sexta-feira, 27 de junho de 2014

'Delírios de palavras'







Parar de escrever quando nada tenho a dizer, há um cansaço aflitivo em mim para os dedos, perturbador para a alma e, neste temor ando em desassossego. 
Por momentos, naqueles momentos em que nada sinto apetece-me cobrir um corpo de mil beijos... mas para quê e para quem tantos beijos, quando não tenho quem preencha meus anseios? 
É nesta dormência, nesta estupidez pacata e confusa que baralho a mente e percebo que afinal tudo não passa de um delírio de cansaço. 
Não me venhas dizer, não me venhas contar conversas que não quero ouvir porque devo-te segredar para tudo existe um ponto final. Estou próxima do meu!
Vozes e mais vozes, ruídos de fundo a quem baixo volume, a quem digo não outra vez. Não esperem por mim porque neste parar de escrever nada mais tenho a dizer. É assim, assim delinho o destino para mim e olhando para esta garrafa vazia de gim percebo que não gostas mais de mim. Delírios, oh sim, delírios! Delírios de cansaço originados por um medo sem fim...
Que bom era não ter medo e certeza deste anseio com pressa de voar. Não desejo lágrimas de sofrimento, nem pratos de coração acelerado repletos de saudade, pretendo apenas matar a sede da vontade de ficar. 
Parar de escrever quando nada tenho a dizer, há um cansaço aflitivo em mim para os dedos, perturbador para a alma e, neste temor ando em desassossego! 
É isto, é assim e nada mais tenho a acrescentar, apenas o profundo desejo de descansar.









Um bom fim-de-semana a todos!



Alexandra