quinta-feira, 25 de junho de 2015

Uma questão de atitude




Acredito, sempre acreditei que tudo aquilo que vivemos depende directamente da nossa atitude e muito pouco de factores externos. Estes até podem existir, mas é a nossa atitude perante eles que traça o nosso caminho.
Quando se fala de relacionamentos amorosos não existem mezinhas capazes de equilibrar os pratos da balança quando não existe atitude.
Por muito que nos custe admitir muitos relacionamentos esmorecem porque julga-se que o outro está garantido e, como tal, nada mais é necessário fazer.
Há quem se goste, que se goste muito, só que nem sempre esse gostar é capaz de suportar o desgaste que situações menos positivas vão provocando.
É importante elogiar, muito importante! É importante saber ouvir sem interromper. É importante estar presente mesmo não estando e eliminando assim a sensação de vazio.
Convém lembrar que as discussões acaloradas acontecem pela falta de exposição de sentimentos negativos que originam uma gigante bola de neve onde todos são arrastados sem piedade. 

Deixo-vos com um artigo que reflecte aquilo que por várias vezes já referenciei em alguns dos meus textos. Partilhem porque, felizmente, para grandes males existem grandes remédios onde todos nós podemos e devemos ser felizes.



Cliquem aqui para visualizar o artigo




Continuação de uma boa semana.











Alexandra

sábado, 20 de junho de 2015

'Hero lies in You'







Músicas que falam por si dispensam apresentações ou qualquer género de texto. Tenho, apenas, uma mão cheia delas que falam de mim... esta é uma delas.


Bom fim-de-semana.



Alexandra

terça-feira, 9 de junho de 2015

Viver no Corpo Errado Parte II











Escrevo o presente texto com a finalidade de agradecer a todos aqueles e aquelas que partilharam e comentaram o artigo onde abordo o tema transtorno de identidade de género.
Ressalvo, uma vez mais, a importância destes temas serem tratados com a máxima seriedade pois falamos de uma doença incapacitante que inibe os indivíduos de viverem a sua vida em pleno. 
Lamento, profundamente, que em Portugal ainda se veja esta patologia clinica como uma paranóia. Como algo leviano próprio de gente sem qualquer tipo de conduta social ou, ainda pior, que todos e todas vivem na teia da prostituição ou travestismo. Não confundamos alhos com bugalhos. 

Gostaria de realçar um comentário em particular feito pela Fatyly do blogue Uma nova Cubata: " Ando a ler o teu blogue desde o início e li, reli, voltei a ler e imprimi para dar a um casal amigo que cujo filho era de facto uma ela. Há anos que os acompanho e sei de fonte limpa a rejeição de muitos familiares, da sociedade ainda tão castradora que mete-me NOJO e digo-te Alexandra que mesmo a nível de acompanhamento hospitalar ainda existem imensas barreiras ó se existem. Neste campo ainda estamos "anos luz" de muitos países...mas já vamos tendo alguma coisa.
Digo-lhes sempre e a ela já nos seus quase vinte anos...força e sê feliz, não olhes para trás e segue o teu caminho. Felizmente tirou o seu curso, teve colegas...poucos...impecáveis e imensamente solidários e já trabalha. Soube que irão emigrar porque o pai e a mãe, a quem lhes tiro o meu chapéu e agradeço o que muito aprendi, têm emprego garantido e claro a pequenota (como lhe chamo) fará lá o doutoramento e numa área que lhe diz muito!!!!"

Fatyly permita-me que apenas corrija o seguinte, a filha desse casal seu amigo sempre foi desde o nascimento uma rapariga e nunca um rapaz. Quanto ao resto, tudo aquilo que disse é uma verdade. Hoje, estas pessoas estão em lista de espera porque o SNS não lhes oferece o tratamento digno que tanto necessitam. Alguns energúmenos da sociedade alegam que grave é ter um cancro e que para isso sim, o SNS deve comparticipar. 

Faço a seguinte questão quem critica ou aponta o dedo gostaria de ver uma filha ou um filho enforcado ou mutilado porque não foi devidamente socorrido?

A comunicação social nesta matéria não tem desempenhado correctamente enquanto veículo de promoção de esclarecimento o seu papel. Confunde. Aumenta o beco que existe, o beco da discriminação. Mas discriminar o quê e quem? Pessoas? Seres humanos? Seres humanos que não têm culpa da condição com que nasceram e que de tudo fazem para ser quem realmente são?

Não será que quem critica e tanto condena tem ciúmes? Inveja? E não, não falemos de coragem. Falemos de amor próprio, de muito self-respect like a wise man should have.

Não será através da força ou imposição que mudaremos os valores com que se regem as mentalidades. É através do ser. O ser que vive sem constrangimentos e que acima de tudo é livre. Não é a sociedade que dita as regras.


SOMOS NÓS!

BEM HAJA!


Alexandra