quarta-feira, 15 de julho de 2015

Hipnose clinica





Há momentos em que é necessário pedir ajuda para resolver questões pendentes que encontraram o seu lugar na não resolução do tempo. O tempo não ajudou a sarar feridas, muito pelo contrário.

Não sou diferente dos outros seres humanos e, confesso, entrei numa espiral de destruição e desgaste que poderia ter terminado mal.
Após mais de dois anos, após tantos eventos dolorosos que vivi sem uma única queixa era uma questão de tempo até a corda partir. Partiu. 
O sistema nervoso ressentiu-se. A paciência foi-se e confesso, instalou-se em mim uma enorme vontade de mandar tudo e todos dar uma volta ao bilhar grande!!!

Fiquei sem disponibilidade. Sem amor para dar. Sem compaixão. Seca que nem um rio em pleno verão rigoroso. Tudo isto foi o meu grito de revolta para que os outros se sentissem e ressentissem que não sou feita de ferro.
O reflexo do meu cansaço e de que por muito forte que sejamos, ou até, apesar do excelente background que possamos ter há um dia em que tudo quebra. 

Procurei ajuda e encontrei. Neste momento estou em processo terapêutico, a curar as minhas emoções com recurso à hipnose clinica. Que posso dizer sobre isto? Ao fim de duas sessões consegui restabelecer o meu sono e dormir em paz. Após a segunda sessão de terapia, segunda-feira, dormi cerca de 14 horas seguidas o que, para quem ao longo destes dois últimos anos dormia cerca de 4 horas por noite, foi muito bom!

Um processo de luto que não foi devidamente vivido seguido de trabalho intenso é uma das causas. Mas há mais. A velocidade de viver que nos é exigida não dá tempo, margem para que ultrapassemos a dor de uma forma saudável. 
É maravilhosa a quantidade de informação que o nosso inconsciente guarda e o quanto essa informação devidamente revelada/recordada nos pode ajudar a encontrar equilíbrio

Estou nesse caminho e a tentar mudar alguns hábitos na minha vida. Ter tempo para mim e para as minhas necessidades. Saber até onde posso ir e até onde devo permitir a proximidade dos outros. Estabelecer fronteiras é importante para o meu bem estar. Chegou a altura de perceber quem está "lá" para mim e não o contrário.


Desejo a continuação de uma boa semana.


Alexandra












sábado, 4 de julho de 2015

Tomarem-me por parva é um erro, grave!






Como o título deste post assim o indica, tomarem-me por parva é um erro grave que a seu tempo terá as suas consequências. Consequências que poderão provocar o meu afastamento definitivo. 

Ao longo destes últimos 10 anos, mais coisa menos coisa, tenho percebido nitidamente que há gente que não se sabe pôr no seu devido lugar. Gostam de minar. Transfigurar as situações. Passarem-se por santos e santas.
Tenho aversão a este tipo de gente e quero-os a todos e todas longe da minha vida. 

Acredito que estamos cá para sermos felizes e nunca o contrário. Pelo menos, experimentar de forma saudável todas as emoções que estão disponíveis. 
Nada do que consegui foi fácil. Exigiu muito de mim. Muita persistência e a Alexandra é desde pequena uma persistente lutadora. 

Quando decidi abraçar a agricultura como profissão a tempo inteiro nunca pensei que isso gerasse areias movediças onde é tão fácil alguém se afundar. (Voltarei aqui mais lá para o final do post)

A Alexandra não gosta desses eventos extraordinários onde anda tudo ao molho e fé em Deus para ouvir música de discoteca num areal. A Alexandra não gosta da vulgaridade dita fashion. A Alexandra vive em função da condição que possui e nunca acima desta. A Alexandra não gosta que lhe violem a privacidade e, sobretudo, a Alexandra detesta quando gente que esteve envolvida com o namorado se infiltra em assuntos que não lhes diz respeito. Esta última parte tem sido o pão nosso de cada dia!!  
A Alexandra reage intempestivamente quando lhe roubam aquilo que ela mais preza: a liberdade de expressar livremente as suas opiniões e pensamentos. Estejam cientes que a Alexandra também erra e tem defeitos, mas não façam dela parva. 
A Alexandra gosta de se divertir com coisas, gosta de sair para sítios onde há originalidade e onde quem lá está sabe ser original.

Voltando à agricultura, desde que comecei a actividade nunca pensei que uma profissão que exige tanto de nós física e emocionalmente incomodasse o rabo de tanta "boa gente". Querem ajudar? Não, não querem! Querem saber o que foi. Quanto foi. Quanto deu ou deixou de dar. 
E depois há algo que me faz uma espécie do caraças, o que leva pessoas que estiveram intimamente ligadas ao namorado a seguir o negócio aqui da Je??? E como se não chegasse são todas aquelas movimentações, que nós gajas de bem percebemos, mas que eles são tão tapadinhos ao ponto de se deixarem enredar nas teias ardilosas do mais do mesmo que se repete uma vez mais. 
Como cereja no topo do bolo vem a célebre afirmação: "Lá estás tu com as tuas coisas, Alexandra!".

Certo é que as minhas coisas estão realmente a bater certo, o que é uma pena!


Tenham um bom fim-de-semana!


Alexandra