segunda-feira, 20 de junho de 2016

*A vida flui quando abrimos os olhos para ela*












Ao saber aquilo que se quer não se aceitam sacrifícios, não se aceitam migalhas. Vive-se em harmonia, descartando-se a toxicidade de relacionamentos empobrecidos. A vida flui e vemos exactamente aquilo que ela é sem filtros de terceiros. Não há redes, não se grita por nomes com lágrimas nos olhos porque esses mesmos nomes estarão sempre por perto!
Não se perca em nome de algo que é e sempre será apenas uma ilusão. Liberte-se das neuroses do destino, porque elas são isso mesmo neuroses que cegam o resultado final da equação.








Alexandra

sexta-feira, 10 de junho de 2016

E se ela for embora?





Onde não há espaço para ser quem somos, resta apenas a solução de seguir em frente sem medos, sem medo da solidão. Porque ninguém merece viver de sobras vindas de pessoas que são estilhaços de vidros.
A vida continua agora pela estrada, pela minha estrada. 



Sejam felizes!


Alexandra

quarta-feira, 1 de junho de 2016

“Gone with the wind”, o título dos amores inacabados










Eu sei, tu sabes, que “Gone with the wind” foi título da maior produção cinematográfica de todos os tempos e um estrondoso sucesso de bilheteira. Mas, ambos sabemos, que serve de título a todas aquelas histórias de amores inacabados.
Inacabados porque não tiveram um feliz “The End”. Inacabados porque ambas as partes ou uma das partes não se entregou e não alimentou a magia que é o amor.
Inacabados porque no meio do tu e do eu simplesmente nunca houve intenção de existir o nós.
Amar dá trabalho. Dá trabalho porque exige-se o duradouro em vez do fugaz. Dá trabalho porque entregam-se os corpos mas raramente se beijam as almas. De que serve entregar o corpo se as almas não se complementam, não interagem entre si naquela valsa nocturna ao som de Chopin enquanto tudo é silêncio? O silêncio assusta quem nada tem para dizer ou sequer ouvir.
Somos todos psicólogos e psicólogas da vida e, ainda assim, cometemos os maiores erros de todos os tempos quando não damos tempo ao tempo para a descoberta. Quando desistimos à primeira desilusão. Quando desistimos ao primeiro não. Quando não compreendemos que o outro lado da moeda a que pertencemos também tem dores, também tem sequelas de outros amores inacabados.
O amor cura. Porque não aceitamos essa cura? Porque insistimos no erro de não dar uma hipótese ao que de melhor existe em nós? Seremos todos frascos azedos onde outrora existiu doce de maçã? Porque raio empregamos a frase “vamos indo e vamos vendo” quando se sabe que aquela ou aquele pode realmente ser o tal? - “Waiting for a call?” -.

Deveríamos compreender que a paixão é o mecanismo natural pelo qual duas pessoas, desconhecidas ou não, se atraem. É neste momento que se lança a primeira pedra para uma possível história de amor, só que o medo tolda o juízo e então vive-se a fugacidade da paixão desperdiçando-se tantas e inúmeras vezes o amor. Ele já lá existe mas ignora-se e morre. “Gone with the wind”, diria eu! 

No fim ele e ela, eu ou tu partimos em outras direcções e há como que uma sensação de vazio porque não se percebeu ao certo o porquê de nos termos cruzado. É! Ele ou ela poderia ser a tua/minha alma gémea, mas quando te perdes a meio do caminho e quando insistes em recordar o que passou não aceitas essa mesma alma gémea, o tal ou a tal, na tua vida!
Acredito que muitas histórias de amores inacabados teriam dado resultado se não existissem tantas sequelas no coração, na alma, no corpo de quem as tenta viver. Se não fossemos tão limitados de espirito e intelecto.
Abençoados aqueles e aquelas que apesar de todos os dissabores da vida (emocionais, afectivos ou não), conseguem formatar o “disco rígido”, seguir em frente e dar a oportunidade (de ser feliz e amado) a quem realmente a quer “agarrar”.
Mudemos o guião do “Gone with the wind” e fará toda a diferença.




Alexandra