio vindo dos progenitores. Então porque não somos capazes de elogiar o outro?

O elogio, para muitos infelizmente, é visto como uma necessidade de aprovação. É visto como algo supérfluo, não necessário, como algo que tem um intuito duvidoso, segundas intenções ou que alimenta a vaidade. Não há pensamento mais errado do que este, defendo inclusive muitas vezes, que por estes e muitos outros motivos, a cadeira de psicologia deveria ser obrigatória nos diversos níveis de ensino para que tivéssemos seres humanos emocionalmente mais esclarecidos e próximos da sua própria realidade individual!

Eu gosto que me elogiem, sabem... aquele elogio sincero que vem de quem gostamos... elogio esse que nos motiva a fazer mais e melhor, que nos devolve a força e confiança ao termos feito algo de errado. Gosto, não nego! Desde sempre que os tive, fui habituada e educada a ser construtivamente criticada, mas também, a ser elogiada e valorizada sempre que fazia algo de bem ou bom. Fui preparada em tudo para os dois lados da moeda.

Aflige-me um pouco a frieza que absorve todos os dias este mundo, esta sociedade... leva-me a crer que muitos andam empedernidos emocionalmente... somente sabem criticar, desvalorizar, magoar e o contrário não o sabem fazer. Desde sempre que o fiz e continuarei a fazer... elogios! Todo o ser humano merece ser elogiado dizer - "estás lindo, estás linda! - não esperava que me tivesses arrumado e tão bem a cozinha, estava tão cansada... obrigada, por teres pensado em mim!" - são apenas alguns exemplos.

Agradeçam os elogios, façam elogios, elogios sinceros que mostrem ao outro o quanto vocês o apreciam. Vou vos dar uma novidade, enalteçam as vossas qualidades, os vossos melhores atributos... isso não é presunção, nem falta de humildade... é sinónimo de uma boa auto-estima, de que gostamos de quem somos e que espelhamos para o mundo o nosso bem-estar. Os elogios são fundamentais, devem ser agradecidos e ouvidos, mas ainda assim devemos compreender que quem não os teve desde criança, desde a infância, para essa ou para essas pessoas é difícil fazer um elogio, ouvir um elogio. Lembrem, a nossa maneira de ser e estar é fruto da nossa educação, daquilo que vivemos! Mas nunca é tarde para adquirirmos novos e benéficos hábitos.


Beijo na alma de tod@s!







terça-feira, 23 de outubro de 2012

*As feridas*










Tolos somos todos nós, todos aqueles que se acham deuses e deusas, mas que no fim, são seres humanos pobres de espirito que se distanciam do seu real valor, vivendo em função de cabeças e pensamentos alheios.

Ninguém vos disse que viver era fácil, mas também ninguém vos ensinou que têm de viver a vida em sofrimento.
Laços, laços onde estão? Onde foi e qual foi o tempo em que a sociedade e o mundo desvalorizaram os laços afectivos? Sim, a nossa vida é feita de laços, de vínculos afectuosos que por falta de alimento se vão deteriorando.
Relações entre homens e mulheres, pais e filhos são as que requerem coragem e o melhor que em nós existe para possam perdurar no tempo.

Vou colocar a todos uma série de questões, respondam aí no vosso coração a cada uma delas. Lembrem-se, conversar com o "eu", com o interior, é uma tarefa extremamente difícil porque iremos mexer nas sombras que tanto queremos esquecer. Assim, culpamos o outro porque nele espelhamos e provocamos aquilo que tantas vezes sentimos e não ousamos dizer!

Sabemos que uma vida a dois é feita de aproximações, de boa comunicação, de bom desempenho sexual, da imagem que temos do parceiro ou parceira. Mas também, de frustrações, decepções que podem aniquilar e reduzir um relacionamento a cinzas. Eis que neste campo lanço as seguintes questões:

- Quais são as palavras que posso utilizar para descrever o meu relacionamento?

- Serei livre para aceitar, recusar, questionar, dar e receber aquilo que o outro me dá e oferece?

- Quando me comprometi e aceitei relacionar com ele ou com ela tinha todo o meu passado resolvido, ferimentos e mágoas saradas de outras situações?

- Serei eu capaz de assumir os meus sentimentos reais, dizendo aquilo que mais necessito e quais as minhas expectativas?

- O que é mais importante, aquilo que os outros pensam de mim, ou aquilo que aquele ou aquela que está ao meu lado em tudo e para tudo pensa?

- Será que digo aquilo que acho inaceitável no outro sem o magoar? 

- Tenho noção das minhas necessidades afectivas e serei capaz de as solicitar ao outro sem cobranças?

- Terei eu consciência de que o outro necessita do meu reconhecimento, valorização, de ser entendido, desejo de intimidade, de sonhar e de comigo mudar o mundo envolvente construindo um mundo a dois?

- Serei capaz de dizer aquilo que me magoa e prescindir daquilo que é supérfluo para ser feliz e ver o outro feliz?

- Não terei atitudes e comportamentos para com o meu parceiro ou parceira baseados naquilo que já vivi em outros relacionamentos?

- Por fim, será que sei e compreendo que nas criticas do outro está toda a sua história, ferimentos e mágoas inclusive?

Posto todas estas questões falta-nos muito, não acham? Num homem e numa mulher os afectos são a última coisa a morrer, mantenham assim as vossas mensagens positivas, de compreensão. Coloquem o vosso orgulho de lado, aquela pessoa está do vosso lado por escolha, não por obrigação... amar alguém é estar no bom e suportar o pior para dar luz e trazer o sol da vida para os dois.

Quanto aos filhos, a maneira como hoje é encarada a família mudou e os filhos, esses, são muitas das vezes apanhados em situações de divórcio e término da relação familiar, sendo forçados a viver com um lado de um núcleo que era composto por dois. Existe de tudo um pouco nos dias de hoje, nem sempre são os pais os negligentes, os filhos também o são e quanto menor é o numero de filhos, maiores são as expectativas dos mesmos e as consecutivas decepções, braços de ferro, discussões, enfraquecendo vínculos. Não se extinguem, enfraquecem. Os ressentimentos após o divórcio, questões financeiras, discussões por causa de namorados e namoradas, a distancia física e ausência que a separação acarreta... enfim, tantas razões e motivos que podem ser resolvidos e superados...
Para estes casos deixo as seguintes questões: 

- Entre a relação de pais e filhos o que deve prevalecer?

- Não será que o meu pai ou a minha mãe apesar de todos os seus defeitos, continua a ser o que de mais importante e valioso possuo? 

- O que é mais importante, dar tudo aos meus filhos ou prepará-los pra um vida digna e de valor?

- Apesar da distancia física devo descurar os afectos para com os meus pais, para com os meus filhos?

- Porque me custa tanto dizer "amo-te" ao meu pai, à minha mãe?

- Os meus filhos cresceram num ambiente de dor, culpa ou de mimo e afecto?

- Será que sei e compreendo que os meus filhos em algum momento da infância e adolescência vão se sentir desprezados e que isso é algo de natural não devendo ser negligenciado?

- Eu, enquanto filho ou filha, não exijo demasiado dos meus pais para compensar os meus medos, insegurança?

- Serei capaz de falar com o meu pai ou com a minha mãe sobre os meus problemas?

- Não andarei demasiado preocupado/a com questões superficiais e a negligenciar o amor dos meus filhos?

Fico-me por aqui, o texto vai longo mas é necessário, porque andamos dormentes, adormecidos e a esquecer o que de mais importante temos na vida... os nossos verdadeiros amores!

Beijos a todos e boa semana! E deixo um vídeo que nos elucida sobre aquilo que não é o amor!




Alexandra Martinho  

domingo, 21 de outubro de 2012

*28 anos, 27 extensas páginas já escritas*





O tempo voa, já somo 28 anos nesta minha ainda tão curta passagem por esta vida terrena. Sim, estou feliz! De tudo aquilo que já vi e que muito tenho para contar, resumidamente posso dizer que com orgulho cheguei onde cheguei. Olho para trás e tudo o que vejo é meu, feito por mim, com a minha dedicação, com o meu empenho.
Analiso ou avalio até agora o meu percurso, como um percurso feito de opções sábias, de alguns tropeções que me ajudaram a crescer... um percurso marcado por dolorosas perdas que ensinaram a ser digna, humilde, humana... atenta às necessidades do outro... a edificar quem eu sou! E mais uma vez o digo, estou feliz!

Tenho muito caminho ainda por desbravar, a minha vida nesta tão linda vinda, por mim deseja, por Deus abençoada! Que posso eu desejar mais? Nada! Simplesmente que a minha saúde nunca me falte, que a felicidade nunca me abandone, que o amor nunca acabe... que mais posso desejar? Nada!
É o meu dia, o dia em que nasci, que dei o primeiro choro e disse - estou aqui! Sim, cheguei para vencer e ter o meu lugar ao sol... e não, não deixarei que passe o navio e que fique o mar sempre igual!

A todos aqueles que me tem acompanhado, a todos que me amam e que amo só vos tenho a dizer, obrigada! Por ser simplesmente quem são!


A mim, a todos os meus amores, e ao meu grande amor dedico esta música...





Faço votos de que todos também tenham um feliz dia... :)


Alexandra Martinho

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

*Para ti*







Para ti poderia ser uma carta de amor, provavelmente é isso mesmo, uma carta de amor. Conheci-te há dois anos e como tu mesmo disseste há coisas que não têm explicação, ou até têm, quando duas almas se conhecem , e reconhecem uma na outra.
Eras muito parco em palavras e em ti havia o temor de não ser amado pelo que eras. Creio convictamente que Deus nada faz por acaso e que mais uma vez, nesta vida, nos colocou na mesma linha, no mesmo caminho... talvez para a derradeira despedida, mas com toda a certeza para que comigo pudesses crescer e mostrar toda a tua beleza de ser... sem medos, sem anseios... e sim, dei-te tudo, continuo tudo a dar... porque se não der que mulher serei eu afinal? 

Gestos de amor todos os seres humanos merecem ter, gestos que não estão em presentes ou até podem estar, mas os verdadeiros gestos de amor são aqueles que beijam a alma... que falam por nós quando não temos palavras sequer para pronunciar.
Sim, é com verdade que te digo que te quero muito, que és para mim o ser mais importante da minha vida a que doei e devotei o meu coração. Como eu, como eu não há ninguém neste mundo... e poucos são aqueles que com a verdade da sua essência proclamam amor.

Sempre foste de dar o que de melhor havia em ti, o teu amor, o teu afecto, as tuas palavras doces... também eu assim fui e assim sou. Não me interessam as imagens, não me interessa uma vida de luxuria se nessa vida não houver espaço ao amor, espaço à felicidade, espaço para nós os dois.
Sim, Fernando, nós os dois! Com imperfeição, fomos perfeitos um para o outro, com a imperfeição da perfeição perfeita temos de mãos dados desbravado caminhos, indo em frente pelo nosso sonho, pelo nosso cantinho... aquele em que um dia talvez possam morar e uma família construir... porque não? Sonhar não custa e é tão bom sonhar!
Nestes dois anos contigo aprendi a melhor das lições que levo daqui... amar e ser feliz! Obrigada, obrigada por essa chave que me concedeste e assim abriste uma porta que em mim julgava eu para sempre ficar encerrada! Obrigada pela companhia, obrigada pelas risadas e gargalhadas, obrigada pelas horas e pelas madrugadas que passámos em claro ao telemóvel... obrigada por ser quem és, obrigada por cada beijo nos meus lábios... no meu corpo.
Não, não necessitas ficar envergonhado... porque te sei parco em palavras te posso dizer ao ouvido amo-te! 
Guarda então, guarda então dentro de ti cada momento, cada palavra... nunca te esqueças, nunca te esqueças que um dia eu existi... nunca te esqueças do maior ensinamento que trouxe para ti... amar é estar nu, indefeso... amar é... os altos e baixos, os defeitos e feitios, a meiguice e cumplicidade... amar é uma história, feita e partilhada a dois do principio ao fim, em que eu e tu nos amámos assim!

Para ti, somente para ti fica aqui uma parte de mim, que o mundo veja, que Deus sinta todo este amor que sinto por ti...

Parabéns meu amor, que contes muitos e outros tantos do meu lado com alegria e tristeza... porque a única razão de se estar triste é porque estamos felizes!

Beijo... na boca com toque angelical!

Alexandra Martinho

deixo a nossa música...



quarta-feira, 17 de outubro de 2012

*Falando de Sonhos*









Costuma-se dizer que a esperança é a última a morrer e que os sonhos, os sonhos são a esperança que nos mantêm vivos. Pois bem, é sobre eles que regressei para escrever, dos imensos sonhos que tenho... 
Não, não quero ser rica, não quero ter um carro de alta cilindrada, não quero ter luxos... quero apenas constituir a minha família e ter aquela casinha pintada de branco, com barra azul ou amarela e as janelas, as janelas brancas aos quadradinhos com um cortinado bordado... e no seu interior... amor muito amor! 

Poder chegar a casa depois de um dia de trabalho e ter os meus filhos nos braços, ouvir as risadas, ouvir aquela palavra linda e mágica: "mãe, dá-me um beijinho!".
Educar, ver crescer aqueles seres que são parte de mim, passar tudo aquilo que sei... estar ali do lado deles nos bons e maus momentos. Quero... quero muito ser mãe, dar todo este amor que tenho guardado dentro de mim, aos seres que me amarão e respeitarão incondicionalmente para toda vida.

Sim, acredito que com empenho e dedicação tudo poderá ser eterno, amar é eterno e ninguém me convencerá do contrário. 

Para mim, o simples basta, o simples é suficiente e por isso... gostaria de casar, envergar no meu corpo o mais belo vestido de noiva... sem protocolos, sem desconhecidos, sem festa, sem espanpanancias... só eu, ele, os chegados, os amigos, o bolo e um destino só para dois... onde aí faríamos a nossa festa. Não consigo ver o casamento como um contrato, não consigo ver o casamento como um aprisionamento de almas... para mim é uma doação, entrega, um acto de solene em que ele me concede o seu nome, em que eu lhe concedo o meu nome... partilhamos desejos, lágrimas, gargalhadas... enfrentamos de mãos dadas problemas, encontraremos soluções...estarei a sonhar demais? Acho que não!

Eis que se constrói uma vida, onde ambos de dedos entrelaçados agarram o leme deste novo destino em que se unem dois mundos, dois universos de experiências.  
Sei que assim, ali naquela casinha não existirá somente crianças, nem o jardim com balouços, nem o cão labrador creme... lá também estará o homem que escolhi, aquele que me ajudou a tornar realidade todos os sonhos que um dia sonhei... aquele onde no peito coloco o meu rosto quando quero dormir... aquele que faz de mim a mulher ainda mais feliz que algum dia já fui... aquele que sabe e sente que o meu coração será eternamente e devotamente dele...


talvez um dia tudo isto seja um sonho real...


Alexandra Martinho 






segunda-feira, 15 de outubro de 2012

*Do que tenho saudades*






A poucos dias de fazer 28 aninhos, deixo um pouco mais de mim...

Do que tenho saudades?

- Tenho saudades de comer as minhas sombrinhas de chocolate regina

- Tenho imensas saudades do meu avô, que partiu cedo demais e sempre que chega estas alturas é como se dentro de mim existisse um enorme vazio...

- Tenho saudades daqueles momentos hilariantes de infância em que o meu avô enchia o pátio com água para que eu corresse de um lado para o outro... e eu na minha honesta felicidade fazia de tractor ou de mota d'água. Ele? Sentava-se e ria ao me ver naquelas brincadeiras que mais ninguém tinha, dizendo - esta se não existisse tinha de se inventada -

- Tenho saudades das traquinices que fazia ao dar banho aos borregos... mas eles gostavam, ok?!

- Tenho saudades da inocência dos meus primeiros anos de vida, onde tudo era tão puro e sincero.

- Tenho saudades de todos aqueles que me amaram, que eu amei e já partiram...

- Tenho saudades do meu pai...

- Tenho saudades dos tempos de faculdade e de todas aquelas situações que me deram o nome de "muralha da china"!

- Tenho saudades do meu Nenuco, mas desse ando sempre com saudades!

- Tenho saudades e sei que deixo saudades...

Sabem, só há uma coisa de que não tenho saudades... de mim! Ao longo de todos estes anos nunca deixei de ser quem sempre fui, crendo que me irei manter sempre assim, assim é que estou bem. Sou menina, sou jovem, sou mulher... sou eu! E eu como último texto destes dias ou desta semana... deixo um beijo e uma música para todos!





Oh Mika, esqueceste de incluir mulheres altas... pffff! lol


Alexandra Martinho


*Os Portais da Alma*








Os olhos são os verdadeiros portais para a alma, elevam, mostram a doçura que existe em cada um de nós. Não acredito em falsas promessas, mas acredito em almas verdadeiras, pois são elas que nos dão aquilo que mais queremos, afecto, amor, tranquilidade. Quem olha nos olhos não tem medo, nem de si, nem do outro. Quem olha nos olhos, olha o mundo com outro pensar, olha o mundo com sentir. Alma e essência é aquilo que de mais verdadeiro possuímos, pois é a única coisa que levamos efectivamente connosco. Mais do que mostrar, é preciso acreditar, acreditar que nas nossas mãos está o poder de mudar, o poder de dar a volta por cima, de saber rodar a roda de pedra e fazer a carroça andar sem se despenhar. 

Decerto que já ouviram falar da alegoria da caverna, quem nunca ouviu. Platão através da alegoria da caverna pretende mostrar que muitas são as vezes em que nos acorrentamos por medo do desconhecido. A verdade da vida tem de facto um caracter libertador, e nós enquanto homens e mulheres esclarecid@s temos esse poder nas nossas mãos.
 Falamos nos nossos dias de muito, de tudo, falamos da espiritualização, de tempos de mudança, mas a verdadeira mudança está em nós. Somente acreditando naquilo que somos é que iremos mudar. Não me perguntem como será essa mudança, pois cada um a sentirá de diferente forma à sua maneira. 

Cultivamos o esplendor, cultivamos o desprendimento, o falso afecto e apego às coisas materiais, mal tratamos muitas vezes quem mais nos ama.

Pergunto, porque existem olhos tão tristes? Porque existem olhares tão vazios? Porque estamos todos nós muitas das vezes de costas voltadas? Porque não sabemos amar o outro? Porque não sabemos respeitar o outro como ele é? Porque sofremos? Para o sofrimento, eu tenho uma resposta, sofremos para que possamos dar o devido valor ao que de bom se poderá apresentar na nossa vida! Costumo dizer "Não resolvas os teus problemas de costas voltadas para quem amas, mas sim, e sempre para dentro".

Olhando nos olhos, mas mais que olhar compreendendo, vamos no caminho da pura compreensão do outro. Sentimentos sejam eles positivos ou negativos, devem ser nutridos, resolvidos, corrigidos, ultrapassados. Parar para viver, escutar, sentir e querer um pouco mais e melhor para nós e para os outros. Quem um dia percorreu o caminho da sombra, virá ao cimo e encontrará aquilo que de facto pretende atingir, a sua plenitude, a sua virtude, pois todos são virtuosos. todos são aquilo que realmente desejam ser... Um pouco mais deles mesmos, um pouco mais de si próprios, um pouco de tudo ou até mesmo um pouco de nada. 

Isomorfismo da Alma com o Cosmos, em que a alma se divide em três partes (Alma racional, irascível e concupiscente), são os princípios básicos para que possamos entender e aceitar que um estado, uma nação só poder´ ordenada e justa, se no seu comando possuir indivíduos de alma que saibam o que é a ordem e justiça.
Se todos nós pensarmos um pouco e sentirmos, veremos que mesmo a nossa realidade, a realidade portuguesa, está intimamente ligada ao simples facto de que deixámos de ouvir as nossas verdades e necessidades interiores.

Namasté!

Alexandra Martinho