sábado, 12 de dezembro de 2015

Excesso de rôla ou será overdose?





Não há espaço ou tempo para grandes "escritas", hoje há apenas disto...






Continuação de um bom fim-de-semana!

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Dos fracos não reza a história e o meu terço é para protecção de cenas que não quero lembrar




Gostei de ler as mensagens que deixaram na minha ultima publicação, é bom quando outros olhos apreciam o que fazemos. Tem sido uma árdua luta com muitos inergúmeros a tentaram sabotar a estrada, porquê? Acho que há malta que não tendo nada para fazer ou não tendo feito algo de palpável na vida têm dificuldade de ver seja quem for realizar sonhos ou alcançar metas.

A Alexandra não tem medo e não é mulher de baixar os braços perante adversidades, isso é para os fracos e dos fracos não reza a história!

Se escrevesse por estas bandas tudo o que me tem acontecido nestes últimos tempos creio que arrancariam cabelos e eu não quero gente descabelada ou semi careca por aí! Os trinta impreterivelmente trazem outra certeza do que queremos e porque o queremos e eu sei para onde vou sem dúbias dúvidas. Alguma vez as tive? Acho que não! E se as tive não me borrei com medo! Já viram o que seria uma girl como eu borradita de medo?

Existem coisas que o dinheiro não compra: educação, integridade e paz interior. Gente que vive em tumulto ou com uma vida recheada de calhandreirice quero longe porque caminhando sem nitreira ao redor é que se vai ao longe!


A Alexandra é a Alexandra e em trinta e um anos nunca papou grupos ou fingimentos. 



A inveja é fodida!












sábado, 7 de novembro de 2015

A resiliência da Alexandra










Sempre ouvi dizer que as adversidades aguçam o engenho e, talvez, seja por isso que não sou capaz de baixar os braços continuando a alimentar e concretizar os meus sonhos. Continuo a caminhar na estrada, aquela estrada que é só minha e onde vou-me cruzando com algumas personagens. A imagem que hoje apresento é fruto do meu trabalho e daqueles que me têm ajudado. Sim, não devo esquecer os seres que me têm dado a mão nesta cruzada.


Agora é a minha vez!


Desejo a todos vós um bom fim-de-semana.


Alexandra







segunda-feira, 19 de outubro de 2015

*Clássico dizer que amor com amor se paga*



A Alexandra solicita que o destinatário deste post e os demais que tiverem a amabilidade de o ler, que cliquem no play da música que aqui deixo. A música acompanha o texto e o texto acompanha a música numa leve dança dos apaixonados. Um hino à vida!







*Clássico dizer que amor com amor se paga* 



Quando se ama, quando se ama pela primeira vez na vida e quando esse mesmo amor é correspondido existe uma estranha e amorosa sensação dentro de nós. Uns chamam-lhe borboletas, outros dizem que é o cupido, eu quero apenas acreditar que existem pessoas que estão predestinadas a surgirem na nossa vida para caminhar ao nosso lado.

Há cinco anos. Há cinco anos o meu caminho tem sido percorrido contigo. Não esqueço! Não esqueço o dia 19 de Outubro de 2010 em que nós, pelas 10:30, demos o nosso primeiro beijo em frente à capela das aparições no santuário de Fátima.
De calça branca, de camisa preta e de semblante envergonhado chegaste ao pé de mim e nesse instante senti as tuas mãos que percorreram a minha cintura sendo o laço do presente que estava a caminho. Os teus lábios nos meus, os meus lábios nos teus. 




(memórias de ti)

Este foi, sem dúvida alguma, um dos dias mais felizes da minha vida. Sentia a estranha sensação de que te conhecia há tanto tempo e que não estavas comigo, ali naquele lugar,  por acaso. 
Ainda hoje sei que o nosso relacionamento não foi um acaso, foi muito mais que isso.

Despi-me. Despi-me perante ti sem qualquer pudor. Abri as páginas de um livro, o livro da minha vida. Para quê guardar segredos quando estava tudo ali predisposto para nos unir. Fosse fraca ou forte, apesar de tudo, eu sabia, uma voz dentro de mim gritava que aquele era o momento. Não era o fim da estrada, apenas o princípio. Nada em nós foi um fim, apenas um princípio sem fim.

Guardei as cenas que preciso de me lembrar para encontrar e dignificar o que virá no próximo depois, aquele depois em que tu és muito mais que um, que o homem. Descobri alguém e aquilo que os olhos não conseguem vislumbrar. Descobri um ser humano que tem sede de ser feliz. Sede de viver. Sede de ter alguém que o consiga acompanhar e compreender. Um ser humano que clama por quem o ajude a libertar-se das amarras em que a vida colocou espinhos grosseiros.

Não tenhas medo. Não mudei! Mas houve uma parte de mim que voltou a emergir. Houve qualquer coisa de mim que aqui morreu.  Emergiu aquela parte, a parte que sente necessidade de se defender daquilo que lhe toca de forma constante nas inúmeras feridas abertas nesta estrada que tu bem conheces sem nunca lá teres estado. A estrada, a minha estrada que percorri sozinha e onde alcancei um novo partir. Eu fui. Eu vou. 

Quis sobreviver ao dia de amanhã sem saber se haveria sol de manhã. Sobrevivi. Sobrevivi para te encontrar, ainda restam dúvidas? Por tudo isto e por mais aquilo que a própria razão desconhece não posso tolerar ou permitir que me ataquem da forma que têm feito.  Não posso assumir a responsabilidade dos erros cometidos por seres ausentes de cérebro. Não posso aceitar que usem o meu nome para justificar as asneiras que têm feito. Gostava de entender o porquê de tanta raiva quando, na verdade, aquilo que deveria contar é a felicidade. Cansei-me de jogos. Cansei-me de deturpações da verdade. Cansei-me de ser considerada algo de quem se pode falar como se não houvesse um amanhã. A "boneca" tem vontades, sentimentos e desejos. A "boneca" declarou guerra à hipocrisia porque está cansada. 

Custará assim tanto entender que não preciso de dinheiro ou balelas? Aquilo que preciso é de paz e sossego. Apenas quero viver o presente tal e qual a vida me dá.

Cheguei tarde (ou não), mas cheguei a tempo de viver uma história só minha, só nossa. Preciso de ser eu porque, na verdade, neste mundo, não posso ser outro alguém. Eras o único que percebia verdadeiramente o que escrevia e dizia. Eras o único que te silenciavas encantado de me ouvir. Eras o único que estavas lá quando eu mais precisava. Lembras?

Sei. Conheço-te. Sei que o teu mundo interno está numa imensa reviravolta. Demasiada mágoa. A dor. A dor de outros tempos que tendes uma vez mais a sentir. Não te deixes ficar oh meu amor, não te deixes ficar nessa amargura que te consome e que te leva para longe daqui e de mim.

Parabéns. Parabéns é o teu dia. Parabéns é o nosso dia também. Só nós dois é que sabemos. Só nós dois é que vivemos neste nosso mundo. Continuo à espera do teu peito junto ao meu. 

Parabéns amor, parabéns. E lembra-te para hoje e sempre, clássico é dizer que o amor com amor se paga e de ti nada mais do que isto pretendi.


Alexandra

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

'Ai preocupem-se, preocupem-se'







Não sei porquê, apenas sei que há cenas, cenas neste Portugal que já enjoam e em que esta mania de empatar o óbvio dá conta dos nervos a qualquer pessoa que tenha dois dedos de testa. 
Vai para duas semanas que andamos neste imbróglio de quem governa ou não a nação. Parece mais do que óbvio aquilo que se passou nas urnas e, assim sendo, quando falamos de uma vitória de esquerda estamos a desrespeitar os princípios básicos da democracia. Estamos a violar os direitos de qualquer cidadão que votou e que de uma maneira ou de outra atribuiu a vitória à coligação.

Após conhecimento dos resultados que davam uma não maioria absoluta à coligação que governou Portugal nos últimos quatro anos, seguiram-se discursos dignos de uma novela de faca e alguidar. Muito antes de haver qualquer consenso já se falava em moção de censura e "ajuntamentos" dos ditos partidos de esquerda para impossibilitar a governação da direita.

É difícil de entender ou compreender o que vai na cabeça desta gente. É difícil de compreender ou de aceitar que se armem motins no interior das próprias forças políticas como se todos fossem uma cambada de galos sem crista e, assim, passar uma rasteira a quem o povo concedeu a vitória. 

O povo português afinal é o quê no meio de todo este enredo bizarro? De que nos serve votar se está mais do que evidente que eles e elas se estão a c@g@r para o som da nossa "voz"?! 

Falam de hipocrisia, falam de mais o quê? Silêncio! Um pouco de silêncio era bom e aconselhável porque esta coisa de se debater política exige fair play e sobretudo cultura acerca do nosso país.


Não, os comunistas não comem criançinhas ao pequeno almoço, nem os bloquistas gostam de usar gravata já dizia o outro. Mas os ideais, os ideais desta gente estarão ajustados à realidade actual de Portugal? O tempo da outra senhora já lá vai e essa coisa de proletariado e capitalismo, assim como, destruição das principais fortunas do país com impostos cheira a mofo pá!! Existe um enorme fosso que separa a realidade da ilusão que alguns parecem querer viver a todo o custo.




Bom fim-de-semana!


Alexandra






segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Morreu Jim Diamond autor de "I should have know better"





Apenas hoje tomei conhecimento do desaparecimento de Jim Diamond autor da música "I should have know better". 
Que posso dizer sobre isto? Nada! A música que o tornou internacionalmente conhecido esteve praticamente uma semana em nº1 das tabelas de singles mais vendidos e, foi, lançada no ano do meu nascimento 1984.
Este foi mais um exemplo de que a vida é um verdadeiro sopro, passa depressa o suficiente para nem sempre haver tempo de dizer adeus.











Boa semana!


sexta-feira, 25 de setembro de 2015

'Conhecer pessoas profundas e cheias de vida às costas dá muito trabalho!'






Conhecer pessoas profundas e cheias de vida às costas dá muito trabalho! Assusta! Amedronta! Amedronta aqueles que não se querem dar ao trabalho de conhecer pessoas reais. Reais com realidades sem floreados. A realidade que mete medo porque, afinal, por detrás de tantas máscaras existe vida. Aquela vida que poucos ousam viver e, assim, abrir o peito a todos os acontecimentos oportunos e inoportunos que possam vir a ocorrer. 

Hoje, é tudo tão efémero. Nunca se está realmente bem. Falta sempre algo, um algo que não se consegue explicar bem ao certo o que é. Uma constante busca. Uma constante necessidade de determinar metas que à partida são já a confirmação de um autêntico marasmo.

Não há tempo para estar, ouvir, sentir. Não há tempo para viver a vida tal e qual como ela é. Por isso, não é de estranhar que conhecer pessoas profundas e cheias de vida às costas dê muito trabalho. 
Sou pequena, sou tão pequena ainda e já tenho nas minhas costas tanta vida. A vida de ser vida, a vida de estar e viver assim como aceitar o que ela tem para me dar. Com menos ou mais rabugice vou caminhando e aceitando, superando-me dia após dia e tendo a certeza de que estou na estrada correcta. 



Bom fim-de-semana




Alexandra



sábado, 19 de setembro de 2015

'O Forro dos outros'






Vivemos tempos difíceis! Todos sabem isso ou pelo menos assim o deveriam saber e não vamos, não devemos cingir-nos apenas ao lado monetário da vida. Os afectos, os relacionamentos são cada vez mais vazios e compostos por corpos que são exactamente o mesmo: mundos vazios à espera de alguém que os complete. Esta ultima observação pode ser difícil de digerir mas, a verdade, quando o nosso olhar carrega o poder de observar aquilo que nos cerca vamos despindo lentamente o forro que cobre a carne e os sentimentos do outro.

E todos temos um forro. E todos esperamos que alguém dispa esse mesmo forro. O ser humano necessita sentir-se vulnerável perante o amor. Partilhar com a pessoa certa essa mesma vulnerabilidade para poder caminhar. Será que são poucos aqueles e aquelas que têm esse poder? O poder de nos deixar sentir vulneráveis e de não usar isso em benefício próprio.

É nesta simplicidade, neste ideal que muitos homens e mulheres continuam a acreditar no amor. O amor que nos deixa ser vulneráveis. O amor que nos deixa sonhar dia após dia, aquele sonhar que nos liberta. Um sonhar que não são somente os sonhos de há vinte anos, é um sonhar que se rejuvenesce conforme vamos amadurecendo e crescendo.

Deixo-vos com um vídeo que nos leva a pensar até que ponto somos realmente íntegros e correctos na construção de uma relação com outro ser humano.





A Alexandra tem pensado muito nisto ultimamente.


Um beijinho a todos que me lêem!

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

"Estas fotos levaram o Facebook a banir fotógrafo"





O fotógrafo profissional Michael Stokes foi banido do Facebook após publicação de algumas fotos do seu mais recente livro. Para os administradores do facebook as fotografias publicadas violavam os requisitos ou as regras bases da rede social e, por isso, as mesmas foram censuradas e o autor banido.

Para Stokes fotografar é uma paixão e a mensagem que pretende veicular em cada trabalho é de que o homem e a mulher não são meros objectos de uma sociedade que valoriza quase que obscuramente o culto do corpo. O que nos leva a reflectir que o nosso corpo é meramente um meio transporte nesta vida em que o que realmente conta é a nossa essência. 
A modelo do lado esquerdo, por exemplo, chama-se Mary Dague uma veterana de guerra que devido a uma explosão no Iraque sofreu ferimentos graves levando à amputação dos braços.

Estas situações deixam-me estupefacta, sobretudo, quando vivemos num mundo que grita aos quatro ventos liberdade e igualdade para todos. Qual é o problema destas fotos? Admira-me então como é que o facebook e outras redes sociais admitem crianças como utilizadores. E admira-me ainda mais que não detectem os perfis falsos utilizados pelos pedófilos. E isto é apenas a ponta do Icebergue. 

Está mais do que na altura de reflectir sobre aquilo que consideramos certo ou errado, porque branco mais branco não há e o que é certo é que existem muitas outras cores por explorar. Como já referi mais do que uma vez, preocupem-se e critiquem coisas que valem a pena e deixem quem trabalha e quem luta em paz.




Tenham um bom fim-de-semana e sejam felizes


Alexandra


terça-feira, 15 de setembro de 2015

Reflexão sobre a actualidade









Tomei a liberdade de seleccionar os títulos que fazem manchete na comunicação social do nosso país. Temos de tudo um pouco e esse todo um pouco reflecte o estado em que se encontra Portugal, lamentavelmente. 
De realçar que a cada dia que passa mais mulheres são vitimas de homicídio por parte dos companheiros ou (ex) companheiros. 
Ainda não percebi bem ao certo quais são as motivações que levam um ser humano a assassinar outro ser humano. Será desespero? A não aceitação de que o relacionamento terminou? Não sei. Apenas sei que nada justifica este tipo de actos.

No que toca à política nacional, assunto melindroso para mim, creio que os Portugueses tinham muito a ganhar se fosse constituído um governo em que todos fizessem parte. Seleccionar os melhores membros de cada partido para constituir governo porque, na verdade, todos à sua maneira dão um contributo para o bem ou para o mal. Acredito que se tal acontecesse episódios como o de ontem na Rtp1 seriam escusados e evitados. A sociedade Portuguesa necessita de oxigénio. De novas caras e novas ideias e sobretudo, acções concretas. Segundo o meu ponto de vista quanto mais conhecimento tivéssemos da nossa história passada outras opções surgiriam, um futuro melhor seria construído. Parecendo que não os erros vão-se repetindo, ano após ano, século após século.

Portugal dominou os mares e teve na sua mão um importante mercado internacional de onde provinha riqueza e inúmeras matérias primas. Mas faltava-lhe o essencial, industria transformadora. Pagávamos a peso de ouro a transformação desses mesmos produtos ao estrangeiro. De uma forma ou de outra o panorama melhorou. As nossas produções subiram e muito se deve a quem ainda aposta em Portugal. 

Escrevi um pouco mais acima que a política nacional é um tema melindroso para abordar porque o meu discurso não se enquadra naquilo que deambula por aí como sendo o correcto. Quem me conhece sabe e bem que a Alexandra sempre remou contra a maré e irá ser sempre assim. Faz parte de mim, não tenho culpa. Que me chamem revoltada, que digam que tenho a mania de que sei tudo e de que só aquilo que sei é que é bom... tretas! Simplesmente não digo que sim para estar bem na fotografia. E não digo que é azul ou verde quando isso não corresponde à minha forma de ser. Na vida não podemos agradar a gregos ou a troianos e abomino quando se acham no direito de criticar seja quem for alegando que é de forma construtiva (já lá iremos). Sou desligada qb da maior parte das coisas que se vão passando nos noticiários televisivos. Sou desligada qb desta sociedade em geral. Mas vivo e muito bem em sociedade. 
Sou uma mulher de acção, de convicções fortes, de colocar a mão na massa sem qualquer tipo de pudor ou medo de lascar uma unha. 

A verdade é esta: poucos me conhecem ou sabem quem eu sou e ainda bem!

Falemos agora de - criticar a malta e alegar que é de forma construtiva - :

Tema: Joana Amaral Dias

Não percebi qual foi o problema da rapariga se ter despido para uma revista. Tal como não entendo qual é o problema que existe em relação à Cristina Ferreira. Levantaram-se vozes na praça publica de que o comportamento da Joana Amaral corresponde a uma prostituição política e que usar o nome das mulheres para se despir em busca de votos é um acto condenável (palavras da Marta Rebelo que pensa ter arrasado a outra). 

Há muitas por aí que se despem a troco de nada, esta pelo menos admitiu que se despiu também pela política, mas acima de tudo como forma de agradecimento pela maternidade e porque achou que assim o devia ser. Quem somos nós para julgar seja quem for? Quem somos nós para organizar motins e irmos à página pessoal da pessoa chamar nomes e outras coisas que não lembram nem ao diabo? Faz-me lembrar algumas histórias "ah e tal somos um país livre mas tu não podes fazer isto ou aquilo porque fica mal, porque não é correcto" Então em que ficamos? 

Será que as mulheres não ganham vergonha na cara e param de ser umas cabras umas para as outras?! 

Provavelmente se a Joana Amaral numa outra fase da vida se se tivesse despido para uma playboy andariam contentes... não esperem... a Rita Pereira também posou na Playboy e foi criticada porque não se despiu. Apetece-me pôr um: 

As pessoas são livres de fazer aquilo que querem e mesmo que esse querer seja exposto e que não se concorde com esse exposto ninguém tem o direito de julgar ou ofender porque depois têm de contar com o outro lado da moeda.
A vida é uma faca de dois gumes em que não vale a pena grunhir muito. É preciso viver, saber viver e deixar viver!

Alexandra




segunda-feira, 14 de setembro de 2015

'O Santiago morreu num país de cegos'








O Santiago morreu aos trinta anos num país de cegos onde o importante é discutir política, religião e outras merdas afins como se isso tivesse algum resultado. Aproveito para mandar todos esses comentadores e escritores de trazer por casa à merda.

Peço desculpa, mas estou saturada de hipócritas, de carneirada. O Santiago não faleceu de acidente ou de doença, o Santiago suicidou-se por não encontrar uma luz ao fundo do túnel na resolução do seu problema.
Falo de um jovem de 30 anos, designer gráfico de profissão, que como muitos outros jovens deste país nasceu com aquilo a que damos o nome de transtorno de identidade de género ou como os ignorantes, como as aberrações gostam de apelidar "transexual". Pois que enfiem o transexual rabo acima para ver se denotam algo de transcendental. 

O Santiago era meu amigo. O Santiago era um rapaz normal que tentava levar uma vida normal. Tentava, sim tentava!! Tentava porque as cirurgias de que necessitava eram adiadas dia após dia. Tentava porque não conseguia encontrar trabalho. Tentava porque o desespero era grande e o constante adiar de uma vida em pleno ia matando aos poucos o Santiago.
Tentou pôr termo à vida inúmeras vezes, porque o corpo saturado de injecções hormonais dava sinal de que era necessário avançar com o plano cirúrgico. Andou mais de seis anos num impasse. Vários diagnósticos realizados que diziam sempre o mesmo, uma mastectomia ao que parece com resultados pouco satisfários e o impasse que encontrou em Coimbra no que toca às cirurgias de redesignação sexual gerou uma bola de neve demasiado grande para o Santiago que apenas contava com o apoio da mãe e de alguns amigos.
Soube ontem que o Santiago havia falecido há três semanas. Suicidou-se! Esta foi a única maneira que o Santiago encontrou para solucionar o dilema em que se encontrava... a única quando existem tantos outros caminhos a percorrer.

Trouxe este tema uma vez mais ao meu espaço para que a morte do meu amigo Santiago e de tantos outros como ele não seja em vão. Talvez com esta realidade se deixem de fazer floreados nos meios de comunicação social e, talvez, desta forma as pessoas na sua generalidade acordem para esta realidade que sempre existiu. 
Essa merda que fazem, não encontro outra palavra, de apelidarem as pessoas de homens e mulheres trans deveria ser considerado crime com punição severa. São estes rótulos, estas barreiras que precisam ser esbatidas e somente com um diálogo sério e franco sem sensacionalismo se conseguirá tal feito. Perdem-se vidas todos os dias. Todos os dias, sem exagero, morre uma criança, um jovem, um adulto à conta desta patologia clínica. 

Morrem pela incompreensão, pelo medo de não aceitação das famílias. Morrem porque acham que mesmo depois de tudo concluído não serão felizes. Morrem porque vêem na morte a alternativa eterna de serem quem realmente são sem amarras. 

Vamos continuar cegos? Vamos continuar a deixar que tratem estes homens e mulheres como espécies de circo? Capachos de gente sem um mínimo de cultura, de ignorantes diplomados nas mais importantes universidades do país?
Neste país de cegos, já alguém parou para pensar na mãe que perdeu o único filho que tinha? É duro não é?!

Que estejas em Paz é o que de melhor te posso desejar, Santiago.


Alexandra



terça-feira, 25 de agosto de 2015

'Músicas que nos fazem viajar ao encontro da verdade num mundo de cegos'






Escrevi no meu último texto que gosto de de palavras fortes, de sentimentos fortes, de viver de uma forma serena mas com emoções à flor da pele. Que, por vezes, sinto falta de alguma adrenalina. A adrenalina de ser livre e de poder voar quando quiser sem prazo para regressar.

Hoje, enquanto tomava o meu banho, ouvi que a minha banda de sempre estava de regresso. Os A-ha estão de regresso ao panorama musical internacional o que muito me apraz. Algumas das mais conhecidas baladas dos anos 80 e 90 pertencem a esta banda, sem dúvida alguma.   
Pois, o primeiro single que marca o regresso não podia ser mais apropriado aos tempos que vivemos. 

'Under the makep' é o tema escolhido para marcar aquele que é considerado um dos regressos mais aguardados . 

Convida-nos a pensar. A pensar o quanto vivemos mascarados para os outros e para nós mesmos. Demasiada maquilhagem nas nossas vidas, seja ela de forma real ou virtual. Maquilha-se uma vida de imperfeições com pó de arroz e demonstra-se aquilo que dubiamente se é com uma espécie de envernizado mate e um pouco de gloss. 

Enquanto ouvia o single e sentia cada palavra pensava para mim mesma - caramba anda tudo virado do avesso e ninguém demonstra quem realmente é. Quando o faz é esmagado, abafado por uma manada de carneiros mal condimentados que nem percebem ao certo o que é isso de sentimentos. O que é isso de se ser livre e que não é preciso ostentar para se ser.

Fico-me por aqui para não ferir susceptibilidades! E espero que gostem de ouvir a minha escolha de hoje.





Boa semana


Alexandra


sábado, 8 de agosto de 2015

'Tomada de consciência'








"love comes and goes, and it’s not worth hurting over."




Há momentos da nossa vida que se consagram autênticos marcos da memória e que nos levam a questionar a forma como nos apresentamos nesta tão pequena e ténue existência. 
A vida obrigou-me a questionar o meu caminho, a repensar até que ponto não estava a desviar-me do meu real propósito. Todos temos um propósito, eu, tu, vocês... todos sem excepção nascem neste mundo com uma mensagem que deve ser devidamente transmitida a quem nos, vos rodeia. Pertencemos a determinadas famílias, a determinados espaços não por um mero acaso, mas porque, somos almas enviadas naquele exacto momento em que logo após o nascimento toda a peça de teatro se desenrolará. 

Esqueçamos a espiritualidade não é disso que falo, o que aqui abordo vai muito além dessa compreensão. Até porque acredito firmemente que a espiritualidade é algo, um aspecto humano que deve e pode ser cultivado/cuidado de diferentes maneiras.

Falo de vivências, falo de experiências guardadas no nosso inconsciente que devidamente  trabalhadas e acedidas podem curar, ajudar a dissolver os nós da vida. Aqueles relacionamentos que não dão certo, as situações que parecem repetir-se vezes sem conta, a instabilidade da vida e a questão de não ter sorte tudo se resume a apenas uma coisa: memória. 

Quantos de nós têm gavetas da memória bem arrumadas? Há tanto medo! Homens e mulheres com medo de olhar para dentro e com isso entrar em confronto directo com as suas próprias sombras. 

O maior desafio que tive neste último ano foi exactamente esse, confrontar-me com as minhas próprias sombras. Mergulhei na dor, sem medos! Que ilações retirei? A minha forma de ser e estar jamais poderá agradar a todos e há sempre o sol que brilha após uma noite de solidão e trovoada. Não estou cá uma vez mais para me aborrecer ou perder tempo com coisas insignificantes. Estou cá para cumprir um objectivo que está praticamente concluído, ser feliz.

Gosto de palavras fortes, de sentimentos fortes, de viver de uma forma serena mas com emoções à flor da pele. Faz-me falta um pouco de adrenalina, aquela adrenalina que não se estende às massas. As massas não conseguem compreender. A massas vivem do "carneirismo". A minha individualidade se permanecer intacta terão tudo de mim, caso contrário nem um simples sorriso conseguem resgatar.
A minha compreensão... a minha visão! Embora saiba que possivelmente não compreenderão o que escrevi, eu sei e sinto cada palavra e nada mais há de tão gratificante que nos conhecermos. 


Um bom fim-de-semana


Alexandra


quarta-feira, 15 de julho de 2015

Hipnose clinica





Há momentos em que é necessário pedir ajuda para resolver questões pendentes que encontraram o seu lugar na não resolução do tempo. O tempo não ajudou a sarar feridas, muito pelo contrário.

Não sou diferente dos outros seres humanos e, confesso, entrei numa espiral de destruição e desgaste que poderia ter terminado mal.
Após mais de dois anos, após tantos eventos dolorosos que vivi sem uma única queixa era uma questão de tempo até a corda partir. Partiu. 
O sistema nervoso ressentiu-se. A paciência foi-se e confesso, instalou-se em mim uma enorme vontade de mandar tudo e todos dar uma volta ao bilhar grande!!!

Fiquei sem disponibilidade. Sem amor para dar. Sem compaixão. Seca que nem um rio em pleno verão rigoroso. Tudo isto foi o meu grito de revolta para que os outros se sentissem e ressentissem que não sou feita de ferro.
O reflexo do meu cansaço e de que por muito forte que sejamos, ou até, apesar do excelente background que possamos ter há um dia em que tudo quebra. 

Procurei ajuda e encontrei. Neste momento estou em processo terapêutico, a curar as minhas emoções com recurso à hipnose clinica. Que posso dizer sobre isto? Ao fim de duas sessões consegui restabelecer o meu sono e dormir em paz. Após a segunda sessão de terapia, segunda-feira, dormi cerca de 14 horas seguidas o que, para quem ao longo destes dois últimos anos dormia cerca de 4 horas por noite, foi muito bom!

Um processo de luto que não foi devidamente vivido seguido de trabalho intenso é uma das causas. Mas há mais. A velocidade de viver que nos é exigida não dá tempo, margem para que ultrapassemos a dor de uma forma saudável. 
É maravilhosa a quantidade de informação que o nosso inconsciente guarda e o quanto essa informação devidamente revelada/recordada nos pode ajudar a encontrar equilíbrio

Estou nesse caminho e a tentar mudar alguns hábitos na minha vida. Ter tempo para mim e para as minhas necessidades. Saber até onde posso ir e até onde devo permitir a proximidade dos outros. Estabelecer fronteiras é importante para o meu bem estar. Chegou a altura de perceber quem está "lá" para mim e não o contrário.


Desejo a continuação de uma boa semana.


Alexandra












sábado, 4 de julho de 2015

Tomarem-me por parva é um erro, grave!






Como o título deste post assim o indica, tomarem-me por parva é um erro grave que a seu tempo terá as suas consequências. Consequências que poderão provocar o meu afastamento definitivo. 

Ao longo destes últimos 10 anos, mais coisa menos coisa, tenho percebido nitidamente que há gente que não se sabe pôr no seu devido lugar. Gostam de minar. Transfigurar as situações. Passarem-se por santos e santas.
Tenho aversão a este tipo de gente e quero-os a todos e todas longe da minha vida. 

Acredito que estamos cá para sermos felizes e nunca o contrário. Pelo menos, experimentar de forma saudável todas as emoções que estão disponíveis. 
Nada do que consegui foi fácil. Exigiu muito de mim. Muita persistência e a Alexandra é desde pequena uma persistente lutadora. 

Quando decidi abraçar a agricultura como profissão a tempo inteiro nunca pensei que isso gerasse areias movediças onde é tão fácil alguém se afundar. (Voltarei aqui mais lá para o final do post)

A Alexandra não gosta desses eventos extraordinários onde anda tudo ao molho e fé em Deus para ouvir música de discoteca num areal. A Alexandra não gosta da vulgaridade dita fashion. A Alexandra vive em função da condição que possui e nunca acima desta. A Alexandra não gosta que lhe violem a privacidade e, sobretudo, a Alexandra detesta quando gente que esteve envolvida com o namorado se infiltra em assuntos que não lhes diz respeito. Esta última parte tem sido o pão nosso de cada dia!!  
A Alexandra reage intempestivamente quando lhe roubam aquilo que ela mais preza: a liberdade de expressar livremente as suas opiniões e pensamentos. Estejam cientes que a Alexandra também erra e tem defeitos, mas não façam dela parva. 
A Alexandra gosta de se divertir com coisas, gosta de sair para sítios onde há originalidade e onde quem lá está sabe ser original.

Voltando à agricultura, desde que comecei a actividade nunca pensei que uma profissão que exige tanto de nós física e emocionalmente incomodasse o rabo de tanta "boa gente". Querem ajudar? Não, não querem! Querem saber o que foi. Quanto foi. Quanto deu ou deixou de dar. 
E depois há algo que me faz uma espécie do caraças, o que leva pessoas que estiveram intimamente ligadas ao namorado a seguir o negócio aqui da Je??? E como se não chegasse são todas aquelas movimentações, que nós gajas de bem percebemos, mas que eles são tão tapadinhos ao ponto de se deixarem enredar nas teias ardilosas do mais do mesmo que se repete uma vez mais. 
Como cereja no topo do bolo vem a célebre afirmação: "Lá estás tu com as tuas coisas, Alexandra!".

Certo é que as minhas coisas estão realmente a bater certo, o que é uma pena!


Tenham um bom fim-de-semana!


Alexandra




quinta-feira, 25 de junho de 2015

Uma questão de atitude




Acredito, sempre acreditei que tudo aquilo que vivemos depende directamente da nossa atitude e muito pouco de factores externos. Estes até podem existir, mas é a nossa atitude perante eles que traça o nosso caminho.
Quando se fala de relacionamentos amorosos não existem mezinhas capazes de equilibrar os pratos da balança quando não existe atitude.
Por muito que nos custe admitir muitos relacionamentos esmorecem porque julga-se que o outro está garantido e, como tal, nada mais é necessário fazer.
Há quem se goste, que se goste muito, só que nem sempre esse gostar é capaz de suportar o desgaste que situações menos positivas vão provocando.
É importante elogiar, muito importante! É importante saber ouvir sem interromper. É importante estar presente mesmo não estando e eliminando assim a sensação de vazio.
Convém lembrar que as discussões acaloradas acontecem pela falta de exposição de sentimentos negativos que originam uma gigante bola de neve onde todos são arrastados sem piedade. 

Deixo-vos com um artigo que reflecte aquilo que por várias vezes já referenciei em alguns dos meus textos. Partilhem porque, felizmente, para grandes males existem grandes remédios onde todos nós podemos e devemos ser felizes.



Cliquem aqui para visualizar o artigo




Continuação de uma boa semana.











Alexandra