domingo, 31 de maio de 2015

Don't stop me now




Decorreu uma semana de intenso trabalho em que o calor não deu tréguas e em que os prazos de entrega da framboesa que produzo não me deixaram dormir. O cessar fogo está longe de acontecer e eu estou pronta para esta dura batalha. A batalha de viver num país onde escasseiam meios e vontade alheia para trabalhar bem.
Estou cansada. No entanto, somente irei parar quando ver tudo como desejo. 

Cada vez tenho mais certeza que atribuição do meu nome não foi só porque sim, por ser bonito. Tinha mesmo de ser...



Don't stop me now... because I won't stop



segunda-feira, 25 de maio de 2015

Viver no corpo errado




Assuntos como este devem ser tratados com a máxima seriedade possível. Falamos de uma patologia grave que condiciona desde cedo a vida das crianças que serão futuros jovens e adultos. Efectivamente, a família desempenha um papel preponderante na articulação e protecção deles e delas em relação ao meio social. Além de que são os elementos chave necessários para que todo o processo clínico e burocrático seja vivido e encerrado de forma pacífica. 
Em Portugal ainda se julga, ainda se condena quem nasceu com uma condição diferente dos demais. Esta diferença não é sinónimo de paranóia, é sinónimo de uma doença genética grave que se não for tratada atempadamente pode levar ao suicídio.


Há quem viva anos a fio desempenhando um papel social de género que não é o seu. Muitos e muitas chegam a constituir família não revelando quem verdadeiramente são.

Diz-se por aí que estas pessoas, homens e mulheres, quando decidem corrigir o que está errado dão este passo com coragem. São vistos como corajosos e freaks. A verdade é que apenas fazem aquilo que está certo e correcto. 

Felizmente, em Portugal, já existe tratamento há mais de uma década para esta patologia a que damos o nome de transtorno de identidade de género que ocorre durante a gestação. Está provado que uma alteração anormal de hormonas afecta o cérebro do bebé provocando uma mutação na sua morfologia e funcionamento. Por volta dos dois anos de idade, idade em que todos temos a real percepção de quem somos, estas crianças sentem desconforto emitindo sinais ou mesmo verbalizando quem realmente são. Nesta altura é muito importante a atempada intervenção da família e de uma boa equipa médica que tratará de todas as diligencias para que ao atingir a maioridade se possam realizar as intervenções cirúrgicas necessárias. 

Convém lembrar que é um longo caminho repleto de testes psicológicos, análises físicas e hormonais, assim como, desgaste social tanto para o paciente como para a família. 


A mensagem que pretendo passar e agradecia a partilha deste texto: Não julgues quem é frágil. Não julgues coisas sérias. Informa-te! Porque aquilo que tanto julgas um dia pode bater à tua porta!






Um bem haja e uma boa semana a tod@s


Alexandra




sexta-feira, 8 de maio de 2015

Bom Fim de Semana, babes











"A verdade não é algo exterior que se possa procurar nas esquinas de uma rua, só pode ser encontrada nas esquinas da alma. Sondando o mundo interior encontraremos as verdades da nossa vida, que nos darão força para a etapa seguinte."





Alexandra

terça-feira, 5 de maio de 2015

A vida é curta demais para fretes e fantochadas






Qualquer homem ou mulher tem os seus pontos críticos. As suas feridas emocionais que não devem ser tocadas mas, quando são, há como que uma espécie de alarme e cegueira que nos guia na estrada onde tantas vezes perdemos o controlo de tudo e até o respeito por quem nos atinge.
Há quem nos peça para ter calma. Há quem nos peça para ignorar. Mas até que ponto o silêncio e o "deixa andar" não permite que terceiros ajam e digam aquilo que lhes dá na real gana?
Fui educada para não falar ou comentar a vida alheia. Que para tecer juízos de valor é preciso conhecer a realidade de cada um. Digamos que tudo se resume a respeito por mim e pelos outros. Será que as pessoas não concebem a existência da palavra privacidade?

Nestes últimos quatro anos vi a minha privacidade invadida e isto, é talvez, das piores coisas que me podem fazer. Odeio gente intrometida, coscuvilheira, manipuladores natos com uma capacidade fantástica de mudar os factos. Pessoas com duras caras que querem saber mais e mais para divulgar tudo de forma distorcida. 

Esta brincadeira ia-me custando um relacionamento de quase cinco anos. 

O mais grave no meio de tudo isto é que toda a confusão instalada foi gerada por elementos familiares da outra parte. Cheguei à conclusão de que era altura de quebrar o silêncio e agir, passando o recado a uma que divulgará para todos. 

Não gostou! Azar! 

A vida é curta para fretes e de uma assentada disse o que estava entalado. Há mulheres e homens que valem zero, e este é o caso. Parece que nem com um canudo na mão sabem ser gente. Não se sabem colocar no lugar delas e deles. Necessidade de controlar. Uma inveja desmedida com ciúmes. 

Perigoso. Muito perigoso. Têm jogado um jogo muito perigoso comigo. Um jogo reles! Um jogo que não tenho vontade de jogar porque estou farta de merda!

É isto e sei, sei que a brincadeira não acabou por aqui. Mas agora vão ver com quantos paus se faz uma canoa porque os cães ladram e a caravana passa.


Boa semana 


Alexandra