sexta-feira, 30 de agosto de 2013

O segredo de todo o esforço valioso reside na fé - Bulwer Lytton








Portugal é, hoje, um país literalmente em chamas. Durante décadas brincou-se com o fogo e é o fogo que hoje consome bens e vidas de inocentes que o tentam domar para não mais estragos causar.
Há vários meses que vivemos uma verdadeira "guerra civil" política, disfarçada é claro pela ética e bons costumes, mas que não deixa de ser uma guerra de interesses onde a cadeia alimentar resume-se a um só osso que todos pretendem abocanhar.
Nestes últimos dias morreram jovens que por amor à pátria e profissão desafiaram as chamas e, elas, levaram-lhes a vida.
Não será altura de parar? De parar e pensar que raça Portuguesa somos afinal quando filhos da nação morrem e continuamos a debater... politiquices! Custará assim tanto olhar um pouco mais além, que não para o próprio umbigo?
Todos os dias recebemos sinais, sinais para que os nossos olhos não fiquem cegos ou adormecidos no engano e ilusão de ter aquilo que de facto não temos. E nós, Portugueses, não temos tido tempo para ser quem de facto somos. Com mais de novecentos anos de história o que nos ficou?! Terá sido, nada?
Matou-se um rei, acabou a monarquia veio a república. A república caiu, surgiu a ditadura e o país todo sofreu. Ressuscitada das cinzas eis que surge uma nova esperança, uma nova república de rosto lavado que prometeu mundos e fundos e onde estão esses mundos?
Quem somos nós? Onde estamos? Que fez, o que fez a política ao nosso país e o que fizemos nós quando a aceitámos sem questionar as suas premissas.
Vivemos de cabeça para baixo com um mundo ao contrário, feito do avesso. Não basta dizer basta, não basta dizer acordem, precisamos agir saindo da acomodação a que nos habituámos.
Não atirem mais lenha para a fogueira, perdemos jovens com esta "brincadeira" e por eles, unidos, devemos dar um final nesta novela de faca e alguidar.
Portugal está de luto, nós estamos de luto, paremos agora, vamos reflectir sobre o estado das nossas vidas. Deixemos de lado os polvos do mar e ouçamos os peixes que descem as águas cristalinas da sabedoria. Os peixes somos todos nós, oh povo de Portugal!
Haverá algo mais a acrescentar? Sou cidadã de Portugal e não quero ver o meu país destruído porque, afinal, por aqui desejo criar os meus filhos. Estejamos neste momento de dor unidos por uma causa nobre, salvar Portugal.

Alexandra Martinho

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

"A memória é o espelho onde observamos os ausentes." Joubert, Joseph










A memória é o espelho onde observamos os ausentes, é aquele lugar onde visito quem partiu e deixou tamanha saudade no meu peito.
Não lhes consigo tocar e o rosto começa a não ser nítido, sinto o medo de esquecer, já não ouço a voz, nem recebo o beijo.
Alexandra, "a grande", também chora, é frágil e sente saudades do pilar que partiu não há muito, o suficiente para a saudade doer.
Gostava que estivesses presente neste momento tão importante da minha vida como, em tanto outros tiveste, assumindo um papel de quase pai. Ser avô, tu sabes, é um ser tão especial.
Guardo-te dentro de mim, naquele sitio onde te posso encontrar, não te esqueças de fazer um novo baloiço algum dia o irei usar.


Nunca haverá na minha vida amor como o teu...


Uma boa noite a todos e uma excelente quinta-feira!






Alexandra Martinho

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

"A mulher, o mais sublime dos ideais." Victor Hugo










Célebre é a frase "não se nasce mulher, torna-se mulher" e a mulher de facto é uma construção que começa no dia em que ela percebe verdadeiramente o significado de ser mulher.
Mulher é muito mais que maquilhagem e roupa da moda, ser mulher é amar a si mesma, nutrir a cada dia que passa a alma que o corpo transporta. É estar longe... estar longe e tão perto de si sem nunca perder a identidade. 
Entra no poço e chora, mulher que é mulher não tem medo de chorar e ai daquele que a proíba disso fazer.
Ela caminha e sabe renascer quando o dia nascer. Escuta um amo-te que vem do horizonte e sorri, algures por aí há um homem que a espera, que a deseja sentir como quem sente o pulsar do próprio coração.
A mulher é mulher quando no fim da vida olha para trás e ao ver toda a sua história diz: "Eis que sou um pedaço do mundo e no mundo me fiz mulher!"


Uma boa noite para tod@s!



Alexandra Martinho

terça-feira, 27 de agosto de 2013

"Família é uma pequena sociedade composta por um homem que não ganha o suficiente, de uma mulher que não cuida da casa como devia cuidar e de alguns filhos que estão cada vez mais impossíveis." Fernandes , Millôr 







Escolhi de forma propositada a citação que serve de título e base de fundamento deste presente texto. Controvérsias aparte, se visualizarmos o ambiente que nos cerca verificamos que o conceito de família, homem e mulher mudou com os tempos e com a civilização.
O homem não é mais o provedor de estabilidade material da família, a mulher não é mais a eximia dona de casa a tempo inteiro. A família é tantas vezes composta somente por um dos pais ou pelo pai e mãe com respectivos madrasta e padrasto. Onde ficam os avós e familia alargada? Salvo excepções, os avós embora importantes no fortalecimento da identidade das novas gerações vêem o seu papel reduzido a visitas rápidas e curtas tantas vezes confinadas entre quatro paredes de um centro de bem-estar para terceira idade.
As crianças de hoje não são as mesmas de há trinta anos, querem tudo, tem tudo e a nada dão valor. Falta-lhes o essencial, atenção, afecto, amor, carinho, educação, o uso do não, compreensão e presença dos progenitores. Aos progenitores o que falta? Tempo!

A falta de tempo é rainha na nossa sociedade. Não há tempo para viver, amar, sentir ou, simplesmente, brincar nem que seja com as palavras. Parece-me que tudo é enfadonho, um frete e à primeira contrariedade o melhor a fazer é seguir em frente. Viver não é isto. Isto, isto que temos em tantos cantos e lugares é facilitismo. Facilitismo e acomodação. O facilitismo em que nada é suficiente e onde é visível a falta de maturidade dos indivíduos para assumir compromissos.

Não será que um dos maiores erros que cometemos é o de ignorar que somos o resultado de vivências e acontecimentos desde a infância? Até que ponto, enquanto pais, somos responsáveis pelas vidas fracassadas dos nossos filhos? Que valores andamos a incutir nestas novas gerações? Seremos nós exemplos dignos para eles? Fala-se, dizem por aí que o casamento é um contrato, será mesmo? Não será que transformamos o casamento numa fantochada denegrindo o seu real valor, para esbater a falta de maturidade e medo? Não será que se quer prolongar eternamente a adolescência? O divórcio é o quê? Resultado de ou de quem?
Que andamos a semear afinal? Tudo o que vivemos não é produto da nossa imaginação, mas sim, das nossas mãos! Vivemos do fim para o principio.


Uma excelente terça feira para todos!


Alexandra Martinho





segunda-feira, 26 de agosto de 2013

"A ambição é uma droga que faz um demente em potência daquele que se lhe entrega."





Da mesmo modo que se apanha mais depressa um mentiroso que um coxo, também a esperteza acaba quando esbarra na porta de alguém que vive segundo aquilo que a sua consciência manda. Serão poucas as pessoas honestas e verdadeiras? Quero acreditar que não, mas devemos lembrar que infelizmente vivemos rodeados de artefactos e aparências que mascaram a personalidade e ética de um indivíduo.
Todos os dias somos confrontados com episódios de crimes, separações, abandonos e nunca como agora se falou tanto de infelicidade. As razões podem ser e são muitas, mas fundamentalmente vivemos de forma individualista onde tudo aquilo que não é de acordo com os parâmetros estipulados pelo contexto social é considerado frete, um alvo a abater. E não, não vamos falar do culto ego ou egocentrismo porque não quero que esta pequena reflexão tenha uma conotação "espiritual". Infelizmente e, porque está na moda, todos aqueles ou aquelas que dizem o que têm para dizer são rotulados de "gurus". Será incomodo? Ou será que de tanto se tapar o sol com a peneira o lixo começa a ver a luz do dia? Merecemos mais e melhor, chega de tanta acomodação!!

O mundo é de cada um e ao mundo todos lhe pertencem. Falta assertividade nas escolhas que se fazem para a vida e estabelecimento de metas reais que esbatam sentimentos como frustração a longo prazo.

Uma boa semana para todos!


Alexandra Martinho




sábado, 24 de agosto de 2013

"Os bens supérfluos tornam a vida supérflua." Pier Pasolini










Por muito que se corra tudo tem um tempo certo para acontecer e quando esse tudo é feito com o coração, assim como, os pés bem assentes na terra a vida retribui a nossa perseverança através da paz de espírito.
Há quem viva rodeado de muito sentido-se só, outros tudo têm e pontapeiam esse tudo porque não dão o devido valor, o valor que nenhuma nota ou moeda pode proporcionar.
Os bens supérfluos tornam a vida supérflua porque o meio termo não existe, apenas o extremo bom ou mau preexiste.
Vazios por fora, vazios por dentro e nesse estranho vazio sentem o frio de nada terem, estão simplesmente a sós.

Uma boa noite e um bom Domingo para todos!


Alexandra Martinho




sexta-feira, 23 de agosto de 2013

'Gostaria'







Gostaria de poder escrever um dia, por aí, que não fui artista, nem alpinista de amor. Há dias em que a alma dói sempre que a penumbra lembrança se aproxima do meu peito, em que o sonho é cruel. Que triste é o enfado de ter o leito vazio mesmo a meu lado. O amor, o amor... o amor é um algo que não se encontra em qualquer lado, que não é para qualquer um, nem está na melodia de um triste fado ou ranger do violino solitário.
Além mar, além do céu, além de todas as vozes resta a minha, resto eu e assim escrevo que o amor não é para qualquer, é para quem souber conjugar eternamente o verbo amar.





Uma boa noite

Alexandra Martinho

terça-feira, 20 de agosto de 2013

'Obrigada'






Nos últimos tempos tem sido difícil escrever, ideias não me faltam, temas também não, simplesmente não consigo escrever. Quero, porém, agradecer a todos aqueles que têm vindo a este espaço e deixam por aqui um comentário, um sorriso, um pouco de si. 
Pouco interessam os rótulos, interessa o que cada um é e ficam as interacções com todos vós e essas são a melhor recordação que um dia levarei comigo deste espaço.
Escolhi para hoje algumas músicas, espero que gostem!


Um beijo para tod@s!



Alexandra








domingo, 18 de agosto de 2013

O mundo ao Contrário?






Há qualquer coisa de extraordinário na velocidade em que o mundo gira (vive), de extraordinário em como os valores se inverteram, mas será todo esse extraordinário um extraordinário digno de aplauso?

Os séculos avançaram, a civilização mudou, nós mudámos, mas estamos cada vez mais pobres. Pobres no espirito, pobres na carteira. Acomodamo-nos à pobreza do ser, de velhos hábitos e dizeres que tendem a ser prejudiciais, que sabemos ser prejudiciais.

Somos invadidos diariamente por mensagens que incutem no cérebro necessidades supérfluas, apareceram as novas famílias, deu-se a deterioração dos antigos laços familiares. Hoje, não se ouvem os conselhos dos mais velhos, não há respeito, não há regras, não há amor. Há o amor de fachada que vem estampado e embrulhado num lindo presente que custou, talvez, os olhos da cara ou um ordenado inteiro. Os miúdos de hoje não são os de ontem, nem os de amanhã. Têm acesso constante à informação e desinformação, os pais satisfazem caprichos, dizem sim a tudo e alimentam os anseios de toda uma sociedade consumista que caminha a passos largos para a destruição maciça da concepção real de ser homem e mulher.

Como serão as gerações futuras? Preparadas para enfrentar e encontrar soluções para os desafios do mundo lá fora?

Evoluímos materialmente, mas regredimos, regredimos anos de luz no que toca ao conhecimento pessoal de cada um. Não cuidamos, não alimentamos os nossos olhos, a nossa mente com boas "imagens". Baseamos a nossa vida numa, na busca constante por segurança material e esquecemos que nem só de riqueza vive o homem.

Nasci, vivi e ainda vivo no campo, por aqui ainda há espaço e tempo para apreciar pequenas coisas, para sentir os verdadeiros acontecimentos da natureza... há tempo de viver em paz e tranquilidade!

O mundo ao contrário tem tudo menos cariz de novela. O mundo ao contrário é uma realidade assustadora que consome a cada dia que passa o entusiasmo, a esperança de trazer ao cimo aquilo que se perdeu: humanidade e humildade nos corações.
A nossa sociedade vive de tudo e de nada, de teorias vazias, de redes sociais (showoff), de espiritualidade (doméstica), de Deus (o responsável), porque tudo isto é... MODA! Atingimos o limite da exposição, não há mais o reconhecimento de quais informações pertencem à esfera pessoal ou pública, tudo é motivo de conversa, tudo é motivo de divulgação. Errado, tudo isto está errado! Porque razão os divórcios acontecem, porque razão temos mais pessoas deprimidas e doentes do foro psicológico, porque razão as famílias são cada vez mais disfuncionais e problemáticas?



Sociedade Infantil e consumista, será esta uma boa definição para o nosso espaço envolvente?


Nada muda se quem deseja a mudança não mudar.


Uma boa semana para todos!

Alexandra Martinho



quarta-feira, 14 de agosto de 2013

'O Poder do Elogio'





"Em certas pessoas, o alegrar-se com um elogio é apenas uma delicadeza do coração - e precisamente o contrário de uma vaidade do espírito."

Nietzsche


A isto apenas devo acrescentar que anda meio mundo esquecido do que é essencial e outro meio com queixumes, esquecem coisas básicas e simples a que um dia mais tarde irão dar o devido valor. Não é para mim admiração a existência de pessoas deprimidas, afinal de contas a crise é desculpa para tudo e mais alguma coisa... não há quem elogie, não há quem enalteça as qualidades de alguém. Depois querem, depois querem amor!


Continuação de uma boa semana para todos!



Alexandra Martinho





sexta-feira, 9 de agosto de 2013

'Bom Fim-de-Semana'









Música para hoje...
















amanhã, Fim-de-semana!



a todos desejo um excelente fim-de-semana!

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

'Será que Vês?'







Vês o que não vês porque, realmente, nada vês.
Agarra essa alma e vive, longe das grandezas avarentas repletas de aparências.
Vês o que não vês porque, realmente, nada vês.
Não esqueças isto que lês porque amanhã entenderás todos os teus porquês.

Busca-te... Não preciso dizer mais nada, pois não?








'Enjoy music, enjoy life'





Alexandra Martinho

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

'Por entre a Chuva'






Por entre a chuva o beijo se perdeu sem tocar nos lábios de alguém.
Chove. Lá fora não espera ninguém.
Que silêncio, que sentimento ao olhar o céu
onde tudo se esconde menos a verdade de um dia cinzento.

Tristeza ou melancolia? Nem uma, nem outra se anuncia 
por tão sinuosa estrada já antes percorrida. 
Calem-se todas as vozes porque nenhuma de vós sabe o
que significa amar com a ousadia de arriscar.

Vergonha...

Por entre a chuva o beijo se perdeu sem tocar nos lábios de alguém.
Chove. Lá fora não espera ninguém e não há por quem esperar,
acabou-se o papel e a alma apenas deseja repousar nas asas do além.
Ninguém sabe, ninguém nunca o saberá!


Alexandra Martinho



Uma boa semana para todos!





sábado, 3 de agosto de 2013

quinta-feira, 1 de agosto de 2013