sábado, 24 de dezembro de 2016

Feliz Natal!








Este ano a melhor de todas as lições foi, que independemente das nossas palavras as acções devem ser o espelho da firmeza dessas mesmas palavras. Que inteligência emocional é o motor necessário à acção e um dos elementos essenciais para vivermos em paz.
Viver implica correr riscos e saber respeitar cada episódio que vivemos com agradecimento. Não interessa o quanto é bom ou mau, interessa que foi vivido e guardado na bagageira do nosso veículo (o nosso corpo) como algo a não esquecer.
Os anos passam e há sempre algo a reter, há sempre algo que se acrescenta e que serve para nos fazer crescer.
Que sejamos felizes mesmo nos nossos momentos de tristeza e que nos saibamos amar para amar quem nos rodeia sem excessos, com a medida certa... a medida do amor.
Deixo um pequeno excerto do livro "Pessoas que nos fazem felizes" de Margarida Vieltez:
"Quem gosta de nós, estimula-nos a concretizar o que é importante para nós, a atingir os nossos objectivos, a concretizar os nossos sonhos, a "crescer" e a "desenvolver-nos" enquanto pessoa, e ajuda-nos nesse crescimento pessoal, nessa "descoberta" e evolução, a conhecer melhor, a "encontrar", depois de alguns "desencontros", a descobrir a "luz ao fundo do túnel", a sentir um "vencedor" quando tudo parece estar perdido, a acreditar que somos capazes, que vamos conseguir, que vamos vencer...
e tudo isto é muito importante sob o ponto de vista da nossa auto estima."
Feliz Natal! 


Alexandra

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

"...E o julgamento só será justo se vivermos experiências iguais."





Para se julgar correctamente alguém (se é que temos esse direito) há que conhecer o percurso da pessoa em questão, os valores, as experiências e muito importante, palmilhar os mesmos caminhos com os mesmos sapatos. É engraçado, digo eu, deitar palavras ao vento e sujeitar as nossas opiniões ao que ouvimos de terceiros... é este o grupo de pessoas que comumente tomam a "dor de parto" alheia sem sequer se darem ao trabalho de perceber onde estão os factos reais. Quem facilmente absorve aquilo que ouve tem ciumes e raivas guardadas das pessoas de quem ouvem falar, ou porque são uns pobres ingénuos que caem na teia dos célebres manipuladores.
Gosto, sobretudo, quando usam casamentos, funerais, cafés e afins para dilacerar de todo e de qualquer modo a reputação de alguém.
Contudo, quando tanto uns como outros são confrontados com a pessoa objecto de escárnio tomam três tipos de atitudes: fogem, olham para o chão ou falam com essa mesma pessoa com um sorriso amarelo!

Enquanto houver verdade e justiça não se pode cruzar os braços devendo-se apenas seguir em frente com ou sem companhia. Viver com dignidade e na verdade não precisa de claques, são apenas precisos aqueles que realmente nos conhecem e que estão connosco do principio ao fim. De sentimento isento e com os olhos da alma bem abertos. Esses contam-se pelos dedos, felizmente.
Tudo o resto é o resto e que Deus lhes perdoe!






Boa semana!

sábado, 26 de novembro de 2016

Super Girl












Dias há em que dormitar seria o melhor de todos os remédios para que a mente se esvaziasse de tormentos matreiros que insistem em retirar a paz do descanso. Dias há em que me sento, como hoje, com a vontade de escrever qualquer coisa que não seja apenas qualquer coisa. Escrever a coisa de palpável e material que me permita respirar nos devaneios de uma vida que em forma de espiral velozmente percorre a linha do tempo.
Hoje há trovoadas no céu, deve ser Deus que ao meu ouvido gostaria de dizer "gosto de ti".
Talvez seja isso que faz falta o ouvir um "gosto de ti" vindo do nada com uma banda sonora que acompanha a dança das palavras que entoam no centro do coração.
Talvez seja a necessidade de dar à mente o espaço e o tempo que ela necessita para dos caboucos da escuridão erguer sonhos através das paredes sólidas da continuação.
Há dias em que me canso de ser a "super girl", mas se não existir a "super girl" também não existirá o eu.





Bom fim de semana.




Alexandra












quarta-feira, 14 de setembro de 2016

*Embarca*











Embarca nesta barca de amor forasteiro
não faças de mim teu alvo certeiro
enquanto me liberto do manto negro em segredo.
Embarca nesta barca de amor forasteiro
conta-me na alvorada um simples segredo
enquanto em lábios teus selo amor meu.





Alexandra

terça-feira, 13 de setembro de 2016

* Vidas *








Por mais dolorosa que seja uma perda, fechar as portas do coração ao mundo é o pior dos erros a cometer. E perder, não se perdem apenas amores, perdem-se vidas que poderiam ser preenchidas e acabam vazias. 
Sabemos o que nos faz bem e aquilo que nos faz mal mas, verdade seja dita, há caminhos mais fáceis que outros e a facilidade é e sempre será atractiva. O verdadeiro sentido da consciência não berra, fala baixinho para não assustar a alma que batalha todos os dias por ter um dia melhor. 
Perseverança e disciplina, duas palavras básicas para o viver básico, aquele viver que faz toda a diferença e que não faz doer.

É a letargia que nos mata, não é a morte!




Alexandra

terça-feira, 2 de agosto de 2016

domingo, 10 de julho de 2016

A ganância sentimental é a mais fatal das formas de ganância.






A ganância sentimental é a mais fatal das formas de ganância.
Quando tens tudo aquilo de que precisas e continuas à procura daquilo que precisas: estás a conseguir, aos poucos, perder aquilo de que precisas. A ganância é o lado B da ambição. E o que numa é luz na outra é escuridão.
A ganância sentimental é a mais fatal das formas de ganância.
Se amas e és amado: tens tudo. Não queiras mudar de tons, de cores, de gritos, de gemidos, de geografia. Não queiras mais do que aquilo que tens – se tens tudo aquilo que queres. Se amas e és amado: és o dono do mundo. Se amas e és amado: és o cabrão mais abençoado do mundo. Agradece. Todos os dias, a toda a hora. Não queiras menos do que tudo, sim. Mas não queiras, mais ainda, mais do que tudo.
Se amas e és amado és o cabrão mais abençoado do mundo.



By Pedro Chagas Freitas


In Prometo Perder


segunda-feira, 20 de junho de 2016

*A vida flui quando abrimos os olhos para ela*












Ao saber aquilo que se quer não se aceitam sacrifícios, não se aceitam migalhas. Vive-se em harmonia, descartando-se a toxicidade de relacionamentos empobrecidos. A vida flui e vemos exactamente aquilo que ela é sem filtros de terceiros. Não há redes, não se grita por nomes com lágrimas nos olhos porque esses mesmos nomes estarão sempre por perto!
Não se perca em nome de algo que é e sempre será apenas uma ilusão. Liberte-se das neuroses do destino, porque elas são isso mesmo neuroses que cegam o resultado final da equação.








Alexandra

sexta-feira, 10 de junho de 2016

E se ela for embora?





Onde não há espaço para ser quem somos, resta apenas a solução de seguir em frente sem medos, sem medo da solidão. Porque ninguém merece viver de sobras vindas de pessoas que são estilhaços de vidros.
A vida continua agora pela estrada, pela minha estrada. 



Sejam felizes!


Alexandra

quarta-feira, 1 de junho de 2016

“Gone with the wind”, o título dos amores inacabados










Eu sei, tu sabes, que “Gone with the wind” foi título da maior produção cinematográfica de todos os tempos e um estrondoso sucesso de bilheteira. Mas, ambos sabemos, que serve de título a todas aquelas histórias de amores inacabados.
Inacabados porque não tiveram um feliz “The End”. Inacabados porque ambas as partes ou uma das partes não se entregou e não alimentou a magia que é o amor.
Inacabados porque no meio do tu e do eu simplesmente nunca houve intenção de existir o nós.
Amar dá trabalho. Dá trabalho porque exige-se o duradouro em vez do fugaz. Dá trabalho porque entregam-se os corpos mas raramente se beijam as almas. De que serve entregar o corpo se as almas não se complementam, não interagem entre si naquela valsa nocturna ao som de Chopin enquanto tudo é silêncio? O silêncio assusta quem nada tem para dizer ou sequer ouvir.
Somos todos psicólogos e psicólogas da vida e, ainda assim, cometemos os maiores erros de todos os tempos quando não damos tempo ao tempo para a descoberta. Quando desistimos à primeira desilusão. Quando desistimos ao primeiro não. Quando não compreendemos que o outro lado da moeda a que pertencemos também tem dores, também tem sequelas de outros amores inacabados.
O amor cura. Porque não aceitamos essa cura? Porque insistimos no erro de não dar uma hipótese ao que de melhor existe em nós? Seremos todos frascos azedos onde outrora existiu doce de maçã? Porque raio empregamos a frase “vamos indo e vamos vendo” quando se sabe que aquela ou aquele pode realmente ser o tal? - “Waiting for a call?” -.

Deveríamos compreender que a paixão é o mecanismo natural pelo qual duas pessoas, desconhecidas ou não, se atraem. É neste momento que se lança a primeira pedra para uma possível história de amor, só que o medo tolda o juízo e então vive-se a fugacidade da paixão desperdiçando-se tantas e inúmeras vezes o amor. Ele já lá existe mas ignora-se e morre. “Gone with the wind”, diria eu! 

No fim ele e ela, eu ou tu partimos em outras direcções e há como que uma sensação de vazio porque não se percebeu ao certo o porquê de nos termos cruzado. É! Ele ou ela poderia ser a tua/minha alma gémea, mas quando te perdes a meio do caminho e quando insistes em recordar o que passou não aceitas essa mesma alma gémea, o tal ou a tal, na tua vida!
Acredito que muitas histórias de amores inacabados teriam dado resultado se não existissem tantas sequelas no coração, na alma, no corpo de quem as tenta viver. Se não fossemos tão limitados de espirito e intelecto.
Abençoados aqueles e aquelas que apesar de todos os dissabores da vida (emocionais, afectivos ou não), conseguem formatar o “disco rígido”, seguir em frente e dar a oportunidade (de ser feliz e amado) a quem realmente a quer “agarrar”.
Mudemos o guião do “Gone with the wind” e fará toda a diferença.




Alexandra

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Com a alma vestida de negro vão-se os afectos e enterram-se os vivos!










Quando os afectos morrem vestimos de negro a nossa alma e, por consequência, enterramos sentimentos que não nos fazem falta. Para mim, hoje, enterrei definitivamente todo e qualquer tipo de sentimento que nutria pelo meu pai. Pai? Será que posso chamar isso a um homem que chama a filha de puta, que lhe ameaça dar um tiro e que a acusa de querer roubar tudo aquilo que ele tem? Deve ser por tudo isto que aparecem cada vez mais noticias na comunicação social de familiares que se matam uns aos outros porque questões de dinheiro, intrigas e afins. NÃO TENHO MEDO! Porque a quem é íntegro o medo não afecta.

Antes de avançar neste meu texto permito-me a definir a palavra puta. Para mim, uma puta não é aquela que está à borda da estrada a usar sexo como ganha pão. Não é aquela que tem sexo casual com um homem sem qualquer tipo de vínculo afectivo. 
Puta é aquela que não sabendo ser mulher abre as pernas a qualquer um que lhe sossegue as hormonas. Puta é aquela que usa o sexo e a chantagem emocional como arma de arremesso para atingir os seus fins.
Puta é qualquer coisa que finge ser aquilo que não é. Um género de mulher que para "foder" escolhe presas fáceis, homens com fragilidades e que cedem ao estúpido desejo de dar uma queca e de a coisa ficar por aí. Não fica! Há mais! Há todo um desenrolar de patifarias que se vão seguindo entre as quais a destruição de famílias é a cereja no topo do bolo. Estas, são alvo de telefonemas anónimos, de perseguições em centros comerciais. Enfim! A puta sabe o que quer e porque quer. Tudo serve para agigantar a teia da puta, porque a puta é uma autentica viúva negra. Coitado daquele que cai na teia! Coitado de ti que caíste nessa infame teia!!!

Se havia respeito, hoje, desapareceu! Se havia ainda uma réstia de amor de uma filha para com o pai foi num estalar de dedos completamente aniquilado pelo veneno pérfido de quem se desloca na negritude da vida.
Eu, no entanto, deveria ter aprendido que no dia que ele saiu de casa (era eu uma jovem de 16 anos) o pai que conhecia deixara de existir. 

Deixou mesmo! Morreu sem estar morto!

Um diabo em forma de gente que não reconhece o significado da palavra pai. Que utiliza os gritos como forma de amedrontar aqueles que ele julga serem mais fracos. 
Pai? Custa-me chamar isso a alguém que, hoje, a única coisa que me fez sentir foi raiva e derramar lágrimas. 

Acredita, coloquei hoje o ponto final numa história que há muito tinha acabado... porque a ti não vou dar permissão de roubares as felizes memórias do pai extremoso que um dia existiu. Da minha boca não vais ouvir mais a palavra pai. De mim não vais ter mais o beijo que te dava sempre que te via. De mim vais ter apenas isto, o cubo de gelo que entrego a quem me magoa e que tenta transmitir de mim a imagem da pior pessoa do mundo. Enterro-te hoje, porque nem amizade resta! Apenas assuntos burocráticos para resolver o buraco onde nos enfiaste. Tenho pena de ti. Pena, porque és uma autêntica marioneta nas mãos de uma puta e de todos aqueles que te rodeiam. 

Sou má? Deixa ser! Sou puta? Deixa ser! Sou oportunista? Deixa ser! Mas sabes, o jarro de água que hoje te despejei em cima foi pouco para tudo aquilo que me/nos tens feito sentir ao longo destes anos. Na tua boca sempre fui o pior dos teus problemas, o teu maior mal sem remédio. A frontalidade, a assertividade, assusta as sombras. 

Eu que quero e vou ser mãe, não é este exemplo de paternidade que pretendo transmitir aos meus filhos... mas foi isso que aprendeste com o teu pai. O mesmo comportamento que tanto recriminavas é aquele que hoje representas na eximia perfeição de actor amador. 

Com a alma vestida de negro e despedia de afectos, enterro o vivo e recordo o já morto que nunca mais voltará.


Alexandra


sábado, 7 de maio de 2016

Não chores









Não chores por quem te abandona, sorri por quem te acompanha. Não esqueças aquela e outra vez em que das mágoas nocturnas nasceu o dia. Daquela e outra vez em que o teu choro foi mar salgado e a tua gargalhada a areia onde te deitaste como menina de tempos áureos. 
Não chores, não tenhas pena porque o tempo urge e o corpo envelhece. Aproveita e vai! Passo a passo segue o teu rumo porque, hoje, hoje é tempo de ir sem ter pressa de chegar.
Não chores por quem te abandona. Não chores por quem teceu um dia falsas promessas. Sorri porque quebraste todas as regras e porque foste, és e serás sempre a única por quem deves chorar! Por ti e por aqueles que vivem verdadeiramente no teu coração!





Alexandra